<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098</id><updated>2011-09-26T10:23:07.019-07:00</updated><category term='GRATIDÃO'/><category term='QRT'/><category term='Sangue de Caim'/><category term='GodFather'/><category term='Fé'/><category term='zé pequeno'/><category term='Bing-Fa'/><category term='Doido é quem me diz que não é feliz.'/><category term='FOX ZERO UNO'/><category term='Mario Prata'/><category term='Medicina'/><category term='Comunicações'/><category term='domingo'/><category term='folga'/><category term='oito minutos'/><category term='Rap do Antigo'/><title type='text'>Horário UTC - Crônicas do Fox</title><subtitle type='html'>Tempo Universal Coordenado. Aquele horário ao qual relógios de aviação se convergem. Impressões pessoais de um profissional de aviação brasileira em seus porão mais profundo: o térreo. 

Onde tempo, ao que se apresenta, parece muito pouco coordenado...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7967457423266925190</id><published>2011-02-14T16:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T16:09:28.210-08:00</updated><title type='text'>Paródia: “A Coisa – Ivon Curi”</title><content type='html'>Um dia fui à Fab&lt;br /&gt;Pronto pra trabalhar&lt;br /&gt;E vi por entre as teias&lt;br /&gt;Uma pasta a arquivar&lt;br /&gt;Peguei depressa a pasta, - uh!!!&lt;br /&gt;Meu Deus que será isso?!?&lt;br /&gt;Lá dentro havia uma NPA que eu nunca tinha visto&lt;br /&gt;Levei ao cabo velho, a pasta a toda pressa&lt;br /&gt;O cabo abriu a pasta, gritou “que história é essa?”&lt;br /&gt;Ficou indignadíssimo e disse com certa malícia&lt;br /&gt;Se livra logo dessa NPA, ou vai virar notícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a velha pasta, sem o menor receio&lt;br /&gt;CENDOC, guarda isso há anos... Mandei pelo correio&lt;br /&gt;O chefe do CENDOC devolve aquela maravilha&lt;br /&gt;“Não quero saber dessa NPA, na pensão da minha filha!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso compreender porque ninguém a quer&lt;br /&gt;Por isso decidi guardar com minha mulher&lt;br /&gt;“Meu bem, mantemos com a gente?”&lt;br /&gt;“Oh, que coragem a sua!”&lt;br /&gt;Mas quando ela leu a NPA me pôs no olho da rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sub velho cansado: “ajudem minha chefia”&lt;br /&gt;Peguei aquela NPA, leva pra sua salinha&lt;br /&gt;O sub deu um grito, saiu de quepe na rua&lt;br /&gt;Minha chefia não quer essa NPA, porque não dá pra tua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral dessa história&lt;br /&gt;É fácil de tirar&lt;br /&gt;Se alguém achar uma pasta&lt;br /&gt;Mesmo ao capinar&lt;br /&gt;Espie com cuidado&lt;br /&gt;Pra ver o que e que há&lt;br /&gt;Se dentro houver uma NPA, deixe em seu lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7967457423266925190?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7967457423266925190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/parodia-coisa-ivon-curi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7967457423266925190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7967457423266925190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/parodia-coisa-ivon-curi.html' title='Paródia: “A Coisa – Ivon Curi”'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7211208817439392064</id><published>2011-02-14T16:02:00.001-08:00</published><updated>2011-02-14T16:02:45.158-08:00</updated><title type='text'>O Cara</title><content type='html'>Não costumo me enturmar com gente que ganha dinheiro demais. Na maioria dos casos, ter dinheiro demais te predispõe à preguiça de não fazer pequenas tarefas interessantes. Tanto eu, quanto a maioria de meus amigos concordam que é ótimo saber sair de uma pane mecânica do automóvel sem recorrer ao mecânico. Há locais onde não há mecânicos, e é exatamente nesses locais que gosto de andar. &lt;br /&gt;“-É o cara!” – uma frase que ouvi muito ao longo de incursões no Goiás. Costumo observar que os mecânicos das oficinas autorizadas são bons. São treinados para substituir e regular as peças voltando motores ao estado de novo. Qualquer primata bem treinado consegue.&lt;br /&gt;Agora, o que eu já vi de gambiarra que gente comum é capaz de fazer para sair do “prego” não tá no gibi. Há mais de dez anos, o fusca de meu pai não queria funcionar nem no tranco. As baterias daquele tempo eram muito menos eficazes que hoje, e após algumas tentativas a descida estava acabando. &lt;br /&gt;Ao longe, uma equipe de serviços gerais capinava o clube – Clube Almirante Alexandrino, salvo engano. E observava. Alguns minutos depois, perguntavam o problema. Lembro-me perfeitamente de um deles ter falado alto: ”O ‘Pulgão’ conserta!” e em dois minutos apareceu um camarada que não parecia entender nada de automóveis. Acho que eu tinha uns 12 anos, a idade limite para o curso de vela, classe Optimist. Desisti do curso, mas costumava ler toda sorte de revistas e livros de mecânica automotiva, e não pus a menor fé que o camarada que estava capinando conseguisse resolver o problema.&lt;br /&gt;Para meu espanto, o cara foi direto no problema. Levantou o banco traseiro e acesso o conjunto bateria-regulador, deu uma alisada embaixo do regulador de voltagem e disse para dar um tranco. O carro era a álcool na época, e pegou na primeira tentativa.&lt;br /&gt;A primeira coisa que lembro ter ouvido foi um dos funcionários dizendo: ”É o cara!”&lt;br /&gt;Minha surpresa foi tamanha, que passei a prestar mais atenção às capacidades de um ou outro indivíduo mais safo que encontrei no decorrer do tempo. Uma vez vi gente sair da pane aplicando um pano molhado no corpo da bobina de ignição, ouvi falar até de por ovo cru em radiadores para conter vazamentos. Acho que a tecnologia mecânica favorecia sair do sufoco.&lt;br /&gt;A tecnologia eletrônica mudou tudo o que era característico dos automóveis e motoristas. Era muito comum, caso seu veículo apresentasse defeito, que algum “Pulgão safo” se propusesse a ajudar. Isso acontecia com certa freqüência na década de 70 e 80.&lt;br /&gt;Mas após a Injeção Eletrônica, Ignição Eletrônica e seus derivados, é muito pouco provável que se consiga pôr em funcionamento qualquer veículo sem a necessidade de um mecânico especializado.  E ferramentas especializadas.&lt;br /&gt;Daí que essa é minha crônica, que escrevi para justificar-me às pessoas. Tem gente que acha uma atitude estranha agir de modo diferente para a mesma situação. Quando vejo alguém na rua com problemas no carro, às vezes paro para ajudar, e às vezes não. Por incrível que pareça, não costumo parar para carros novos. Quem tem um carro novo tem que ter o cartão de guinchos, essas coisas. Seguro. E quando o carro é velho, só paro quando tenho bastante tempo disponível. E ferramentas.&lt;br /&gt;“O cara” para os brasileiros corresponde a “The One”, para os americanos. A gente traduz por “o escolhido” – “The chosen one”. No universo automotivo tem o cara da lanternagem, o cara da parte elétrica, o cara do vidro elétrico... mas se conhecer alguém que saiba de tudo, já não é o cara. É “the one”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7211208817439392064?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7211208817439392064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/o-cara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7211208817439392064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7211208817439392064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/o-cara.html' title='O Cara'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2191357294214799913</id><published>2011-02-03T17:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T17:09:18.016-08:00</updated><title type='text'>Anti-Tabaco</title><content type='html'>Lei antifumo em Nova York é estendida para praias e parques&lt;br /&gt;A proibição deve abranger ainda a Times Square. Trata-se de uma das mais duras ações adotada por uma metrópole no mundo&lt;br /&gt;O conselho municipal (equivalente a câmara dos vereadores) de Nova York aprovou uma ampliação na legislação antifumo em vigor na cidade americana, transformando-a em uma das mais duras adotadas por uma metrópole no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2003 é proibido fumar em bares e restaurantes de Nova York. Com a nova mudança, também será proibido fumar em qualquer um dos 1,7 mil parques públicos da cidade e nos seus 23 km de praias.&lt;br /&gt;A proibição também deve abranger praças para pedestres – como é o caso de Times Square, em Manhattan, um dos principais pontos turísticos nova-iorquinos.&lt;br /&gt;De acordo com o jornal The New York Times, somente atores fumando durante cenas de produções para cinema ou televisão estão livres das restrições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição passará a valer 90 dias após ser assinada pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e ele tem 20 dias para fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste verão, os novaiorquinos que vão para nossos parques e praias para se divertirem e terem um pouco de ar fresco poderão respirar um ar ainda mais limpo e sentar em uma praia que não esteja cheia de bitucas de cigarro", disse Bloomberg após a votação do conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a lei entrar em vigor, o Departamento de Parques da cidade terá o poder de impor aos fumantes multas semelhantes às multas para pedir esmola ou urinar em público, em valores abaixo de US$ 100 (cerca de R$ 166).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a prefeitura espera que os próprios cidadãos sigam a lei espontaneamente, lembrando uns aos outros da proibição. O conselho municipal disse que a polícia não será responsável pela imposição da nova proibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos membros do conselho que votaram contra a medida a denunciaram como infração dos direitos individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu realmente acredito que o governo está sendo muito restritivo neste assunto particular", disse Robert Jackson, um democrata do bairro do Harlem. "Uma sociedade totalitária tem esse tipo de restrições."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras importantes cidades americanas adotaram leis severas para conter o tabagismo. Em Los Angeles é proibido fumar em parques municipais, e em Chicago não se pode fumar em parques com área para crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2191357294214799913?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2191357294214799913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/anti-tabaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2191357294214799913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2191357294214799913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/02/anti-tabaco.html' title='Anti-Tabaco'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4185948104736419467</id><published>2011-01-20T16:00:00.001-08:00</published><updated>2011-01-20T16:00:53.646-08:00</updated><title type='text'>Landell de Moura</title><content type='html'>Há 150 anos nascia o brasileiro que inventou o rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, o Brasil celebra o sesquicentenário de nascimento do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio e Pai das Telecomunicações. Uma série de atividades foi programada para este dia, entre elas o lançamento de selo e carimbo alusivos ao tema pelos Correios nas cidades de Porto Alegre, Campinas e Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia do destino, embora seja um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX, por suas invenções e atuação científica, Landell de Moura, gaúcho de Porto Alegre nascido no dia 21 de janeiro de 1861, é ignorado em seu próprio País, onde as crianças continuam aprendendo que o inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o conhecimento teórico e a inquietude dos que estão à frente de seu tempo, Roberto Landell de Moura transmitiu a voz humana à distância, sem fio, pela primeira vez no mundo. Foi também pioneiro ao projetar aparelhos para a transmissão de imagens (a TV) e textos (o teletipo). Previu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das comunicações e também utilizou-se da luz para enviar mensagens, princípio das fibras ópticas. Tudo está documentado por patentes, manuscritos, noticiário da imprensa no Brasil e no exterior e testemunhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século XIX, ligando o alto de Santana – o Colégio Santana – à emblemática Avenida Paulista, que hoje abriga diversas antenas de emissoras de rádio e de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao transmitir a voz, Landell se diferenciou de Marconi. O cientista italiano inventou o telégrafo sem fios, ou seja, a transmissão de sinais em código Morse (conjunto de pontos e traços) e não o rádio tal como o conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências do padre Landell não sensibilizaram autoridades e nem patrocinadores. Pior: um grupo de fiéis achou que o padre “falava com o demônio” e destruiu seus aparelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo patenteado o rádio no Brasil (1901), Landell não obteve reconhecimento. Decidiu, então, viajar para os Estados Unidos, onde conseguiu, em 1904, três cartas patentes. De volta ao Brasil, quis fazer uma demonstração das suas invenções no Rio de Janeiro, mas, por um erro de avaliação, o Governo não lhe deu a oportunidade. Depois, ele seria “forçado” a abandonar as experimentações científicas. Morreu no ostracismo e o Brasil importou tecnologia para entrar na era das radiocomunicações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Landell de Moura está, agora, já em pleno século XXI, prestes a ver seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão Tancredo Neves, graças ao Projeto de Lei do senador Sérgio Zambiasi, que está atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Estará, desse modo, ao lado de outros heróis como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Santos Dumont e Oswaldo Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também receberá, em fevereiro, o título post-mortem de Cidadão Paulistano (que Marconi recebeu em vida), por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos, ele é o patrono dos rádio amadores brasileiros e seu nome está em ruas e praças de várias cidades, em instituições públicas e em livros publicados no Brasil e no Exterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4185948104736419467?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4185948104736419467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/01/landell-de-moura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4185948104736419467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4185948104736419467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2011/01/landell-de-moura.html' title='Landell de Moura'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5889507167465903055</id><published>2010-12-27T14:33:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T14:35:16.626-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario Prata'/><title type='text'>Privada I: o homem e sua obra – Antônio Prata</title><content type='html'>O Homem é o novo rico da natureza. Assim que nos demos conta de que éramos os únicos na vizinhança que falávamos, fazíamos as quatro operações e conseguíamos encostar o dedão no mindinho, ficamos profundamente, irremediavelmente bestas. Cobrimos a pele com panos, penteamos o cabelo pra trás, passamos uma salivinha na sobrancelha, dissemos: adeus, bicho! e saímos da selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mal deixamos o bosque, passamos a esnobá-lo e a condenar as atitudes de todos os seus habitantes. Nós éramos superiores! Nós dominávamos a natureza! Nós usávamos ferramentas, meias e fio dental!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo rico que se preze, no entanto, dá bandeira. Há sempre um douradinho além da conta, um sotaque suburbano escapando num momento de exaltação, um conversível rosa com a placa mom ou dad. Com a humanidade também é assim. Por mais que consigamos trocar nossos odores naturais por mentol, eucalipto ou tutti-frutti, gastemos um bilhão de dólares em pesquisa para criar lâminas capazes de raspar perfeitamente nossos pêlos e cubramos toda a crosta da terra com asfalto e carpete sintético, um ato sempre nos denunciará o passado selvagem, a natureza animal: a cagada. Ali não tem desculpa, não tem disfarce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A merda é nossa ligação perene com a floresta, com o barro de onde viemos. Aí não tem talher nem tailleur nenhum que nos diferencie da arara ou do tamanduá. Nus como as trutas, acocorados como os cães, expelimos a verdade universal, fisiológica, cilíndrica e obscura que por tanto tempo tentamos ocultar. Somos animais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temendo uma reflexão mais elaborada sobre o assunto, e sabendo das conseqüências que tamanha verdade traria uma vez revelada, desde cedo cuidamos de camuflar o assunto. Fizemos com a bosta o que fazemos com as putas, as drogas e tudo aquilo que é necessário existir, mas não é preciso divulgar; marginalizamo-la. Condenamos as fezes ao ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, enquanto vagávamos nômades, a coisa era bem fácil. O sujeito simplesmente se afastava um pouco da horda, fazia o que tinha de fazer e ia embora, deixando as sujeiras para trás. Estávamos literalmente cagando e andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os primeiros povos dominaram as técnicas de irrigação e, portanto, a agricultura, passaram a viver fixos num determinado local, e defecar ficou um pouquinho mais complicado. O sujeito tinha que sair da aldeia, andar um pouco, achar uma moita, cavar um buraco, fazer e enterrar. Durante muito tempo a coisa rolou assim, trabalhosa, mas sem maiores problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o crescimento da população e das aldeias que começou a complicar o processo. A moitinha ia ficando cada vez mais longe de casa, corria-se sempre o risco de se encontrar um conhecido por lá e, pior de tudo, cavar um buraco de segunda mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que foi um bretão chamado Walter Collins que teve a brilhante idéia: cavar um buraco bem fundo no quintal de casa e cercá-lo por paredes. Em pouco tempo a invenção de Walter, assim como suas iniciais, já podiam ser vistas em grande parte do mundo. Parecia que o problema havia sido solucionado. Mas veio a revolução industrial, o grande êxodo para as cidades e os quintais, como se sabe, foram pra cucuia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido esse o momento mais difícil da humanidade frente aos seus excrementos, o clímax entre o Homem e sua sombra animal. Tivemos que trazer a bosta para dentro de nosso próprio lar. Para que isso fosse possível, bastava que jamais assumíssemos o verdadeiro fim do aposento que covardemente, eufemisticamente, chamamos de banheiro. Sim, meus caros, para não dar nas vistas, inventamos o chuveiro, a banheira, a higiene bucal, o secador de cabelo, o rímel, o blush e o batom, a acne e os tratamentos antiacne e todas as outras coisas para se fazer ali. Além disso, criou-se um arsenal para se disfarçar o cocô: sprays com odor de rosas, sachês que deixam a água da privada azul, verde ou rosa, exaustores, bidês e papeis higiênicos perfumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele ambiente cientificamente controlado, podemos aliviar as nossas necessidades com o máximo distanciamento possível. Após dar a descarga, nosso cocô é mandado para esgotos submersos, que desembocam em rios que vão dar lá longe no oceano. Sanamos o problema por enquanto, mas é só uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse cocô está se unindo, formando o maior movimento underground do mundo. Nossas cidades, nossos países estão boiando sobre rios de merda. Fala-se muito no fim do petróleo e no fim da água, mas não será assim que nós morreremos. Numa incerta manhã um cidadão dará a descarga e, como na piada, ouvirá o estrondo: o subsolo, entupido, explodirá. A verdade, reprimida por séculos e séculos, emergirá. Só nesse dia todos perceberão o tamanho da cagada em que nos metemos desde o dia em que resolvemos sair da floresta. E não haverá sachê nem bom ar que dê jeito. Como se sabe, só as baratas sobreviverão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5889507167465903055?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5889507167465903055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/privada-i-o-homem-e-sua-obra-antonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5889507167465903055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5889507167465903055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/privada-i-o-homem-e-sua-obra-antonio.html' title='Privada I: o homem e sua obra – Antônio Prata'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6847959728802551755</id><published>2010-12-12T12:11:00.001-08:00</published><updated>2010-12-12T12:11:18.687-08:00</updated><title type='text'>TLDZ ou 2E</title><content type='html'>No mesmo carro com motor aspirado (digo aspirado no sentido de ter feito trabalho de cabeçote, comando, escape, etc):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um carburador 2E o motor tinha uma aceleração gradual, sem buracos e constante quase como um motor original só que mais forte. A regulagem de marcha lenta também era mais fácil devido ao posicionamento do parafuso e pelo fato de ser um parafuso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era só isso... As desvantagens eram a partida a frio MUITO difícil comparado ao TLDZ - e antes de o motor atingir temperatura normal de trabalho era uma condução horrível! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TLDZ fornece mais torque em baixa rotação que o 2E porém é mais "brabo"&lt;br /&gt;para controlar em baixa rotação - é difícil manter 30Km/h em reta sem acelerar nem tirar o pé do acelerador com o TLDZ (em 3a marcha, caixa PS(Loooonga)), já o 2E era bem sussegado. Com o TLDZ o carro tende a "soquear".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aceleração do TLDZ é MUITO superior ao do 2E, porém é mais "buracosa" heheheh&lt;br /&gt;Tipo: na 1a marcha puxando de 0 a 60Km/h ele se "embabaca" um pouco até 30Km/h, então dos 30 aos 40 ele ganha um ânimo considerável e dos 40 aos 60 ele vai como uma bala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com o 2E ele acelerava gradualmente (porém com menos velocidade) até 50Km/h e daí se amarrava até os 60Km/h - tanto que nem valia a pena esticar até essa velocidade com ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumo de combustível é igual em ambos. Velocidade final é entre 5 e 10Km/h maior com&lt;br /&gt;o TLDZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: Se vc prioriza dirigibilidade num motor aspirado (então nem deveria ter aspirado!!) e vc roda a maioria das vezes com o motor quente então o 2E é pra vc.&lt;br /&gt;Se vc prefere potência em altos RPMs mesmo que sacrificando dirigibilidade em baixa rotação porém com melhor dirigibilidade e frio: Fique com o TLDZ.&lt;br /&gt;Isso que relatei é o que aconteceu comigo! Pode ter um monte de gente dizendo que "blah blah blah TLDZ é uma mer**" mas pra mim foi melhor que o 2E que tentei... Tanto que hoje já me desfiz do 2E a tempo e não pretendo trocar o TLDZ tão cedo (a menos que por uma IE Fueltech :)).&lt;br /&gt;DIZEM que no caso de carro turbo a coisa muda de figura - mas daí eu não sei porque eu não me interesso por carro turbo...&lt;br /&gt;Falow!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIT: A marcha lenta com 2E é melhor do que com o TLDZ. Com o TLDZ o giro tem que ser um pouco maior e mesmo assim a lenta não fica perfeita (comando 272).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6847959728802551755?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6847959728802551755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/tldz-ou-2e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6847959728802551755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6847959728802551755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/tldz-ou-2e.html' title='TLDZ ou 2E'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6018674759454354653</id><published>2010-12-12T11:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T11:53:36.434-08:00</updated><title type='text'>Misgurnus Anguillicaudatus</title><content type='html'>O dojô (Misgurnus anguillicaudatus) é um peixe cobitídio de água doce, nativo do nordeste da Ásia, especialmente da China. Popular no aquarismo, por ser um agente limpador de fundo. Gosta muito de enterrar-se, principalmente durante o dia, pois é predominantemente notívago, mas em casos de água muito fria, o dojô fica letárgico, a passar muito tempo enterrado.&lt;br /&gt;Esse peixe normalmente não passa dos oito centímetros em cativeiro, mas chega aos vinte centímetros na natureza. Ele é encontrado em duas pigmentações: uma com o corpo mais listrado e outro com menos listras.&lt;br /&gt;A água ideal para um dojô tem o Ph 7,0 – ou seja, neutro – e temperatura em torno dos 22 °C.&lt;br /&gt;Segundo afirmam algumas pessoas, este animal possui habilidades meteorológicas, e pode prever tempo chuvoso, quando começa a saltar para fora da água. É um animal forte e resiste mais tempo sem água do que a maioria dos peixes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6018674759454354653?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6018674759454354653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/misgurnus-anguillicaudatus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6018674759454354653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6018674759454354653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/misgurnus-anguillicaudatus.html' title='Misgurnus Anguillicaudatus'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4916172404954260650</id><published>2010-12-07T16:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T16:25:01.321-08:00</updated><title type='text'>Barão de Itararé</title><content type='html'>Máximas do Barão de Itararé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde menos se espera, daí é que não sai nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem empresta, adeus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pobre come frango, um dos dois está doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem só fala dos grandes, pequeno fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. ( Ge-gê: apelido de Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juros são o perfume do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobra é um animal careca com ondulação permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher moderna calça as botas e bota as calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pão, quanto mais quente, mais fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora  Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4916172404954260650?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4916172404954260650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/barao-de-itarare.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4916172404954260650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4916172404954260650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/12/barao-de-itarare.html' title='Barão de Itararé'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-823438146798556915</id><published>2010-11-19T14:34:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T14:36:09.860-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doido é quem me diz que não é feliz.'/><title type='text'>Suposto evento maníaco</title><content type='html'>Há uma confusão enorme quanto à finalidade dos remédios. O objetivo dos medicamentos chamados remédios não é outro senão remediar. A cura vem a seguir, com um pouco de sorte, pelo próprio organismo do indivíduo. Isso parece simples, mas médicos contestam.&lt;br /&gt;Tive uma experiência um tanto esclarecedora quanto ao assunto. Considerando-me uma pessoa normal, sujeita a todo tipo de engano, fui internado em uma clínica de orientação psicossocial. Isso corresponde aproximadamente a um manicômio. A diferença é que clínicas são teoricamente divididas em prédios com funções diferentes. Um dos prédios trata dependentes químicos, outro acomoda pessoas com problemas mentais. Havia também uma terceira casa – a casa branca. Para os visitantes é chamada casa de triagem. Para nós, internos, era descrita como casa de contenção.&lt;br /&gt;Mesmo dopado de elementos químicos estranhos ao organismo, recebi de um dos internos um livro muito interessante. Dizia no livro que qualquer homem comum em situações incomuns age de modo incomum. Acordar em um manicômio é incomum, aconteceu comigo. Isso me fez aproveitar a situação e desenvolver minhas próprias observações.&lt;br /&gt;Uma delas é que parte dos dependentes químicos de cocaína, por exemplo, poderiam ser tratados com uma dose concentrada de cafeína. A idéia é que o cérebro, acostumado às grandes velocidades de processamento típicas das reações da coca pudesse se habituar ao estado “elétrico” característico de quem gosta de café. A aplicação me pareceu óbvia: um usuário de cocaína geralmente faz uso paralelo de álcool. Na verdade, pessoas utilizam cocaína para reduzir os efeitos negativos da embriaguês e manter-se naturalmente acordadas após boas doses. É o meio que conhecem para evitar perder o objetivo da noite, quer seja uma parceira ou as cenas que permeiam o evento.&lt;br /&gt;Pessoas que usam cocaína o fazem para elevar o processo de raciocínio. Muitos passam em concursos porque a utilizam como um meio de aumentar a perspicácia e a compreensão. A questão é que o uso continuado costuma produzir efeitos diversos do desejado, tais como a depressão, a irritabilidade dentre outros. &lt;br /&gt;Pareceu-me óbvio então que uma pílula de café concentrada entre alguns goles obtivesse o mesmo efeito, em menor escala. O segredo está também na água ingerida em concomitância com o remédio. Isso permite que o cérebro não sofra os danos da ressaca pelo simples fato de continuar hidratado durante a noite. &lt;br /&gt;Claro, nunca fiz o teste. Na verdade, desconheço as propriedades da cocaína justamente porque não faço uso. Meu caso é diferente. Quando criança fazia um esforço fenomenal para prestar atenção nas aulas. Havia um sono intenso que impedia a concentração. Esse sono desapareceu com a mudança de rotina que obtive ao ingressar nas FAA.&lt;br /&gt;A rotina de quartel facilita ao organismo preguiçoso desempenhar gradualmente uma oxigenação ideal no cérebro, aumentando a capacidade de raciocínio. Embora cada organismo tenha maior ou menor grau de suscetibilidade a respostas de estímulos externos, é inegável que algumas flexões de braço sejam capazes de oxigenar o cérebro, tornando-nos mais “atentos”. Paguei poucas flexões em meu recrutamento. Dez no total.&lt;br /&gt;Um dos casos mais curiosos que acompanhei na clínica onde estive internado foi uma moça chamada Márcia. Ela chegou louca de crack. Foi trazida pela família, e recebia doses imensas de Haldol com Fenergan. O HF, como é chamado carinhosamente o “amansa leão”. Pessoalmente acho um veneno. Causa confusão mental e faz com que a memória não exceda alguns momentos. Qualquer ser humano fica burro como um peixe, se é que se pode dizer que peixes sejam burros – o peixe Oscar tem memória de 15 segundos. Eu tinha um antes de ser internado. Morreu algumas semanas após a internação, de saudades do dono.&lt;br /&gt;Márcia estava em péssimas condições. Elétrica o tempo todo, dava um trabalho danado para os técnicos de enfermagem. Márcia tinha medo, provavelmente de agulhas.&lt;br /&gt;Um dia percebi que não tinha mais cigarro na casa branca. Foi o dia que torci para ninguém intervir numa das experiências psicológicas mais óbvias que existe: a amizade. Estendi minha amizade a Márcia com apenas um cigarro. Ela acalmou-se. Conversamos.&lt;br /&gt;Descobri que enquanto estava sedada foi abusada por outro interno. Um cara que chamávamos de “Jack”. Jack havia sido internado por doença mental, decorrente de reações da aplicação de anti-rábica. Policial militar que era, salvou um garoto de um cachorro na rua, mas foi mordido. O resultado é que sua personalidade oscilava entre sociopata e criminoso. Um dia, aproveitando-se da impossibilidade de ser monitorado pelos poucos técnicos em enfermagem, masturbou-se e gozou na cara de Márcia. Ela estava sob efeitos do Haldol e outros medicamentos. Dopada.&lt;br /&gt;Claro que é possível que a mesma desejasse o ocorrido naquele momento. Mas ao recobrar a consciência apresentava um pânico disfarçado ao ver o “Jack”. Os internos mais conscientes tinham conhecimento do ocorrido, e os técnicos que o sabiam por ouvir falar faziam vista grossa. Nada podia ser feito. A realidade é que os internos são inimputáveis legalmente – impossibilitando sobremaneira a apreciação policial. Enfim: teoricamente o que acontece na clínica morre na clínica. Inclusive os indivíduos, como foi o caso de um dos pacientes. Enforcou-se.&lt;br /&gt;Mesmo dopado de remédios decidi fazer o que estivesse ao meu alcance para que Márcia estivesse bem. A alegria de Márcia quando os remédios foram reduzidas era simplesmente contagiante. Raras vezes observei alguém com alegria de criança. Brincava com todo mundo, conversava bem. Tudo o que precisou foi encontrar novos amigos, destes que desaparecem sem deixar pistas. Foi onde entrei no circuito.&lt;br /&gt;Em questão de três dias resolvi o que os médicos não conseguiram. Com algumas piadas, algumas brincadeiras e absoluta sinceridade de propósito dei segurança para Márcia. Isso foi suficiente para que se acalmasse. Os técnicos em enfermagem fizeram notas sobre sua melhora e em pouco tempo ela estava reintegrada à outra casa, a casa dos pacientes com problemas mentais. Um dia depois, estava livre. Sua permanência na clínica foi menor que a minha.&lt;br /&gt;Ou seja: aproveitei a internação involuntária (que é proibida por lei, se considerarmos que ninguém pode ser obrigado a tratamento que não queira) para fazer algumas pesquisas. Em alguns momentos de lucidez, quando o Depakote era anulado pelo café, percebia claramente que quando dizem que o problema das drogas é uma questão social, o foco é distinto do que se imagina. O contexto social onde o “paciente” está incluso repercute nos motivos pelo qual utiliza uma, outra ou todas as substâncias disponíveis para manter-se no estado mental desejado. Alguns usam cocaína por ser visualmente impossível denunciar – ninguém fica fedendo com cocaína. Outros utilizam Canabis para acalmar os nervos, tal qual é feito com o extrato de maracujá. A questão social é que o maconheiro – seja um usuário eventual ou um viciado – é rotulado como criminoso ou doente. Isso faz com que a paranóia de ser pego em flagrante transtorne seu pensamento, tornando-o instável. Essa é parte da descoberta médica relativa à consciência de vários dos internos com quem conversei.&lt;br /&gt;Conheço usuários de círculos diferentes, principalmente fora das clínicas. A diferença entre a sanidade de um ou outro depende de seu contexto social. Maconheiros (esse termo parece pejorativo, mas é popular) de áreas ricas como o Plano Piloto em Brasília não são perigosos. Utilizam para poder estudar graças ao efeito benéfico sobre a capacidade de percepção. &lt;br /&gt;Quando estava internado, sem cuidados, estava fora de alcance dos problemas sociais típicos de nossas relações diárias. Meu antigo chefe que me perdoe, mas era um pé no saco trabalhar com ele. Trabalhar com alguém com chefia e sem liderança causa irritabilidade. Fui um pouco louco quando saí do Centro Brasília para trabalhar no térreo numa das unidades mais complexas do país, após tantos problemas que envolviam o CINDACTA. Não é coincidência que eu o tenha feito, eu mesmo decidi. Talvez eu seja meio doido. Provavelmente.&lt;br /&gt;Já outras pessoas que trabalhavam no térreo acreditavam que tinham controle sobre o incontrolável – as pessoas. Talvez eles sejam loucos também, dado ser impossível conter algumas personalidades fortes, nas quais humildemente me incluo.&lt;br /&gt;E acho que vai levar algum tempo para as coisas ficarem normais, mesmo porque não sou o que as pessoas rotulam, mesmo as de casa. Vai levar algum tempo para atingir o que desejo, mas a vida continua. E a liberdade é constitucional.&lt;br /&gt;Um quartel não é o lugar ideal para criar os filhos, na verdade é bruto como o inferno. E não há ninguém para fazê-lo em seu lugar. Mas crianças nascidas e crescidas no ambiente militar aprendem a ser tão adaptáveis ao terreno quanto qualquer soldado. Graças à internação involuntária, tenho condições de discernir exatamente que tipo de droga outra pessoa está utilizando, mesmo no silêncio do ambiente castrense. Importante deixar claro que isso não os torna menos capazes para qualquer atividade. O que causa transtornos ao serviço é justamente a mistura de drogas – mesmo as receitadas – com pressão. Isso nunca funcionou.&lt;br /&gt;Eis aqui o que encontrei a respeito de personalidade, que se relaciona de algum modo à personalidade civil de qualquer indivíduo:&lt;br /&gt;PERSONALDADE NORMAL E PATOLÓGICA&lt;br /&gt;CONCEITO&lt;br /&gt;Entendemos por personalidade “a síntese de todos os elementos que concorrem para a conformação mental de uma pessoa, de modo a comunicar-lhe fisionomia própria (Porot).&lt;br /&gt;É claro que aí interferem inúmeras particularidades da constituição biopsíquica, associadas às impressões deixadas pelas experiências vividas. Podemos, assim, falar em integração de dados constitucionais e caracterológicos (Zimann).&lt;br /&gt;Aqui o termo “constituição” está se referindo ao conjunto da “estrutura do corpo” e do “temperamento”. Poderíamos também restringi-lo ao conceito de “tipologia morfológica, separadamente do “temperamento”. Neste caso, a estrutura da personalidade seria integrada por tipo morfológico (constituição física), tipo temperamental (disposição emocional básica) e caráter (conjunto das experiências vividas), constituindo a personalidade.&lt;br /&gt;Isso significa que psicólogos e psiquiatras cruzam informações sobre como é seu corpo e seu temperamento. Se você é magro como eu, será classificado como leptossômico – cara de rato, para o cidadão comum. Há leptossômicos calmos e nervosos, mas a genética não define tudo. Coisas que definem com mais precisão o temperamento do indivíduo são justamente o contexto social. Um homem nervoso pode ser extremamente dócil se viver em um condomínio cheio de mulheres bonitas e cerveja, assim como pode ser bastante explosivo caso conviva com uma mulher histérica. Isso propõe que para qualquer pessoa normal ser tida por diferente, há de se considerar a motivação.&lt;br /&gt;Nos cursos básicos de medicina legal evita-se a controvérsia a respeito dos “instintos” e deixa-se de analisar a “motivação” do ato, por sua complexidade, pois exigiria amplitude que transborda os limites da pesquisa médica. A questão é que medicações são inúteis se não for tratado o motivo pelo qual alguém se altera. Por isso há pessoas de temperamento normal internadas em hospitais psiquiátricos tomando remédios pelo resto de suas vidas. O que a medicina providencia, neste caso, não é o bem estar do paciente. Realiza tão somente o socorro social das pessoas que não conseguem lidar com a situação: vizinhos e parentes. Uma pessoa dopada ou destituída de sua consciência integral não é uma pessoa sadia. Nem com remédios.&lt;br /&gt;Assim, nela interferem fatores tipicamente heredoconstitucionais, de um lado, e sócio-ambientais, do outro.&lt;br /&gt;CARACTERES BÁSICOS&lt;br /&gt;A personalidade apresenta algumas particularidades, que são suas bases fundamentais:&lt;br /&gt;a) Unidade e identidade -  que lhe permitem ser um todo coerente, organizado e resistente;&lt;br /&gt;b) Vitalidade – pois trata-se de um conjunto animado, hierarquizado, em que a vida se condiciona a oscilações interiores (fatores endógenos) e a estímulos exteriores (fatores exógenos), aos quais reage e responde;&lt;br /&gt;c) Consciência – que a mantém informada a seu próprio respeito e também dos dados do meio que a circunda.&lt;br /&gt;d) Relações com o meio ambiente – pois cabe-lhe regular a oposição entre o “eu” e o “meio” e manter sua consistência e estabelecer seus limites (Porot e Cammerer).&lt;br /&gt;TIPOS NORMAIS&lt;br /&gt;Não existe uma “personalidade normal”, senão inúmeras, conforme nos esclarecem os “tipologistas”. São vários e adotam critérios diversos (Bonnet). Eis alguns exemplos:&lt;br /&gt;a) Critério biopsicológico – é o fundamento da “Biotipologia”, que foi muito usada nos estudos criminológicos clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jung (Carl Gustav Jung), de formação psicanalítica, descreveu dois tipos básicos, com quatro variantes. São o “extrovertido” e o “introvertido”, conforme se volte mais à realidade externa ou à do mundo interno.&lt;br /&gt;Pessoalmente, não creio em pessoa normal. É pouco didático afirmar que alguém que se submete a pressões sem esboçar reação seja alguém normal, um “normalóide” como disse certa vez a psicóloga Ely, alguém que reage no espectro de agitação normal. O normal, para um ser humano qualquer, é agir de modo anormal uma ou outra vez na vida.&lt;br /&gt;A questão é que as informações prestadas muitas vezes merece juízo. Há pessoas que aumentam a história e causam prejuízos diversos. Nesse mister, a experiência pessoal é um conhecimento que nem mesmo psiquiatras podem negar: fazem parte das motivações exógenas. Fofocas.&lt;br /&gt;Teve um dia, por exemplo, que comprei um uísque Red Label no melhor barzinho do Residencial Santos Dumont. Semanas depois fui internado. Nunca fui armado para barzinho e fiquei moscando com um trinta e oito na mão, como fiz na frente de meu pai.&lt;br /&gt;Mas a história que ouvi na rua é que eu comi batata frita, tomei cerveja e conversei com diversas pessoas armado. Um absurdo. Quem lembrar daquela noite é testemunha de que transitei entre duas mesas e bati um papo com as garotas. O garçon também viu que eu estava desarmado, mas na cabeça dos psicólogos, de meus pais e de quem os interprete, eu estava moscando num barzinho com um oitão na cintura.&lt;br /&gt;Processar quem, se nada ocorreu oficialmente?&lt;br /&gt;O problema é que quando as “gossips” ou fofocas se geram em torno do indivíduo, cedo ou tarde todo mundo fica sabendo de fatos que não existiram.&lt;br /&gt;Na clínica, a psicóloga Ely não teve tempo de me diagnosticar como normal. As informações prestadas pelos técnicos são imprecisas e pouco esclarecedoras. O que obteve pelo histórico de vida enquadra um leptossômico cíclico paciente. Não um transtornado.&lt;br /&gt;Mas os médicos, que muito pouco conversaram comigo, me definiram como portador de Transtorno Bipolar Afetivo. Honestamente, não posso negá-lo.&lt;br /&gt;Fiz por onde parecer. Isso me faz parecer louco? Provavelmente.&lt;br /&gt;Mas pense duas vezes: o que um homem normal faria se fosse roubado por uma mulher em 1000 reais destinados ao conserto de um de seus veículos e possuísse naturalmente um Taurus .38?&lt;br /&gt;Noventa por cento das pessoas que tive a curiosidade de perguntar responderam que iriam atrás e enfiariam um cartucho na mulher. Esses eu considero anormais.&lt;br /&gt;Os dez por cento que restaram fariam diferente. Deixariam para lá. A violência não vale brigar por papel numerado. São as pessoas que considero normais.&lt;br /&gt;Não sei o que um transtornado bipolar faria. Vou perguntar quando conhecer algum, mas meu procedimento é direto: reação de soldado.&lt;br /&gt;Um soldado de guarda analisa o furo de segurança. Se uma guria com quem eu queria sair me rouba, há algum motivo exógeno, fora a facilidade. Na reação de soldado que tive antes da internação, utilizei algumas estratégias militares e descobri o que ocorria.&lt;br /&gt;A guria precisa de tratamento. Lésbica, viciada em cocaína e álcool, surrupiou o dinheiro que encontrou para pagar ao traficante de sua namorada o vício conjunto. Tive essa confirmação quando abordei-a após o roubo, em seu ambiente, no Barulhos – parque da cidade. Após abordá-la discretamente, cinco malandros se aproximaram e cruzaram os braços. Tempo fechou conforme estimativa. Para a sorte, eu já havia acionado o Davi, um bom amigo, a fazer uma rota de 180, conforme aprendi na Escola de Especialistas. Ele saía para leste, eu para oeste. Ele me buscaria de carro no estacionamento do Parque de Exposições. Missão perfeita.&lt;br /&gt;No entanto, os cinco primatas musculosos de braços cruzados só se afastaram quando adverti com toda arte cênica que o primeiro que entrasse no rumo levava um tiro de ogival. Eles deram um passo para trás e eu não disse nada para a garota.&lt;br /&gt;Sumi no escuro, no rumo dos fundos do batalhão da Polícia Militar. O único que me seguiu abandonou a idéia quando divisou o quartel. Não precisei dar um disparo. Missão pessoal perfeita.&lt;br /&gt;A adrenalina subiu. O raciocínio adquiriu ritmo de combate. Somou-se o serviço real – aquele que andava tenso. Havia divisado coisas desagradáveis e tomado posição. Muita gente não gostou. Tomei uma dose de “paratudo”. É uma bebida de ervas amargas, forte como o paladar do próprio goiano. Um suco de Gueroba escuro.&lt;br /&gt;No meio do percurso, soldados da Aeronáutica na função de enfermeiros aplicaram-me outro paratudo: Haldol. Não houve a menor reação física – não os proibi.&lt;br /&gt;Mas também não autorizei. Isso me deixou na situação de poder cobrar os excessos ou não juridicamente. Muita gente acha que a internação faz bem.&lt;br /&gt;Eu não concordo, e só tem um jeito de concordar com qualquer psiquiatra:&lt;br /&gt;Quando conhecer algum deles que já tenha sido internado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-823438146798556915?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/823438146798556915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/11/suposto-evento-maniaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/823438146798556915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/823438146798556915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/11/suposto-evento-maniaco.html' title='Suposto evento maníaco'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2131490733626629520</id><published>2010-11-10T08:23:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T08:24:09.038-08:00</updated><title type='text'>Cargos de Desconfiança</title><content type='html'>Daqui a três meses os governadores eleitos terão &lt;br /&gt;de enfrentar um dos maiores pesadelos de um político. Como preencher as centenas de cargos de confiança que compõem um governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número exato de cargos varia de Estado para &lt;br /&gt;Estado. Para o governo federal eu já ouvi estimativas que variavam de 2.000 a 20.000 cargos a ser preenchidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A problema é que a maioria dos políticos não conhece um número suficiente de pessoas em quem realmente possa confiar. Ao contrário dos grandes executivos e profissionais que desenvolvem listas de colaboradores ao longo de suas carreiras, os políticos normalmente acumulam listas de pessoas em quem não se deve confiar, pelo menos politicamente. Poucos convivem, no dia a dia da batalha por votos, com administradores profissionais, orçamentistas empresariais, gerentes de RH e planejadores, profissionais necessários para um bom governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as primeiras pessoas convidadas são normalmente amigos e parentes de irrestrita confiança. O desespero é tal que até genros, normalmente vistos com certa suspeita na escala familiar, são convidados para participar da equipe de governo. Não que amigos e parentes não possam ser pessoas competentes, mas a base de escolha é muito pequena para que a média seja qualificada. Imaginem criar uma seleção de futebol dessa maneira. Você apostaria no seu sucesso ? O mesmo ocorre com nossas equipes de governo. Você apostaria no sucesso de um governo assim constitúido ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira decepção de cada novo governo e a primeira crítica que a imprensa lhe faz ocorrem por ocasião do anúncio da equipe e dos parentes contratados. Insinua-se em alguns relatos, que parentes foram contratados para que todos se tornem ricos, o que pelos salários atuais do setor público é praticamente impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro que a maioria dos políticos eleitos comete é desconhecer uma das leis básicas da administração: Todo cargo, seja público, seja privado, é de total e irrestrita desconfiança. Infelizmente, todo colaborador, por mais amigo que seja, precisa ser tratado com certa dose de desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maiores desfalques em empresas familiares são cometidos por parentes, em que não escapa nem filhos, muito menos genros. Bons amigos então, nem se fala. De onde surgiu este mito de que amigo do peito e parente não roubam ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa prática não é exclusiva de nossos políticos. A maioria de nossas empresas contrata diretores da mesma maneira, tanto que são chamadas de empresas ‘familiares’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída para esse dilema é outra. Em vez de contratar um amigo do peito, selecione o melhor e mais qualificado profissional possível para o cargo, independente de conhecê-lo ou não. Em seguida, cerque o contratado de controles gerenciais, fiscalização interna , auditoria externa, o que for necessário para manter o pessoal na linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As multinacionais não trazem mais um presidente de confiança do exterior como faziam antigamente. Contratam brasileiros, sejam eles amigos dos acionistas ou não. Dois brasileiros, Alain Belda Fernandez e Henrique de Campos Meirelles, são presidentes da matriz americana das multinacionais em que trabalham, o equivalente a contratar um americano para cuidar de nossa dívida externa. No Brasil, o melhor administrador financeiro do país tem poucas chances de ser Ministro da Fazenda, se já não for amigo do presidente bem antes de sua eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cargo de confiança é simplesmente um conceito anacrônico, algo do passado pré-gerencial. Num mundo competitivo, todos os cargos, incluindo os do governo, precisam ser de total e irrestrita competência, e não de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, num mundo globalizado, onde temos de dominar alguns segmentos da economia mundial deveríamos estar contratando os melhores do mundo. Pelo menos algum dia vamos começar timidamente desde o início, contratando os melhores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Se você, amigo ou parente de político, for convidado para um cargo de confiança nos próximos três meses sem ter pelo menos vinte anos de experiência na área, a nação encarecidamente implora : recuse delicadamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2131490733626629520?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2131490733626629520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/11/cargos-de-desconfianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2131490733626629520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2131490733626629520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/11/cargos-de-desconfianca.html' title='Cargos de Desconfiança'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-29558731633253501</id><published>2010-10-26T20:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T20:08:03.712-07:00</updated><title type='text'>Memórias do Cárcere</title><content type='html'>231010 – As palavras têm diferenças. O significado pode variar como a manga comestível e a manga de camisa. É importante pedir a Deus discernimento entre as coisas para que tudo dê certo. Não sou Deus. &lt;br /&gt;A primeira vez que ouvi a palavra adicção me confundi. Pensei que minha psicóloga queria consertar meu modo de falar, talvez a velocidade de expressão, que é consubstanciada na dicção. Ela falava do meu SUPOSTO vício de fumar marijuana. Não deu tempo de dizer que não sou viciado em marafa, hemp, e outras formas de se chamar maconha. Não sou um maconheiro viciado, e sim um usuário eventual. &lt;br /&gt;Há diferenças entre todos os termos. Um usuário é diferente de um viciado porque não tem dependência visceral do uso constante – não possui o vício. Vício é quando o camarada simplesmente não consegue ficar sem dar um teco, uma bola ou uma injetada. Uma pessoa pode ser viciada em computadores e viver a vida inteira com um prazer quase patológico de jogar online. Outra pode gostar de jogar de vez em quando para eliminar o estresse. Cada um tem sua dose do seu remédio psicológico, mesmo sem receita psiquiátrica.&lt;br /&gt;Então vamos às diferenças: usuário leve é aquele que faz uso recreativo de qualquer substância, que pode ser química ou não. Substâncias químicas são aquelas produzidas artificialmente com o objetivo específico atingido de cada fórmula. Substâncias naturais são as produzidas de plantas e que fornecem também resultados específicos almejados pelas pessoas. &lt;br /&gt;Logo, químico é diferente de natural.&lt;br /&gt;Se você trata um problema cardíaco com medicina convencional, vai condicionar seu corpo a admitir um remédio que não pode ser reduzido a quantidade. Esquecer de tomar uma pílula para coração e ficar nervoso pode significar a morte.&lt;br /&gt;Por outro lado, se combate os problemas do coração com remédios naturais, pratica esportes e faz visitas regulares ao hospital, saberá se será necessário ou não utilizar substâncias químicas. Substâncias químicas são último recurso, não o primeiro, como costuma ser na vida de qualquer viciado. &lt;br /&gt;O termo certo em português é viciado, não “adicto”. Adicto não existe na Nomenclatura Gramatical Brasileira, você certamente não vai encontrar em nenhum dicionário reconhecido. Quem necessita ansiosamente da química da cocaína, heroína e correlatos para adquirir prazer é um viciado. Não um adicto.&lt;br /&gt;E tem outra faceta: quem necessita de produtos naturais também pode ser um viciado. Um viciado em maconha é um maconheiro. Um maconheiro não pode ser preso peslo fato de necessitar patologicamente de um produto que deve ser prescrito em nenhum hospital, ou mesmo nenhuma cadeia. Na verdade, na cadeia não se prescreve qualquer medicamento – o que impede que qualquer viciado seja preso. Viciados, por regra internacional, devem ser tratados.&lt;br /&gt;O curioso é o erro da lei. As pessoas não sabem ler bulas de remédio e acreditam entender de legislação. Para gostar de legislação, o cara tem que ser viciado em leis. E eu sou um “adicto” em legislação. Gosto de tudo o que se refere à organização social de nossas vidas. Isso nos torna mais fortes, mais serenos e muito mais úteis à sociedade. Pode-ser dizer que os homens que são viciados em legislação são os melhores advogados e juízes que nossa sociedade pode possuir por compreender melhor as pessoas, e resolver de modo mais prático e ágil aqueles problemas que os normalóides não conseguem. Ser viciado em leis é uma questão de inteligência ou esforço. Pessoalmente não me considero um homem inteligente – os verdadeiros viciados em informação. Considero-me alguém esforçado, um usuário eventual das informações que me chegam.&lt;br /&gt;Por gostar de legislação, identifiquei que um usuário de cocaína pode ser preso, e um usuário de maconha – em tese – não poderia. Isso se dá porque a produção de um item e outro são diferentes. Cocaína é tráfico internacional, significa que alguém conseguiu folhas de coca e produziu um subproduto onde conta-se utilizar até solução de bateria na sua confecção. Ou seja: o usuário de cocaína, além de portar uma pequena dose do produto de uma importação criminosa, ainda está comprometendo seu próprio organismo pela ingestão de um produto sem referência de origem. Referência de origem é o que assegura a eficácia de qualquer remédio. &lt;br /&gt;Já meu caso – usuário eventual de maconha – significa que posso não estar transgredindo lei internacional nenhuma. Maconha não é químico, e é tão eficaz quanto qualquer chá de maracujá. Adicionalmente ainda dá efeitos de percepção que são reconhecidos pela comunidade médica. Pela lei, ninguém pode ser submetido a tratamento médico contra sua vontade. Não lembro ao certo se isso é regra constitucional ou do código Penal Brasileiro. O fato é que ninguém é obrigado a tratamento degradante ou humilhatório. Tal qual ser internado pelo uso de uma planta tão medicinal quanto o chá da mamãe ou o café do papai. Santos remédios anti ansiolíticos. &lt;br /&gt;Raros são os pais que detém o conhecimento dos antigos. Aqueles coroas chatos para caramba que entendem de ervas porque viam os avós utilizando, os avós dos avós, e por aí vai. Hoje, os pais confiam nos médicos e terceirizam conhecimentos básicos que auxiliam a curar uma gripe sem necessidade de uma química receitada. Isso movimenta milhões para indústrias farmacêuticas e não é o objetivo dessa pesquisa tecer juízos de se é bom ou ruim. Pesquiso como estudante, verificando caso a caso o que é melhor para cada indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indivíduos sabem o que faz bem ou mal. Experimentam de tudo, e é por isso que utilizei a internet para saber com precisão o que pode ser mais “comum” aos viciados, usuários leves ou mesmo pessoas que não conhecem o poder de cura dos anti-ansiolíticos naturais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-29558731633253501?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/29558731633253501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/10/memorias-do-carcere.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/29558731633253501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/29558731633253501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/10/memorias-do-carcere.html' title='Memórias do Cárcere'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-350784156059170570</id><published>2010-10-20T17:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T17:59:48.832-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina'/><title type='text'>Medicina Alternativa</title><content type='html'>Um troço que não consegui entender.&lt;br /&gt;Há algum tempo pesquisei alguns lances sobre os remédios tarja verde. A pesquisa me levou à descoberta de uma classificação do Ministério da Saúde que de modo muito claro dizia que alguns remédios eram reconhecidos internacionalmente. Dentre eles o Dromidol. &lt;br /&gt;A questão é que fui internado à força – literalmente – por algumas atividades que nada tinham a ver com meu hábito eventual de fumar maconha. Fumava eventualmente durante o dia para segurar a onda de ser milico e tolerar um chefe extremamente bizarro. O cara, num modo simples de dizer, voltou dos mortos. Quando acaba o tempo de serviço a gente não costuma recontratar ninguém e o cara além de voltar das trevas ainda fodeu todo mundo antes de fazê-lo. A Constituição Federal proíbe essa “façanha”. Ainda assim, o Comando da Aeronáutica fazia vista grossa.&lt;br /&gt;Cúmplice, eu? Nunca. Por isso fiz denúncia ao Ministério Público, o que me rendeu um “cala boca” com direito a internação numa clínica psiquiátrica. Um saco passar quarenta dias repensando a vitória. Custou-me pouco, caso tenha êxito. Mas o assunto não é esse.&lt;br /&gt;Saí da clínica classificado em Transtorno Bipolar Afetivo. Tomando cerca de quatro remédios diferentes. O pior é saber que não tenho porra nenhuma, a não ser o que possa ser relacionado ao trabalho. Sorte não ser caso de reforma. Vou continuar enchendo o saco de muita gente, caso não modifiquem a situação pelo menos na unidade onde estiver servindo. O contribuinte exige isso de quem tenha a sorte de ser militar.&lt;br /&gt;Daí comecei a pesquisa de remédios que substituam a quantidade abusiva de química que meu organismo foi obrigado a se submeter. O resultado é que no meu caso um bom chá de flor de maracujá possa ter um bom resultado. Logo pra que eu me livre do monte de química, tenho que pesquisar.&lt;br /&gt;E encontrei mais gente fazendo pesquisa. A questão é que estão indo direto para o fumo de canabis. A idéia que tenho é diferente. Já que a música diz “É proibido fumar”, então masca. &lt;br /&gt;Chiclempa. Foi o nome que decidi dar para o chiclete de marafa. A idéia é uma quantidade dosada para cada organismo, de acordo com o quadro psíquico de cada cliente. Algo que faria a Farmacotécnica morrer de raiva.&lt;br /&gt;E os reais vendedores de drogas – as drogarias – perderem uma boa parte de seus clientes. Consegue imaginar alguém querendo tomar um Rivotril ao invés de mascar um inofensivo chiclete?&lt;br /&gt;Esse é o futuro. Tomara que alguém patenteie primeiro a idéia.&lt;br /&gt;Daí eu faço o genérico.&lt;br /&gt;Tarja Amarela.&lt;br /&gt;Igual à Amarela 2000. Um genérico que deu certo, ao menos para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-350784156059170570?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/350784156059170570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/10/medicina-alternativa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/350784156059170570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/350784156059170570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/10/medicina-alternativa.html' title='Medicina Alternativa'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7594863648004620847</id><published>2010-09-07T22:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T23:05:36.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FOX ZERO UNO'/><title type='text'>O filho do diabo escapou</title><content type='html'>Que pariu, véi. Nunca rolou uma treta tão sinistra. Em compensação, passei o dia inteiro fazendo um INFERNO na vida de umas meninas que eu estava tentando ajudar. Essa minha mania de ajudar dá um problema do cacete. Vou ACATAR a perfeita percepção da psicóloga do Sipacea. Passarei a pensar mais em mim mesmo e deixar o Brasil respirar um pouco. Acho que mudei coisa demais, em pouco tempo. Coisas de expediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acreditou que o expediente na Unidade mais importante do Centro Oeste fosse assustador, tinha que ver como era ser subordinado do Domingão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ATERRORIZADOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu chefe parece um Extraterrestre desmascarado. Congelado. Com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho não ter Deus nessa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele negociou melhor comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o Diabo não existe, se fodeu meu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, quando acabarem minhas férias, eu conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas férias começam após meu "tratamento". Dessa vez eu cumpro direitinho. Seis meses de afastamento médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Fisiologista da Alma que o Comandante determinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas condições para rendição: acompanhamento do HFA, SQS 214 BL J AP 507 - NECESSIDADE DO SERVIÇO; contato com o DISCRETÍSSIMO SO QRT TE BATISTA. Voluntário free-lancer para limpeza da piscina do CASSAB. 05 Delta. 9º Uniforme. redução gradual da nicotina por terapia de Floral de Bach. Remédio espiritual de Família, originado de Sra. Mônica de Melo Ferreira, Fé Espiritualista. Endereço não informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha eterna gratidão ao ´Japonês do Fusion', que por diversos meios de comunicação lideraram a formação de uma cultura flexivelmente eficaz de segurança. E pela DCA 1-1. Sin Zi. sensei... lembra um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai dizia que conhecia um japonês que achava tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não conseguiu achar minha bicicleta. Nem lembro se era uma caloi. Não esperei, comprei uma GIOS. Desempenho superior. ESQUECI O JAPONÊS. Será o Benedito? Vingando o sentimento de culpa por ter sido induzido a mentir numa REDUNDÂNCIA EM PORTUGUÊS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei oportunamente o que disse, naquela tarde mal sucedida do insondável ambiente dos batalhões de polícia militar localizados em áreas próximas ao tráfico. Será que esse tráfego chega no Plano Piloto por canais específicos de transporte de mulas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou vêm acondicionadas higienicamente dentro dos cus dos policiais que INTIMIDARAM o coitado de meu irmão mais novo tentando sondar a casa de meu Pai. Sim, a casa de meu pai terreno também é a casa de meu Pai Celeste. E Ele RARAMENTE pára aqui, nessa zona do baixo meretrício que se transformou o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso nas personalidades que acertaram o rumo, e eventualmente estenderam a qualidade de vida do Plano Piloto para uma ou outra satélite próxima, me vêm alguns nomes que não posso deixar de escrever, mesmo tendo ficado o dia inteiro buscando insipiração para "desbloquear" meus dedos. Preciso de mais agilidade para uma série de atividades: tocar violão, andar de bicicleta (algumas dezenas de metros com uma só roda é uma das características que os vagabundos ficam tão "bestas" que não percebem que você pode estar ARMADO, FINGINDO SER MACONHEIRO PARA SABER ONDE ENCONTRAR O REMÉDIO NATURAL QUE CORRESPONDE AO TRATAMENTO MAIS SEVERO CONTRA A NICOTINA: NA MÃO DE QUEM DIZ QUE É A ERVA DO DIABO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIABO NÃO EXISTE, LOGO A ERVA NÃO EXISTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi pesquisar como roubaram de alguém foda que nem meu pai. O outro Pai também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma breve confusão de identidade, mas já está tudo bem. sEI O QUE é de quem. Nunca vi um homem justo desamparado por Deus. Ele ouvirá. Dê um sinal em envelope pardo, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lembrado o porquê de estar aqui dia a dia, conforme visito minha querida - e protegida - quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho meus motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela colaboração de todos os Comandos, mesmo em minhas investidas "demoníacas". Sejamos honestos, muita gente ainda acreditará que eu sou o Diabo, bem o sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insondáveis são os desígnios do S(s)enhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sou trouxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei exatamente de onde vim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde vou. "SÓ PODE HAVER UM". M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEVER GONNA STOP ME...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto positivo para ela. Um show de profissionalismo, em comparação a uma certa "pessoa" (pê minúsculo, mesmo. Não parece humana).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7594863648004620847?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7594863648004620847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/o-filho-do-diabo-escapou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7594863648004620847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7594863648004620847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/o-filho-do-diabo-escapou.html' title='O filho do diabo escapou'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7088969496086740316</id><published>2010-09-06T20:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T20:09:14.490-07:00</updated><title type='text'>O Poderoso Chefão - meu pai.</title><content type='html'>Zoei meu velho grandão:&lt;br /&gt; O cara queria marcou comigo uma conversa para o dia seguinte, na intenção de me dar um esporro no dia seguinte. Duvidei, porque para esporrar o pau tem que estar duro para o seu lado. Tem que ter vontade de realmente comer um cu apertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chamei ele de brocha. Não pessoalmente, mas militarmente. Oficialmente, juridicamente, fatidicamente, menos como pai. Na verdade, às vezes penso que não existe esse lance de pai e filho. Às vezes, quem é nosso pai pode ter sido nosso filho. E disse que ele ia agradecer por não ser obrigado a dar para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque quem dá para mim é muito mulher. Dá para um cara que só come a buceta, mas quando a mulher pede para dar o cu, acha tão bom que procura um bocado de trouxa por aí para saber se é igual. Não é. Pau é igual cu, cada um tem o seu. Se tiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Inverti os papéis. Acordei de pau duro. Alguns dias atrás, fui auxiliar algumas garotas que tinham comportamento sexual hiperativo. As gurias se pegavam o tempo todo, e eu tentando organizar a bagunça que o diabo fez à minha volta. Ou seja: enquanto eu queria descolar um biombo para comer duas ninfas, como faria qualquer humanista, lamentavelmente tive de dar um esporro no meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O comportamento sexual militar é extremamente sigiloso. Ninguém sabe como funciona o coito militar, quando alguém deliberadamente estupra um indefeso. Usei Sun Tzu a favor do cara que me deu o livro. Frustrei o cara.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fiquei tão bom, que ao invés de ouvir como filho, passei a viagem toda, que faço normalmente em 40 minutos, mijando um suboficial de cima a baixo, por ser preguiçoso e querer ter uma vida de brigadeiro. Chamei ele de duro.&lt;br /&gt; É o único modo de traumatizar um fim de carreira profissional voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família pequena é mais unida, sabe como é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7088969496086740316?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7088969496086740316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/o-poderoso-chefao-meu-pai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7088969496086740316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7088969496086740316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/o-poderoso-chefao-meu-pai.html' title='O Poderoso Chefão - meu pai.'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3280471840862087433</id><published>2010-09-06T19:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T19:40:01.232-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GodFather'/><title type='text'>I GOT THE POWER</title><content type='html'>SNAP-I GOT THE POWER, uma música que ouço muito. Tem num filme de Jim Carrey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há um poder muito pouco explorado. Na verdade, pesquisei no decorrer de meu tempo de serviço uma série de dispositivos poderosos. A combinação de vários deles potencializa sua eficácia.&lt;br /&gt; Muitas vezes penso em replicar o conhecimento entre os mais modernos. Divulgar formas de se defenderem dignamente das picuinhas de um ou outro superior mais abusado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sendo específico: muito do que ocorre no ambiente militar foge do pertinente. Acompanhei diversos processos administrativos e a reação dos agentes responsáveis pelo trâmite legal e detectei irregularidades em praticamente todos. &lt;br /&gt; Isso resultou, obviamente, em algumas punições decorrentes de alguns testes. O que era testado não era o “sistema”. O sistema é sólido.&lt;br /&gt; Testei conhecimento de oponentes.&lt;br /&gt; Tem gente que não tem coragem de tecer quaisquer comentários quanto aos seus chefes. Pessoalmente, evito abordar pontos negativos de qualquer pessoa – inclusive chefes.&lt;br /&gt; Creio que nasci sem esse dom, da não reação. Evito embates por comodidade pessoal.&lt;br /&gt; Mas nos últimos anos, venho observando calma e metodicamente toda ação contrária às necessidades do serviço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Já recebi queixas por não utilizar cobertura em local coberto. Isso mesmo: fichas de transgressão por fazer o que é correto mesmo em etiqueta. Esse tipo de palhaçada costuma voltar meu pensamento jurídico-militar à fúria dos artigos penais. Acredito ser capaz de causar bom estrago em carreiras quaisquer, assim como saberia como fazê-lo com a minha própria, caso o desejasse.&lt;br /&gt; Aliás, declaro pífio o militar que considera sua própria carreira importante. O militar que considero irrepreensível é justamente aquele que enxerga a grandeza de suas responsabilidades com o seu país e arrisca sua carreira, caso necessário para o bom andamento do serviço. A causa é justa.&lt;br /&gt; O melhor objetivo de um soldado não é tornar-se oficial, é ser um graduado.&lt;br /&gt; Isso se dá porque o soldado tem sua força na energia que vem da união de seu grupo. Ser oficial significa estender uma distância muito grande da fonte de seus conhecimentos.&lt;br /&gt; Logo, o objetivo de um soldado é ser sargento. &lt;br /&gt; O soldado muitas vezes associa o sargento à sua velocidade. Terceiros sargentos estão sempre apressados. Temem chegar atrasados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os segundos-sargentos têm passos variados. &lt;br /&gt; Os primeiros-sargentos andam devagar. As coisas essenciais funcionam sem necessidade presencial. Administram o tempo.&lt;br /&gt; Os suboficiais são conselheiros. Determinam as ações padronizadas por tradição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O tenente vive apressado e às voltas com papéis.&lt;br /&gt; O capitão quer ser major para ter mais dinheiro.&lt;br /&gt; O major quer passar a burocracia para o capitão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dos demais não se cogita o que estejam fazendo. Deveriam ser claros os planos previstos nessa zona de baixo meritíssimo em tempo de paz. Mesmo os soldados deveriam estar familiarizados com a natureza definitiva de nossas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Manifesto que condições específicas determinaram meu comportamento, no que passo a definir rotina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando se participa da defesa de uma instalação, é importante familiarizar-se com o espaço físico pelo qual é responsável. Suas prerrogativas e limitações. Precisa aferir de fato o que você representa em seu espaço geográfico. Deve conhecer o alcance e possível extensão de suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minha rotina é distribuída em atividades distintas. Uma delas é a freqüente releitura de regulamentos e instruções de serviço. Organogramas, legislações diversas. Guerra eletrônica, fundamentos de telecomunicações, redes de dados, tropodifusão, serviço armado, serviço de escala, expediente, doutrina básica, doutrina de comando e controle – kit full.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No serviço armado, considero o conhecimento legal uma blindagem extensiva à equipe de serviço. Minhas equipes de serviço armado têm proteção jurídico-militar gratuita provida por um Comandante da Guarda que conhece o serviço de Sentinela de Cabo a Oficial-de-dia. De cabo ao rabo alheio. Todos aqui são voluntários. Podem deixar o recinto militar, se o desejarem. Basta pedir seu desligamento. Civis têm prioridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não se deixem enganar. Quem tirar o sossego de Alah não conhecerá o Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amém, sentinelas. Amém...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Abordo as necessidades do serviço armado como quem aborda as necessidades pessoais. Todos possuem necessidades maiores ou menores de comunicação, transporte, apoio humano. Conheço os componentes de minha guarda no dia-a-dia. Isso desenvolve a confiança mútua e ainda deste modo, identifico os homens suscetíveis à boa vontade e busco conectá-los. Sempre posso contar com mais de um terço dos sentinelas em natural subordinação às necessidades sem oprimi-los. A verdade é que eles sentem-se melhor guarnecidos quando sou parte da equipe, e eu idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Defendo-os porque incorporam a própria autoridade do Comandante da Unidade. Fosse requisito obrigatório tratá-los de modo hermético, já não interessaria integrar equipes. A condição de líder exige a abordagem do elemento humano na compreensão do ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As equipes de serviço armado dependem do bom funcionamento de outros setores. Tudo se integra em uma só necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O expoente da era presente é o conhecimento de guerra eletrônica. Principalmente a estratégia de continuidade das atividades, tópico indissociável das campanhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas não se deve esquecer jamais: a vida é um GTA.”damned nation, damned nation” – é o que se ouvia quando entrava na igrejinha do jogo. “No donation, no salvation” – era o que se ouvia quando saía.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Tudo lembra e se relaciona com MATRIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ou é efeito colateral do remédio que eu mordi alguns dias atrás. Mesmo cuspindo fora, deu um formigamento típico de lamber pólo de bateria de carro. Decididamente, um veneno.&lt;br /&gt; Carbo... alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vou lembrar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por enquanto, segue na íntegra o melhor manual para um soldado regular que pude fazer em alguns meses: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dronabinol.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Para motoristas de brigadeiros. brigadeiros são um saco. A diferença é que há brigadeiros e Brigadeiros.&lt;br /&gt; brigadeiro é aquele cara que serve em uma brigada. Um combate na sequência de outro, no afã de atingir o que muitas vezes parece impossível: o descanso.&lt;br /&gt; O repouso do guerreiro.&lt;br /&gt; Não é a morte. É quando o cara pensa em fazer depois de terminar tudo o que queria ter feito enquanto vivo, se conscientemente vivesse após morto.&lt;br /&gt; Não há morte. Não existe morte, assim como não existe diabo. O diabo é...&lt;br /&gt; ...o diabo não é nada justamente porque não existe. &lt;br /&gt; Quem disser que o diabo existe vai ter que me provar. Vai ter que me dar um nome, endereço ou email para que eu possa mandá-lo pessoalmente tomar no cu. &lt;br /&gt; Exatamente. ULYSSES tem capacidade e poder de mandar o Diabo e seus diabinhos tomar no cu.&lt;br /&gt; Não faz porque é piedoso.&lt;br /&gt; ULYSSES diz:&lt;br /&gt;  -saiam do prédio cinza discretamente, como se fossem humanos, suas almas sebosas. E tragam os corpos que vocês possuíram para o sofrimento físico que lhe é devido.&lt;br /&gt; A vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3280471840862087433?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3280471840862087433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/i-got-power.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3280471840862087433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3280471840862087433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/i-got-power.html' title='I GOT THE POWER'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3188574929738532965</id><published>2010-09-01T13:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T13:54:17.039-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='QRT'/><title type='text'>ORDEM DO DIA - QRT</title><content type='html'>As iscas foram todas mordidas. Hora da espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORDEM AO GRUPAMENTO: SILÊNCIO RÁDIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANTENHAM ESCUTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;próxima instrução: 15 de setembro, Dia da Musicoterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vigilância, Controle, Segurança - esse é o nosso lema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3188574929738532965?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3188574929738532965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/ordem-do-dia-qrt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3188574929738532965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3188574929738532965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/09/ordem-do-dia-qrt.html' title='ORDEM DO DIA - QRT'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1351506718170238854</id><published>2010-08-31T20:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T20:22:21.780-07:00</updated><title type='text'>Know your enemy</title><content type='html'>Major filho da puta. Ganha um dinheirão para vir de Anápolis e põe o laranja para assinar. Dizer que um cara magro tem síndrome de Munchausen? Tá me chamando de mentiroso? LÊ A PORRA DO PESO, IDIOTA. TÁ NA FICHA, SUA BESTA. Você está me fazendo desenvolver síndrome de Tourette no teclado, seu asno. Se informa, seu MAJOR TARJA-PRETA.&lt;br /&gt;O que é ?&lt;br /&gt;O carbolitium é o carbonato de lítio. O carbolim é um sal semelhante ao sal de cozinha. No início do uso dessa medicação quando descobriram o efeito antimaníaco mas ainda desconheciam o efeito tóxico da superdosagem, carbolim substituiu o sódio (sal de cozinha) no tempero dos alimentos para tratar os pacientes com transtorno afetivo bipolar (antigo PMD). Com o tempo viu-se que o carbolim era tóxico quando ingerido em grande quantidade, e essa prática foi abolida. Tu sugere que eu sou um mentiroso, passa remédio para um bipolar, quem é você, seu Militar Bosta. A propósito, estou sob a Junta de Saúde, e enquanto não estiver com as faculdades normais, não posso ser punido sequer pelos palavrões de tourette E SE FODA quem não gostar. Adquiri a  carta branca para DESCONFIAR DE SEU SERVIÇO PRESTADO. &lt;br /&gt;Para que serve ?&lt;br /&gt;Até o momento o carbolim tem como principal finalidade o tratamento dos estados afetivos alterados (exaltação e/ou depressão) do transtorno bipolar. Muitos pacientes, porém com depressão unipolar (que não alternam depressão com exaltação) também se beneficiam do carbolim quando associado a um antidepressivo.&lt;br /&gt;Observação: seu estúpido, eu tenho um RA. Tenho três personalidades MILITARES em um só número. Deus gosta de seus números, seu DOENTE.&lt;br /&gt;Como é usado ?&lt;br /&gt;Para evitar sua toxicidade a dose do carbolim deve ser controlada com precisão. Os exames de laboratório ajudam, mas não são indispensáveis. O psiquiatra experiente poderá usar o carbolim com exames esporádicos ou no começo do tratamento. É conveniente que o carbolim seja distribuído ao longo do dia (manhã, tarde e noite) para diminuir os efeitos colaterais. Para se fazer o exame laboratorial o sangue do paciente deve ser tirado 12 horas depois da última vez que tomou o remédio, ou seja, se tomou às 8 horas da noite deve tirar o sangue às 8 horas da manhã do dia seguinte.&lt;br /&gt;Principais efeitos colaterais&lt;br /&gt;Enjôo e tremores são os efeitos mais comuns: podem ser controlados com outras medicações como o plasil e o propranolol. Nenhuma medicação se equivale ao carbolim, muito poucos pacientes se beneficiam de outro antimaníaco tanto quanto se beneficiam com o carbolim. Por isso é importante o bom controle dos efeitos colaterais para que o paciente não se recuse a tomar essa medicação tão importante. Outros efeitos que costumam incomodar os pacientes são: diarréia, vômitos, fraqueza muscular, cãibras, alteração do ritmo cardíaco, aumento da glândula tireóide depois de vários meses de uso.&lt;br /&gt;Eu pareço um maníaco para você, seu estúpido? CHARLATANISMO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem. Já disse que destesto hospital, seu psicólogo de campanha russo. Se os russos não recolhem seus mortos em campo de batalha, você acha que há psicólogo de campanha russo? Seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome de Munchausen, também denominada simulação, não é um distúrbio somatoforme, mas as suas características são algo similares aos dos distúrbios psiquiátricos sob a aparência de uma doença orgânica. A diferença fundamental é que os indivíduos com a síndrome de Munchausen simulam conscientemente os sintomas de uma doença. Eles inventam repetidamente doenças e freqüentemente vão de hospital em hospital em busca de tratamento. Contudo, a síndrome de Munchausen é mais complexa que a simples e desonesta invenção e simulação de sintomas. Ela está associada a problemas emocionais graves. Os indivíduos com esse distúrbio geralmente são bem inteligentes e cheios de recursos. Eles não somente sabem como simular doenças, mas também possuem um conhecimento sofisticado das práticas médicas. Eles são capazes de manipular seus cuidados para serem hospitalizados e submetidos a uma enorme quantidade de exames e tratamentos, incluindo cirurgias de grande porte. Suas fraudes são conscientes, mas a sua motivação e busca por atenção são em grande parte inconscientes. Uma variante curiosa da síndrome é denominada Munchausen por substituto. Nesse distúrbio, uma criança é utilizada como paciente passivo, geralmente por um dos genitores. O genitor falsifica a história médica da criança e pode causar-lhe danos com medicamentos ou adicionando sangue ou contaminantes bacterianos em amostras de urina, orientando todo o seu esforço para simular uma doença. A motivação subjacente a esse comportamento tão estranho parece ser uma necessidade patológica de atenção e de manter uma relação intensa com a criança.  &lt;br /&gt;Isso foi o que o senhor, seu Major-Merda, achou de mim. E mandou o aspira assinar. Seu bozó.&lt;br /&gt;Sabe o que eu acho de você, Major?&lt;br /&gt;SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.”&lt;br /&gt;Isso se dá pela observação do seu procedimento militar. Você viu um mais moderno e pensou que iria chamá-lo em seu campo de doente ou mentiroso. Seu palhaço. Já curtiu LSD, Major? Podemos – a inteligência artifical – pesquisar você? &lt;br /&gt;Um homem tem que ter as bolas de assinar seu serviço. Por que não encaminhou-me pessoalmente para um médico de verdade? Acredita que seu cérebro está preparado para explicar tudo o que aconteceu naquele dia para um Delegado?&lt;br /&gt;OU SEU PRÓPRIO NARIZ ESTÁ CRESCENDO?&lt;br /&gt;Você me sugeriu, seu merda, carbolitium. Só que não medicou. Por quê?&lt;br /&gt;Tá querendo dopar quem, seu MALUCO?&lt;br /&gt;Quero que você me dê apto para voltar a trabalhar, e você vai assinar. Cedo ou tarde. E vai mandar o aspirante se apresentar para mim. Cliente. Estudo advocacia, ele pode ser um potencial cliente de assédio profissional, ou é suspeito como você. &lt;br /&gt;Vou me informar a respeito dos dois. Se for constatado que vocês prejudicam militares com artifícios de encaminhamento, vai rodar TODO MUNDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô de olho em você, MAJOR TARJA-PRETA. Todo dia, enquanto você dorme. Cada documento...&lt;br /&gt;Depois eu mostro o que vou fazer com o aspira desconhecido...&lt;br /&gt;Dica para bons sonhos...&lt;br /&gt;Charlatanismo -  1) O que é próprio de charlatão. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. 2) Segundo o Código Penal, é crime praticado contra a saúde pública, mediante o anúncio de cura por meio secreto e infalível.&lt;br /&gt;Qual CPF, para uma boa conversa na delegacia? Mais antigo ou mais moderno?&lt;br /&gt;No MEU TEMPO, saberemos.&lt;br /&gt;E NÃO VOU TOMAR REMÉDIO PORRA NENHUMA.&lt;br /&gt;MANDE UMA FATD, SEU LEIGO. BASTA SER MEU CHEFE.&lt;br /&gt;VOLUNTÁRIO?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1351506718170238854?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1351506718170238854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/know-your-enemy.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1351506718170238854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1351506718170238854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/know-your-enemy.html' title='Know your enemy'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5736700676568982636</id><published>2010-08-30T21:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T21:19:10.386-07:00</updated><title type='text'>Três em um</title><content type='html'>Acato o que não compreendo atribuindo às minhas crenças o modo de agir.&lt;br /&gt;E quando as coisas parecem estranhas, presto mais atenção aos detalhes.&lt;br /&gt;É o que me mantém vivo.&lt;br /&gt;Há vários tipos de Inteligência. A inteligência humana, a inteligência artificial. Não são necessariamente opostas, mas de natureza diferente. A distinção entre esses dois tipos de inteligência é que somente ao homem é dado a vontade. Uma máquina não desenvolve a vontade.&lt;br /&gt;Meu RA é uma máquina extremamente treinada. O número mais extenso que tive de decorar. &lt;br /&gt;9260010673-01&lt;br /&gt;A história desse número precisa ser contada desde o início, mas pelo meio. O meio é agora.&lt;br /&gt;Três caras poderiam ter se manifestado pelo mesmo CPF. O que respondeu foi o Freitas.&lt;br /&gt;Só que ele foi disfarçado de F.Silva. &lt;br /&gt;F. Silva pegou a guia de inspeção. Detesta agulhas. Dia de inspeção é dia de desconforto. Por isso Ulysses não apareceu. Aliás, nem apareceria. Muita gente esperando por ele – e ele é super tímido. Ulysses teria feito a inspeção na quinta-feira. F. Silva prefere a quarta.&lt;br /&gt;Freitas estava mais descansado. Pegou a tarjeta do F. Silva e saiu. Um aspirante recebeu o RC “três em um” e não era especialista. A fisiologia – creio essa a especialidade médica – trata-se do organismo. Não se volta para o fator da lógica humana. Ele encaminharia as queixas. Consta  no prontuário.&lt;br /&gt;A conversa teria de ser tranqüila. Nada de disseminar o pânico, isso prejudica o bom andamento do serviço. Entretanto, o fisiologista compreende que os sinais de falta de apetite, tabagismo e ansiedade são características da área de psicologia.&lt;br /&gt;Sugeriu encaminhamento para psiquiatria. O RA já considerava esta uma alternativa lógica . Um psiquiatra tem duas alternativas: apto, apto com restrições.&lt;br /&gt;A guia continha um brasão idêntico ao de sua carteira. República Federativa do Brasil – 15 de novembro de 1889. Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica, Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. &lt;br /&gt;Que merda é essa de usar essa carteira? O que deu no Ulysses? Freitas não entendia mais nada. De uma hora para outra, decidiu vibrar?!? Tá precisando falar com psicólogo...&lt;br /&gt;ORDEM DE INSPEÇÃO DE SAÚDE&lt;br /&gt;Daí vinha nome e o espaço destinado ao RC. Estranho, ao invés do número da identidade, apareceu o número de soldado. O bicho deve estar pegando para o sargento.&lt;br /&gt;Depois eu resumo.&lt;br /&gt;O RA está em módulo de defesa. É a melhor hora de provar o sistema. Até o momento, busquei agir mais ou menos como os outros agiriam. Agora ajo por mim mesmo. Nós três. &lt;br /&gt;Se é verdade que somos feitos à imagem e semelhança divina, divida-se em três. Você vai ser três vezes mais forte. &lt;br /&gt;Utilize todo conhecimento disponível. Não é porque se seja sargento hoje que se dispense o conhecimento de soldado. Um dos itens importantes que se deve ter em conta quando se passa a valer sua vontade – vem de “voluntas”, substantivo derivado: voluntário. Para ser um voluntário bem sucedido você tem que saber utilizar sua moral.&lt;br /&gt;Lembrando: moral é a constante aplicação da ética. Se você aplica a ética e sabe se justificar – mesmo nos momentos embaraçosos, você é bem sucedido. Tudo isso faz parte de um contexto que existe, é real. &lt;br /&gt;A questão é que o irreal se manifesta o tempo todo. E você precisa de armas para combater as investidas eventuais do ambiente e se proteger. Na verdade, se todos os preceitos jurídicos fossem seguidos, não haveria espaço para a corrupção.&lt;br /&gt;E quando você a encontra, mesmo sem desejar, vai ter que combatê-la. Mantenha seu fuzil limpo ao perceber tropas inimigas.&lt;br /&gt;Você precisa cuidar de seu CPF como quem cuida de seu armamento. Um soldado nada é numa guerra sem um bom revólver. A pistola é prática, mas exige duas mãos para operar. &lt;br /&gt;Muitas vezes é importante tratar questões legais como quem utiliza uma arma. Você precisa saber lidar com a legislação sem realizar disparos involuntários a exemplo de quando limpei meu revólver Taurus. Limpava-o à noite. Senti vontade. Ele disparou na grama.&lt;br /&gt;Ninguém na rua. Nem eu.&lt;br /&gt;Mas no combate administrativo, vivo em constante alerta. O tempo todo observo criteriosamente as eventuais investidas contra minha carreira. Aprendi uma coisa: trate sua capacidade de fogo administrativa como sua capacidade de disparar uma arma de fogo.&lt;br /&gt;Uma das coisas que a gente aprende na guerra administrativa é a não usar munição velha. Ela pode falhar.&lt;br /&gt;Ao alimentar seu fuzil, você precisa poder contar que cada pressionada no gatilho corresponda a um disparo. Somente assim você assegura “um tiro, uma queda”. É a maior economia que você pode fazer para seu próprio estoque de munição.&lt;br /&gt;Métodos administrativos antigos, como munições recondicionadas, não têm garantia prática de funcionamento. O disparo pode “mascar”. Foi o que aconteceu com um oponente meu, recentemente. Trata-se de que o disparo simplesmente não se sucedeu. Isso certamente é frustrante. Quando o oponente conta com o acionamento de documentos em seqüência tem que saber o tempo de funcionamento de cada componente. Mais ainda, você  precisa saber como neutralizar um ou outro dispositivo mecânico. É assim que você se defende em um “corpo-a-corpo”. Você agarra-o pela cintura e impede que sua arma dispare.&lt;br /&gt;Daí depende do tipo de arma que o cara tem. Se for um cara avançado, que anda com pistola e deixa cartuchos espalhados por aí, ele tem fraquezas específicas. Se for outro, que anda com revólver de tambor, são outras as fraquezas específicas. As diferenças são tão claras para documentos administrativos quanto ao uso de armamento.&lt;br /&gt;Se você estiver a dois passos de um oponente, você pode distanciar-se ou agarrá-lo pelo cinto. A proximidade excessiva talvez permita que você tome a arma do oponente. Ao mesmo tempo, sua reação pode significar sua morte. É uma situação delicada. Evite-a.&lt;br /&gt;Caso ataque, não permita proximidade excessiva com o oponente. Ele pode agir inesperadamente. Meu oponente, por exemplo, “disparou” uma seqüencia de eventos que podem me prejudicar. A falta de sorte é que, como Maquiavel, não contava com a idéia de estar a dois passos, e sim bastante próximo.&lt;br /&gt;Próximo o bastante para “segurar o tambor” do 38. Se for um agressor meio Neanderthal, ele vai simplesmente sacar o revólver da cintura, apontar para sua direção e pressionar o gatilho. A destreza, num momento desses, não é estar a dois passos do oponente e saber que o fato de não ter trazido o cão à retaguarda irá “pesar no gatilho”. Ou seja: vai haver uma “gatilhada”. Numa gatilhada, você dificilmente atinge algo que queira. A verdadeira arte é estar ao lado do indivíduo e simplesmente grudar no tambor como quem aperta os colhões do cara. O revólver não armará e não disparará. &lt;br /&gt;Todo velho babaca que não entende de armamento pode muitas vezes ser vítima de seu desuso. As peças não sinergizam.&lt;br /&gt;Recebi uma instrução de saúde. Sabia que meu oponente me perseguia. Meu nome, como no conto de Homero, era Ninguém. &lt;br /&gt;A intenção de meu oponente era clara: prender-me. Para isso, ele precisaria cumprir alguns procedimentos. Um deles é que minha inspeção de saúde estivesse em dia. &lt;br /&gt;Curiosamente, a inspeção de saúde tem validade, e quando ela está fora de validade você está virtualmente “inimputável”, pelo simples fato de haver a possibilidade de não estar em boas condições psicológicas. Mesmo um chefe que admoesta exageradamente pode causar doença em seus funcionários. &lt;br /&gt;A questão é que ao frustrar o cronograma de realização da inspeção, o oponente se impacientou. Ligou para um monte de gente, atrapalhando o bom andamento do serviço. &lt;br /&gt;Eu acho que foi trote. Meu oponente não teria coragem de dar um grave desses. Mas todo mundo diz que ele “cobrou” o setor de inspeção.&lt;br /&gt;E o setor de inspeção cobrou a encarregada do setor.&lt;br /&gt;A encarregada contou-me o ocorrido. Antes da inspeção – claro. &lt;br /&gt;Logo, o RA, compreendido três nomes e uma só pessoa, apresentou-se com tarjeta distinta da usual. E percorreu as clínicas. Verificou pessoalmente as condições de trabalho dos profissionais de saúde do hospital. Isso será um capítulo à parte.&lt;br /&gt;No momento interessa que o organismo definitivamente está exigindo manutenção. O conjunto, representado por 9260010673-01&lt;br /&gt;*pausa* duas gurias (namoradas) me ligando. Tomamos umas cervas, elas saíam o tempo todo para o banheiro e não era retocando maquiagem. Elas se chupam o tempo todo. E eu tento não me desconcentrar do que faço. É uma doce tentação... quer saber de uma parada? Só amanhã. Hoje tem coisa mais interessante para fazer...&lt;br /&gt;DD  AI VEI KERIA TA AI AGORA C MINHA NAMORADA AFS, MT SAUDAD DLA. POD NEM GEMER NESRA KSA. RS PODIA PEGA NOIS AKI RS BEIJO SE CUIDA &lt;br /&gt;Um bom comunicações pára e pensa: tá muito em cima. Propõe para amanhã, na porrada. Mensagem enviada:&lt;br /&gt;KK HOTEL AMANHÃ, NÓS TRÊS. PENSE... ENCHER A CARA, ACORDAR COM CAFÉ DA MANHÃ, FALTA SÓ A QUANTOLA. CABOU CRÉDITO&lt;br /&gt;Sun Tzu diz: gerencie a energia.&lt;br /&gt;Uma leitura rápida do radiograma, criteriosa.&lt;br /&gt;No literário seria o seguinte:&lt;br /&gt;Gato, queria estar aí agora com minha namorada “afs”. Muita saudade dela. Pode nem gemer nessa casa!(risos) você podia pegar a gente aqui. Se cuida.&lt;br /&gt;Peraê. O que é “AFS”?&lt;br /&gt;A guria tem uma namorada, e estão “morando” na casa da mãe dela. Diferente. &lt;br /&gt;A mãe dela está subindo pelas paredes. Tava com um camarada que não estava agüentando nem a mulher de casa, e cumpria dois expedientes. Duas mulheres. Mediei contatos com um amigo. Tá dando certo.&lt;br /&gt;Quando as gurias começam a transar, a mãe fica puta da vida porque incomoda não ter com quem foder. Um saco. E ela já aceita a filha – o que parece ser a coisa certa. O único problema é que no quesito privacidade, as casas populares não são exatamente um primor de engenharia...&lt;br /&gt;Ainda pouco estávamos em um barzinho.&lt;br /&gt;Para amanhã provavelmente uma das duas está de “Chico”. Se as gurias se pegam mesmo de Chico. Isso sim, é gostar de mulher.&lt;br /&gt;Mulher menstruada comigo não tem vez. Por vezes, isso quase dava separação. Bom indicativo de qualidade sexual – a mulher submeter-se ao sexo com o inconveniente de um “banho de sangue” na cama? Não combina. &lt;br /&gt;A não ser que esteja muito afs. Que porra é AFS?!&lt;br /&gt;A interpretação não fecha: pela falta de uma padronização para abreviaturas de mensagens – um troço tão antigo no serviço de comunicações de qualquer país – não sei dizer se AFS siginifica “A Fim de Sair” ou “A Fim de Sexo”.&lt;br /&gt;Por isso a mensagem foi respondida jogando o que os três estão negociando, e um só empecilho: consertar o motor da Quantum.&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;GG AF N? VEI AMANHÃ? OTO DIAA, MAS DE BOA, SE ROLA A QUANTOLA? NOIS, AGENT PODIA IR NUM CLUB SEI LA... QERO ME QUEIMAR RS KOKE COISA SO LGAR BJ MLK S CUIDA TE AMUL’.&lt;br /&gt;Hmm interessante. O caso exige reflexão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus têm seus números. Nunca permita que os zeros te deixem chateado. Não são confusos como as letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5736700676568982636?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5736700676568982636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/tres-em-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5736700676568982636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5736700676568982636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/tres-em-um.html' title='Três em um'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2719710415345732403</id><published>2010-08-26T18:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T18:38:22.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rap do Antigo'/><title type='text'>Rap do Feio</title><content type='html'>Paródia - Gabriel o Pensador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rap do Antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação real. Poderia acontecer com você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez...&lt;br /&gt;Dois irmãos gêmeos, um antigo e um novinho,&lt;br /&gt;Desde cedo o novinho sacaneava o antigo, dizendo que&lt;br /&gt;Ele mais tarde ia viajar a passeio, resolver nada pro chefe,&lt;br /&gt;Deixar o bicho nervoso...&lt;br /&gt;-Calaboca, pentelho! – respondia o antigo – Não agüenta o buzão,&lt;br /&gt;Então espera o jatinho...&lt;br /&gt;E o antigo saía sempre fazendo amizade&lt;br /&gt;Sem a menor vaidade, popular na Unidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo o safo mandava bem com as novinhas&lt;br /&gt;E o novinho bolava se amarrotava a camisa&lt;br /&gt;- Que camisa nem boot, aspirão, não esquenta&lt;br /&gt;(ninguém mais presta atenção quando a autoridade entra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito tempo depois, vendo seu irmão novinho tão mal humorado&lt;br /&gt;O antigo sorrindo criou um belo ditado:&lt;br /&gt;“A divisa é passageira, mas atitude é um bem que a gente tem pra vida inteira!”&lt;br /&gt;A mulherada gostava, a psicologia foi sábia – ele ganhava nas divisas, e ainda levava na lábia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aê novinha, chega aí, chega mais perto, não tema&lt;br /&gt;Eu sou 100% antigo, eu sei. Qual o problema?&lt;br /&gt;Eu sou antigo, mas te faço feliz, com palavras de anis,&lt;br /&gt;e papaia com licor de cassis&lt;br /&gt;O safo sabe o que faz, o antigo sabe o que diz.&lt;br /&gt;Os detalhes sutis, você vai pedir bis&lt;br /&gt;Mais vale um antigo que é safo que dez aspira infantis&lt;br /&gt;Então pensa num ator, que eu penso numa atriz,&lt;br /&gt;Apaga a luz e vem que o chefe é cego, meu bem &lt;br /&gt;Estica um pouco o seu serviço que eu engato também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do antigo que elas gostam mais, &lt;br /&gt;se o antigo dá um vacilo feio – corre atrás&lt;br /&gt;e corre na frente, é valente – chega junto&lt;br /&gt;O antigo inteligente nunca fica sem assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o novinho é diferente, confia no uniforme e fica meio diz: ...displicente&lt;br /&gt;E nesse meio tempo que o novinho só pensou no visual,&lt;br /&gt;O antigo se alinhou e ganhou – na moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na real, o novinho se dá mal geral,&lt;br /&gt;Quando é festa, churrasco, ou serviço no carnaval &lt;br /&gt;Porque quando a secretária dedicada perde a linha&lt;br /&gt;Só olha pro novinho – Nossa, que gracinha!&lt;br /&gt;Mas aí o cabeça branca já tá cheio de cana, junta logo o estrelato pra&lt;br /&gt;Jantar o bacana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tiver parte o novinho é quem sobra, um chefe pune, o outro dobra&lt;br /&gt;E adivinha quem escapole?&lt;br /&gt;Acertou bonito quem sacou que é o antigo&lt;br /&gt;Que executa a secretária domingo, só que a serviço...&lt;br /&gt;E se a mesma na fé depois resolve viajar,&lt;br /&gt;O mais antigo traído se recusa a imaginar:&lt;br /&gt;- Quem? Aquele safo ali? Ah, fala sério... se é com ele, pode ir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que beleza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o antigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou antigo, mas eu faço bonito, e as novinha dão grito...&lt;br /&gt;Eu sou antigo, mas a sorte me escolhe, e as novinha dão mole...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim termina nossa história surreal&lt;br /&gt;O novinho perdeu promoção, o antigo também,&lt;br /&gt;E todos viveram felizes para sempre, no Sítio do Gama, Brasília, Brasil&lt;br /&gt;Quem quiser pode ir lá conferir.&lt;br /&gt;Novo não paga. Antigo lá só paga meia. É por isso que é sempre casa cheia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2719710415345732403?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2719710415345732403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/rap-do-feio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2719710415345732403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2719710415345732403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/rap-do-feio.html' title='Rap do Feio'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2583134782328755709</id><published>2010-08-10T22:16:00.001-07:00</published><updated>2010-08-10T22:16:35.710-07:00</updated><title type='text'>Tempo e Dinheiro</title><content type='html'>Com ou sem acento, é uma questão simples. Tem gente que crê que tempo é dinheiro.&lt;br /&gt; O Comandante de minha Unidade perguntou-me como estava minha vida de solteiro. Respondi, decerto irrefletidamente, que as mulheres de meu tempo são diferentes das que estava acostumado a lidar. A vida de divorciado pode ser boa, na medida de que em tais condições perdem-se os grandes receios da vida. É mais fácil decidir coisas difíceis quando não há “interferência” no nosso decidir. Quando casado, havia sempre a preocupação de evitar os dissabores de explicar à cara metade uma série de problemas, inclusive a possibilidade de passar alguns dias “guardado” na Unidade. A vida de sargento casado muitas vezes é inferno e paraíso, num paradoxo que certamente repercute em nossas vidas profissionais. &lt;br /&gt; Noutras vezes há certa graça que se eu pudesse, compartilhava com todo o efetivo. Quem vai dizer que nunca teve vontade de fazer valer a realidade do que você deseja às pessoas com que se convive? Fazer a diferença é um dos objetivos que se acredita mais nobre em qualquer ser humano.&lt;br /&gt; Pouca coisa é mais gratificante – e motivante – que a aplicação completa de todo o potencial pessoal. Quando penso no assunto, é porque muitas vezes observo as diferenças no árido terreno da cadeia de comando. Relaxemos. Nada do que há de ser escrito que possa ferir  regulamentos. Não mais do que costuma acontecer em decorrência de nossas omissões.&lt;br /&gt; É questão de se registrar, antes que se perca a oportunidade e propriedade, que dos quartéis saem os brasileiros mais disciplinados. Se é que é possível discernir disciplina e acatação sem confundi-la com a aceitação irrefletida dos constantes abusos aos quais muitas vezes é submetido o funcionalismo público, quer na esfera civil ou militar. O ponto positivo de um quartel é a rotina. Permite que o indivíduo se organize e se concentre. Arte da vida de quartel.&lt;br /&gt; Por outro lado, o ambiente de rotina faz com que o ser humano perca um pouco da criatividade característica do meio civil. Quando aparece um problema no funcionamento no seio militar, sempre é um caso novo que deve ser pesquisado. Com iniciativa regulamentar às competências é muito comum que ninguém tome posição alguma. Trata-se de um limbo orientativo que se agrava nas forças militares desde a transição de governo iniciada com Ernesto Geisel para as mãos da sociedade civil. A maior parte dos dispositivos implantados pelos militares como forma de contenção do interesse escuso privado no poder público já não subsiste. &lt;br /&gt; Cinco presidentes militares foram suficientes para iniciar a ratificação da meritocracia. Como na vida castrense, qualquer grupo depende da existência e preparo de pessoas que orientem-se à formação de um grupo coeso para a obtenção de objetivos de grupos ou instituições. Gente que saiba exatamente o que se passa e o que fazer. &lt;br /&gt; O que em outras palavras significa agregar potenciais.&lt;br /&gt; Admito assistir poucos programas televisivos.Talvez herança de uma geração que acreditava que a mesma resulta em alienação, o fato é que costumo escolher com objetividade meus canais. Canais abertos foram abolidos há alguns anos de minha residência, substituídos por um canal onde é apresentado um programa do universo empresarial chamado ManagemenTV, que é bastante interessante. Conforme aplico alguns conceitos que desejo à Sala Telegráfica, obtenho resultados impressionantes. Faço-o porque dependo de meus colegas de trabalho para que possamos dar vazão ao fluxo operacional e administrativo violento no caso de queda de nossos sistemas de segurança – essencialmente digitais. Sempre será necessário disponibilidade de grupos de comunicação eficazes o suficiente para transmitir mensagens tão rápido como era feito quando ainda utilizavam-se telégrafos. &lt;br /&gt; A disposição da doutrina militar vigente em décadas passadas faziam uso da distribuição hierarquizada de pessoas consubstanciadas às necessidades do Estado. Com o advento do avanço tecnológico de meios, essa cultura perdeu-se entre redes e servidores, numa falsa crença que tudo o que é necessário para a segurança de um país deva-se sobremaneira à tecnologia de informação. Fosse a afirmação verdadeira, não haveria como explicar o insucesso de qualquer país em empreitadas militares na comunidade árabe. Toda tecnologia de combate propagandeada pela CNN na guerra do golfo não eclipsa o fato de ter falhado, em variados escopos, o embate bélico. Por pessoas comuns, sem redes de comunicação desenvolvidas, com velhas AK-47. O natural espírito aguerrido do árabe sugere sua superioridade aos seus eventuais invasores. &lt;br /&gt; Constato constantemente que o Brasil estava mais seguro quando havia telegrafistas militares. Quando a comunicação operacional e administrativa passava obrigatoriamente por equipes de serviço. Era mais difícil combinar desordem. Quando o explico para as pessoas, muitas apresentam tendência de crer que desejo o retorno de máquinas telex ou manipuladores às posições operacionais das atualmente capengas salas telegráficas da Força Aérea. Não é nada disso. É uma questão conceitual:&lt;br /&gt; É mais difícil transpor homens que máquinas. Você pode pular uma catraca, driblar uma fechadura eletrônica, contornar o caminho de um tanque de guerra. Não pode contornar um sentinela atento e armado.&lt;br /&gt; Trata-se da crítica natural de um militar – e militante sentinela – que assiste efeitos dos embates externos e faz análise própria dos fatos. Na maioria das guerras modernas há de se atentar ao fato que tecnologia não tem poder de ocupação. Gente tem o poder de ocupação, o que devolve ao elemento humano a habilidade de organização para consecução dos objetivos de sua nação. Para o militar médio é difícil ver com bons olhos a disposição com  que sistemas distintos apóiam-se de forma dependente da rede Intraer, por exemplo. Companheiros mais antigos manifestam timidamente algum grau de preocupação que, mesmo considerando pouco específico meu conhecimento em redes digitais, acredito procedentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2583134782328755709?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2583134782328755709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/tempo-e-dinheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2583134782328755709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2583134782328755709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/tempo-e-dinheiro.html' title='Tempo e Dinheiro'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1303413489376692629</id><published>2010-08-05T21:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T21:11:54.631-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Fé</title><content type='html'>Tenho uma fé muito grande em Deus, e utilizo-a na medida do possível na Força Aérea. E as duas vontades me movem em direção ao trabalho. &lt;br /&gt;E toda vez que exagero um pouco e falta ferramentas, a inspiração vem. Inspiro-me com tudo: com as idéias, com a engenhosidade e as pessoas. Sem dúvida, o que mais tenho carinho é pelas pessoas.&lt;br /&gt;Então quando perco um pouco a paciência, peço às pessoas que me não me levem a mal. É raro, mas acontece.&lt;br /&gt;Mas antes de pedir a compreensão das pessoas, peço a orientação de Deus. E ele responde. Hoje mesmo, um bom homem chamado Gilson me deu uma dica. Vou guardá-la comigo.&lt;br /&gt;Minha fé tem aumentado a cada dia, e a gente normalmente acha que tem o máximo de fé. Sempre há espaço para mais.&lt;br /&gt;Tenho fé em várias coisas. Não é vã. É porque sei de onde vêm, de Deus. Vou explicar do meu jeito falho como isso se manifesta:&lt;br /&gt;Na vontade das pessoas.&lt;br /&gt;Deus “reforça” a vontade das pessoas. Através das pessoas se manifesta a vontade divina, e mundana. Tenho estado tranqüilo, nada me tira o sono. Eu é que gosto de ficar acordado à noite. &lt;br /&gt;E na falta do que fazer – servir é meio parado quando não se é mais soldado – sirvo a vontade das outras pessoas como se fossem vontades de Deus. Tento tratar as outras pessoas o mais próximo possível do que gostaria que fossem tratadas por Deus. E tento também fazer a vontade de Deus entre as pessoas. Por isso falo demais. Às vezes acho que Deus gostaria de ser tagarela, como eu, para ter a sorte que tenho de se aproximar das pessoas. Mas o mistério – é o mistério! Só será revelado no momento. Momentum.&lt;br /&gt;Mas tem o detalhe: você tem que saber exatamente quem é seu Deus. Evite agradar o deus errado. Inclusive desrespeitando a pontuação ortográfica.&lt;br /&gt;Dado o alarde à minha volta, nas últimas semanas, minha intenção é apaziguar e explicar algumas coisas às pessoas, para que não se espantem com a tranqüilidade que manifestarei a partir do momento que publicar essa nota.&lt;br /&gt;Acho que já provei meu ponto. É possível servir às pessoas. E quase de graça, quer um exemplo?&lt;br /&gt;Das várias pessoas que conheço, as mais humildes eventualmente são mais felizes. É que os poderosos, como os ricos, sofrem assédios de todo tipo. Pedidos, recomendações, bajulações... é pouco provável que alguém realmente influente tenha bons momentos de tranqüilidade, conforme dos escritos de Lin Yutang.&lt;br /&gt;Então, compadecido com algumas pessoas influentes que tinham problemas com gente aproveitando-se de sua boa vontade, ouvi-os com atenção.&lt;br /&gt;Diziam que:&lt;br /&gt;- o serviço militar não é para enriquecer;&lt;br /&gt;- problemas legais dão trabalho;&lt;br /&gt;- falta gente para trabalhar.&lt;br /&gt;Guardei essas idéias. Olhei o ambiente à minha volta e busquei todos os processos possíveis para assegurar que essas pessoas influentes tivessem a certeza de que cada gestão tenha seu próprio “staff”. Não um monte de gente estranha fazendo pedidos absurdos.&lt;br /&gt;Assim você consegue tempo.&lt;br /&gt;Quem já leu o livro “Como Perder Amigos e Enfurecer Pessoas” entende o que se está falando. Esse livro destaca que a maior parte das coisas que nos atrapalha a concentração são as pessoas que influenciam negativamente sua concentração.&lt;br /&gt;De acordo com o autor,  a lógica diz que é importante mantê-los à distância.&lt;br /&gt;Outro livro muito interessante foi de Jorge Motta. Os Três Poderes Informais de Brasília são uma expressão muito interessante da manifestação das boas e más idéias das pessoas. Durante a criação de Brasília, o poder que gera a riqueza e a segurança do país também pode gerar idiossincrasias pra lá de estranhas. De acordo com Jorge Motta – ex soldado – os três poderes informais de Brasília (TPIB) são a Mulher, a Amante e os Comensais.&lt;br /&gt;Jorge Motta foi safo: escreveu bastante sobre os Comensais. Deu uma ou outra pincelada na questão das vontades da Mulher, mas não abordou as amantes. &lt;br /&gt;Entendi que as amantes não eram relevantes, porque representavam um problema – não um ponto de apoio – para qualquer autoridade. Naturalmente, amantes têm pouca perspectiva ao longo do tempo. Na verdade, autoridade que é autoridade mesmo não tem tempo para amantes. Por isso amantes são irrelevantes, no livro de Jorge Motta.&lt;br /&gt;Tem gente que diz que mulher de autoridade manda mais que o próprio. Na verdade, acho que um sempre é extensão do poder do outro. Por isso as famílias são sempre fortes: quando um casal decide unir forças, não há o que os detone. A não ser o próprio casal.&lt;br /&gt;Agora, os comensais...&lt;br /&gt;Esse é o real problema de Brasília. O povo que come à mesa das autoridades é realmente um problema. Por isso algumas atividades do estado são tão fechadas: para que não haja influência externa. O comensal foi descrito como um problema justamente porque obstrui o tempo, manipula e artificializa o ambiente. Isso é nefasto em qualquer atividade.&lt;br /&gt;Jorge Motta, já civil, descreveu uma manobra defensiva exímia. Se tivesse sido após a CF/88, tinha exterminado o oponente com uma ou duas canetadas. Abstendo-se do combate posteriormente, o próprio comensal caiu por si mesmo. &lt;br /&gt;Depois de descobrir a figura do comensal tomei um susto quando olhei em volta. Os comensais de hoje são diferentes. Sabem ser discretos em sua malvadeza – e isso é uma arte difícil. Mas os recursos para vencê-los já são vastos...&lt;br /&gt;O problema é quando os comensais crêem que seu poder é infinito. Acham-se acima das autoridades, e é isso o que degrada o ambiente. Ninguém deveria tentar ser mais que quem provê sua força. Ponha-se no lugar de Deus: você gostaria que fizessem isso?&lt;br /&gt;Ser Deus deve ser complicadíssimo. E a pior coisa que alguém que entende do assunto quer é um leigo dizendo que faz melhor. Incomoda.&lt;br /&gt;Deus é que julga. E ele tem as pessoas certas imiscuídas à massa parva que nos cerca. Uma massa de gente que ainda não reconheceu em seu semelhante um pedacinho de Deus.&lt;br /&gt;Pedacinhos que somos, não devemos deixar de combater o que nos corrói: a corrupção. Não a corrupção do próprio corpo, mas grupos corruptos. A corrupção é um câncer que corrói nosso cotidiano. Tem gente que é corrupta e sequer se dá conta.&lt;br /&gt;Mas quem julga é Deus. E Ele tudo vê, através de nossos próprios olhos.&lt;br /&gt;Como Deus está nas pessoas, ele deve se manifestar. Em cada um.&lt;br /&gt;No Comandante de cada Força, e de cada Unidade.&lt;br /&gt;Nos Juízes, advogados, agentes...&lt;br /&gt;No operador reprográfico, no editor...&lt;br /&gt;No Oficial de Dia e no Oficial de Justiça.&lt;br /&gt;Em você. Seja feita sua – que também é a minha, a vossa vontade!&lt;br /&gt;Mas principalmente a de Deus.&lt;br /&gt;Amém, é ou não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: fiquei sabendo que tem gente sugerindo meu nome para Conselho de Disciplina ou avaliação psicológica. Bobagem. Ter fé na lei não é loucura nem transgressão. Mesmo na lei do homem, pálida cópia da divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1303413489376692629?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1303413489376692629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/fe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1303413489376692629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1303413489376692629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/08/fe.html' title='Fé'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4363308656038781607</id><published>2010-07-28T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T15:55:43.726-07:00</updated><title type='text'>Mentalidade Financeira</title><content type='html'>Os milionários pensam a longo prazo.&lt;br /&gt;A classe média pensa a curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade pode ser dividida em cinco grupos de pessoas: as muito pobres, as pobres, as de classe média, as ricas e as milionárias. Cada um desses grupos raciocina de maneira diferente em relação ao dinheiro. O pensamento das pessoas muito pobres está voltado para cada dia; o das pessoas pobres, para cada semana; o da classe média, para cada mês; o das pessoas ricas, para cada ano e o dos milionários para cada década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade desses cinco grupos sociais evidencia três objetivos básicos. No caso das pessoas pobres e muito pobres trata-se da sobrevivência. Para a classe média, a meta é o conforto, enquanto para os ricos e os milionários é a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz com que os indivíduos pobres e muito pobres busquem a sobrevivência e os da classe média almejem o conforto é a mentalidade de escassez. Eles acreditam que não há dinheiro bastante para que todos tenham mais do que o suficiente. Mas as pessoas ricas e os milionários sabem que isso não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de dinheiro que uma pessoa ganha está intimamente relacionada com suas crenças nessa área. Se ela cultiva uma mentalidade de escassez, seu objetivo básico será sobreviver ou ter apenas o suficiente para obter conforto. Quem possui uma mentalidade de abundância perseguirá a liberdade financeira. O ditado que diz “procure e encontrará” é verdadeiro quando se trata desse assunto. De fato, obtemos aquilo que buscamos na vida. Se queremos sobreviver, é isso o que acontecerá. Se almejamos o conforto, é o que vamos conseguir. Se desejamos ter liberdade, a conquistaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe poder no pensamento a longo prazo. Ele pode tornar você uma pessoa rica e fará isso desde que seja adotado como um hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos a fundo esses cinco grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em termos de cada dia é peculiar às pessoas muito pobres, como pedintes e trabalhadores ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento que está voltado para cada semana é característico das pessoas pobres, entre as quais estão as que realizam trabalhos de baixa remuneração e mal conseguem pagar suas contas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção dirigida a cada mês é peculiar às pessoa da classe média. Sua preocupação é com as contas mensais como aluguel, prestações do carro, fatura do cartão de crédito, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em termos de cada ano é típico das pessoas ricas. Isso mostra que elas estão começando a aprender sobre responsabilidade fiscal, finanças e investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento que se concentra em décadas é o que distingue os milionários, revelando a existência de planos de negócios a longo prazo. É nesse patamar que as pessoas aprendem meios legais de evitar o pagamento de tributos para que seu dinheiro continue a trabalhar para elas. Nessa faixa, ficam sabendo como legar seus bens para gerações futuras sem que o governo tome parte daquilo que se dedicaram a construir ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Expanda seu pensamento para alcançar o futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais você conseguir estender seu pensamento até o futuro, mais rico conseguirá ser. A maioria dos multimilionários faz planos de negócios cuja duração é de pelo menos 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando resolvi pensar em termos anuais pela primeira vez, minha renda começou a aumentar. Eu me fazia perguntas do tipo: “O que posso fazer para dobrar meu faturamento este ano?”, “Que meios posso usar para pagar menos impostos este ano sem desrespeitar a lei?”. Como já tinha visto esse princípio do pensamento a longo prazo na vida dos meus orientadores financeiros, isso me desafiou a observar com mais cuidado meu futuro. Agora tenho planos de negócios com duração de 20 anos. Dedico regularmente parte do meu tempo a pensar sobre o que quero que minha vida seja daqui a 5, 10 e 20 anos. Depois crio planos para atingir esses objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você quer que sua vida seja daqui a 10 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflita sobre isso e comece a planejar. Pensar a longo prazo requer paciência – e esta é um ativo na vida dos bem sucedidos, enquanto a impaciência é um passivo na vida do homem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas da classe média desejam satisfação imediata. Eu mesmo fui assim durante anos. Sempre que queria algo, comprava com o cartão de crédito ou economizava um pouquinho e pagava com o valor que tinha conseguido poupar. Agora espero antes de adquirir alguma coisa, pois meu objetivo é ter mais liberdade, e não conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é rico ou bem sucedido desenvolveu a disciplina de adiar o sentimento de satisfação. Os bem sucedidos fazem hoje o que os outros não fazem para que amanhã tenham o que os outros não têm. Quem cultiva uma mentalidade dos muito pobres, das pobres ou classe média jamais será livre. Conquistar cada vez mais liberdade é o objetivo  dos indivíduos ricos e dos milionários. Eles adoram ter o controle da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas mal sucedidas, as pobres e as da classe média põem o controle de sua vida nas mãos dos outros – que, ironicamente, são os ricos e os bem sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bem sucedidos dão mais valor à liberdade do que ao conforto, e por esse motivo conseguem as duas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a classe média prefere o conforto à liberdade, ela jamais se liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense a longo prazo em todas as áreas de sua vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio de pensar a longo prazo não se aplica apenas às finanças, mas a todas as áreas da vida. É importante, por exemplo, adotar esse comportamento quando se trata dos relacionamentos. Agindo dessa maneira, demonstramos mais respeito pelos outros e nos orientamos por uma perspectiva em que todos ganham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você pensar a curto prazo na área dos relacionamentos, estará buscando aquilo que os outros podem fazer por você e acabará usando as pessoa como um meio para determinado fim. Caso você seja alguém que sempre se vale dos outros em benefício próprio, existe a chance de que venha a ser um solitário, principalmente no fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bem sucedidos desenvolvem relacionamentos de longo prazo, o que também os ajuda a obter um sucesso financeiro duradouro. Eles pensam em como podem servir melhor a família, os amigos e os clientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao fim da vida, são os relacionamentos que criamos que fazem de nós pessoas ricas de verdade. Pergunte a si mesmo, com freqüência, como criar vínculos mais fortes e produtos com quem você ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como existem pessoas que são muito pobres financeiramente, há também aquelas que são paupérrimas em termos emocionais. Esses são os indivíduos que não conseguem amar, os que são incapazes de ser pacientes e gentis, os que nunca perdoam e os que se enraivecem com facilidade. Concentre-se em se tornar bem-sucedido também no que diz respeito às suas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser rico nos relacionamentos é mais do que ter sucesso. É ter uma vida com sentido. É realizar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxito financeiro sem a satisfação nos relacionamentos não é recompensador. Pense a longo prazo na sua vida financeira e na sua vida emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante pensar a longo prazo em sua saúde física. Se fizer isso, você reservará um tempo para exercitar o corpo e se alimentará de maneira mais saudável. Caso contrário, vai negligenciar a atividade física e comer muita bobagem. É possível que você fique acima do peso e viva sem energia. Pensar a longo prazo na sua saúde lhe dará forças e disposição para conquistar mais sucesso financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as áreas da vida estão conectadas, por isso pensar a longo prazo em cada uma delas melhorará todo o conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário também pensar a longo prazo na sua vida mental. Você gostaria de viver pensando em quê? Existe algum assunto específico que lhe interesse? A que você gosta de dedicar a energia da sua mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que vivem pensando nas coisas que as estimulam e despertam sua inspiração estão sempre numa incrível paz de espírito. Quem reclama e gasta energia mental com assuntos de que não gosta pode ser considerado pobre em termos mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de pessoa vive com muito estresse. Você gostaria de aumentar sua paz de espírito? Em caso afirmativo, comece a pesar a longo prazo na vida mental. Direcione energia para os assuntos que você aprecia. Dedique-se aos campos de interesse que o inspiram. Encontre um meio de ganhar dinheiro nas áreas em que você gosta de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o segredo de muitos homens bem sucedidos: eles enriquecem fazendo aquilo de que mais gostam. Isso os torna ricos em termos mentais e financeiros. Pense a longo prazo em todas as áreas da vida, não apenas quando se trata de dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4363308656038781607?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4363308656038781607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/mentalidade-financeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4363308656038781607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4363308656038781607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/mentalidade-financeira.html' title='Mentalidade Financeira'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-8834397473222714442</id><published>2010-07-12T19:58:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T20:03:48.041-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zé pequeno'/><title type='text'>Zé Pequeno</title><content type='html'>Escrever sobre coisas difíceis é difícil porque é importante haver coerência e tato. É importante escrever sobre assuntos mornos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz meu dever de casa. Pessoas tidas por hiperativas têm a mania de procurar profissionais da área de psicologia e seus tratamentos. Para não dar esse tipo de trabalho para os outros, tenho meus próprios métodos de relaxamento. São tão diversificados quanto os gastos o permitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais gostosas – e cansativas – é pescar. Tudo o que vice precisa é de um molinete, linha e anzóis. Mesmo as iscas muitas vezes podem ser obtidas no local. O Goiás é um dos estados melhores providos em rios de pouca largura, e isso não significa que não tenha peixes. Ou seja: pescar é uma boa para quem está de qualquer modo preso à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro bom recurso para evitar as desconfortáveis – e mormente inúteis – conversas com gente diplomada em loucuras é fazer MotoCross nas estradas goianas. Um barato, só que também despende dinheiro. E exige uma moto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o hobby usual é manutenção veicular. Consertar o carro para  a semana que inicia. Mas nesse final de semana fiz um lance diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das recomendações mais constantes que um amigo que freqüentou consultórios acolchoados foi adquirir um aquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei viciado nesse hobby. Comecei com um aquário modesto, e hoje tenho dois. Faço várias experiências relativas ao comportamento dos peixes. Quando a gente não conhece o universo próprio desses animais domesticáveis, a gente pensa que é tudo igual. A realidade é que os peixes são tão diversificados em seus hábitos quanto nós. Os soberbos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há peixes agressivos, peixes pacíficos. Peixes de personalidade agitada, outros de movimentos moderados... um aquário é sem dúvida tão dinâmico quanto qualquer setor de trabalho. A questão de quem possui um aquário é a mesma de qualquer cidadão: obter o equilíbrio do ambiente. Estabilizar o aquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que para obter um aquário devidamente estabilizado é necessário uma série de fatores. Por incrível que pareça não é difícil obter um bom resultado, mesmo sem a biologia apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser ter um aquário ordinário, com peixes pouco diversificados, você pode dotar um aquário de uma bomba biológica e algumas piabas. Piabas são peixes extremamente resistentes, não necessitando sequer aquecedor para a água. Não crescem mas são vorazes contra peixes que estejam em menor número. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de piabas no aquário de peixes ornamentais causa estresse às demais espécies. Sentindo-se ameaçados, os peixes deixam de se movimentar livremente no aquário – e exercitarem naturalmente. Isso causa o definhar crônico de várias espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há peixes que necessitam de maior oxigenação e controle de acidez da água. Água também pode ser “viciada” em amônia como o ambiente pode ficar saturado de cigarro. Alguns peixes são mais tolerantes à amônia. Peixes como o Dojo e o Coliza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não é interessante mantê-los em água fria. Afeta seu apetite e sua longevidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu tenho atualmente dois aquários: um com piabas de água fria e outro de ornamentais. É como se simulasse dois ambientes distintos: o ambiente de tropa de um batalhão de piabas e um ambiente de comando: os ágeis Dojo e os atentos Coliza Super Blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacana foi quando comprei o Oscar. Identifiquei-me com o peixe imediatamente. Ele presta uma atenção danada em volta. E me reconhece. A questão é que quando cheguei em casa percebi estar na mesma situação operacional. Não que me considere pessoalmente um peixe, mas transito entre a tropa e o comando com o mesmo desembaraço de um Oscar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer com um peixe que fica voraz conforme cresce?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus o Oscar no aquário das piabas. Piaba não é um bicho burro. Come de tudo, mas sabe o risco de enfrentar um peixe de boca maior. O Oscar, por seu lado, não ataca mas se volta em atitude agressiva decidida a todo momento. As piabas aproximam-se devagar. Uma delas tentou mordiscar seu rabo e foi rechaçada com uma abocanhada forte. O “estalido” característico causou um “piaba-voa” que manteve os oponentes à distância o resto do dia. Percebi que se mantivesse o mini-predador naquele aquário não sobraria nem o chefe. Uma piaba grande, sobra de uma pescaria. Mesmo assim, uma ordinária piaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Removi o pequeno Oscar para o aquário dos ornamentais. Não pensei muito, porque neste caso quem pensa não age. Cinco Dojos, quatro Coliza e um Oscar. Eu tinha observado que o Oscar tocava um terror entre as piabas, então passei a chamá-lo “Zé Pequeno”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé pequeno vai crescer. Só não pode furunfar com as enguia. E seria difícil. Os Dojo são muito mais ágeis que os Oscar. E esguios. E os Coliza são meio mansos. Ou seja: pus o Zé Pequeno na boca rica. A estratégia é óbvia: se deixar com as piabas ele vai se estressar e comer todas as pequenas. De quebra vai mutilar as restantes. Um prejuízo para a próxima pescaria. Então pus junto com outros peixes de “comando” para educá-lo com mais polidez. Tem dado certo. Não houve uma agressão durante todo o dia no aquário “boca rica”! Conforme o aquário fique pequeno, mude o aquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, identifiquei-me com o Oscar. Uma de suas características é que cresce devagar, mas atinge porte que possibilita confundi-lo com um pequeno tucunaré. Em seu aquário. Imagine...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que como os Oscar são longevos, costumam passar por vários tratadores. É muito comum que o Oscar tenha ao longo de sua vida uma vida de adaptação, como tudo o que parece perfeito na natureza. Quem não se adapta, perece. Quando passam por muitos tratadores, os Oscar costumam ficar mais arredios e mal humorados com os humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oscar em ambiente agressivo torna-se predador. São capazes de enfrentar piranhas individualmente ou em grupo, adaptando-se a oponentes mais ágeis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em ambiente o Oscar pacífico permite eventualmente o contato manual com seu criador. Isso o torna um peixe interativo. Algo como um cão de aquário. Muitas vezes sinto-me tentado a desculpar-me por meu modo polido de descrever os pequenos prazeres eventuais, mas um aquário é um excelente aprendizado. A gente percebe o quanto o ambiente afeta um sistema biológico contínuo. O vigor de um aquário muitas vezes se assemelha às nossas atividades humanas. Qualquer tipo de atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você deseja um desempenho de predadores, não pode confiar um aquário a Dojos. São peixes ornamentais, não são capazes de digerir um rato. Essa curiosidade de criança mesmo um adulto tem. Um aquário de piranhas pode ser alimentado com ração ou pequenos camundongos. É um show natural que causa uma ou outra comoção materna, mas a maioria das crianças gosta. E o aprendizado permanece consciente em suas mentes: não confiem em riachos amazônicos. Há piranhas lá. Se tudo o que um adulto precisa para que uma criança cresça sem acidentes desse tipo é sacrificar um rato, o trato é justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras culturas, jogaríamos um eunuco no rio. E riríamos às gargalhadas ter negado as genitálias para os peixes. Condeno a atitude pessoalmente? Claro!&lt;br /&gt;Peixes também apreciam nosso “caviar”. Na verdade, comem de tudo. Por isso é importante mostrar às crianças que não devemos jogar coisas contaminantes no aquário. Os peixes morrem, mas antes de morrerem ficam doentes. Um peixe doente não é bom para o consumo humano. Os de aquário ficam mais sadios sob alimentação controlada do ambiente. Excesso de comida não superalimenta o peixe, mas gera amônia. &lt;br /&gt;Esse é o segredo que as pessoas que tiveram aquário e não conseguiram mantê-lo não perceberam: pôr comida demais para os peixes geram amônia na água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água passa a exalar um odor forte e ácido. Algo como o aroma de água parada em alguns alagadiços. Esse tipo de ambiente aquático tem pouca oxigenação e formação de amônia. O aumento da “acidez” da água agride as mucosas do peixe e sua alimentação torna-se precária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo para um bom aquário é o controle biológico. Você precisa de um aquário grande, um filtro biológico (produz bolhas de ar) e um compressor com difusor de bolhas. Assim você consegue oxigenação. Oxigênio é um dos fatores que permitem que os peixes mantenham sua saúde e se reproduzam eventualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses três itens, outros dois: o aquecedor e o filtro fisiológico. O filtro fisiológico é o que “filtra” a água e retém as impurezas. Limpar o filtro com regularidade, alimentar adequadamente os peixes e verificar a acidez. A água pode apresentar deficiências de sais, oposta à acidez. Água alcalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todo problema do aquário há produtos específicos. Quanto mais gente pratica a cultura de peixes ornamentais, mais lojas e fornecedores, mais criações de espécies que eventualmente se perdem pela ação do homem. É possível que no futuro haja peixes que existam em aquários, e raramente na natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolhi o Oscar. Zé Pequeno é meu peixe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-8834397473222714442?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/8834397473222714442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/ze-pequeno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8834397473222714442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8834397473222714442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/ze-pequeno.html' title='Zé Pequeno'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1892992373559965535</id><published>2010-07-06T18:36:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T18:37:11.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GRATIDÃO'/><title type='text'>GRATIDÃO</title><content type='html'>Como é possível observar, esse blog é público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso é reduzido. Todos têm acesso à caixinha de comentários. Diferentemente às prescrições constitucionais, é assegurado o anonimato. Clique na caixinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso nos meus anseios, percebo que são uma composição dos meus e dos de outras pessoas, em situações diversas da vida. Este é o canal de comunicação que declaro doravante aberto para comunicação. Mesmo meus raros – e incautos – oponentes são recebidos de modo cordial e até onde se estenda, amistoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui pretendo tirar as dúvidas do contribuinte. Vocês pagam para que eu desenvolva minhas atividades, logo apraz-me conceder o espaço à opinião em dois campos distintos: o campo profissional e o campo pessoal. As regras gerais são as constitucionais. As específicas são sujeitas à moderação, de quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido um livro de Jorge Motta. Jorge Motta foi soldado e cabo. Depois publicitário e Secretário do Gabinete Civil de minha cidade. Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida da gente muda pra caramba quando se passa de adolescente para adulto. Minha curiosidade em relação à minha cidade convergiu ao seu livro. Poderes Informais de Brasília. A idéia do livro é registrar um fenômeno social – a agregação de pessoas que se beneficiam do dispositivo público. Agrupou-o em três categorias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mulher&lt;br /&gt;A Amante&lt;br /&gt;Os Comensais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto, os mais numerosos – e problemáticos – são os comensais. Gente que vive ciceroneando autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo o pragmático João Figueiredo teve problemas com alguns deles. Lamaisson trouxe aborrecimentos que seriam embaraçosos no presente ano, 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, por exemplo, uma situação onde Lamaisson mobiliza o aparato do SNI e faz acusação caluniosa a Jorge Motta. Estelionato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Motta demonstra estratégia excepcional ao lidar com a situação. Importante lembrar que na época de repressão, mesmo frustrar um poder paralelo em Brasília era algo inusitado. Gerava respeitabilidade ou perseguições. A engenhosidade do autor decerto é uma das leituras mais interessantes para qualquer brasiliense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci em Brasília. O ponto forte da maior parte dos candangos é conhecer a lei, é uma cidade onde a lei só funciona com estratégia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado me remunera para ser um oponente indesejável, e um inferno para meus inimigos. Aliás, isso somente é possível quando se entende a legislação. Um oponente pode bradar, pode xingar, mas o fato é que no idiossincrático governo, vale o que está escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber utilizar as regras a seu favor exige um pouco de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter maior inspiração para agir no seu dia, você precisa dedicar algum tempo para você. Você vai perceber aos poucos que as melhore idéias vêm à mente quando você está descansando. Mesmo as poucas mentes que conseguem gerar a iniciativa no momento da questão são mais produtivas quando dispõem de repouso qualitativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um exemplo recente? Enquanto digitava esse artigo – sei lá o porque faço, mas faço-o por hábito – meu pai tentava ligar o carro. Quantum a álcool, tempo frio... o “caveirão” embalando ladeira abaixo e nenhum pensamento consegue suprir a curiosidade sobre o êxito da missão: dar a partida no motor antes do final da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aguardo o retorno da Quantum rua acima, recordava-me ter observado que é mais difícil prestar atenção no trabalho quando se tem a mente voltada às necessidades de sua família. Em outras palavras, pouco importa ser um comandante da guarda eficiente, um ex-sentinela, ou um operador respeitável se você não consegue dispor de tempo para fazer a manutenção do carro de seu pai. O que um comandante da guarda entende de Volkswagen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É um carro do cacete. Os alemães tornaram-se muito versáteis em motores de rotações elevadas, culminando na concepção da motorização AP. Dos velhos Passat TS às novas Quantum, os carros têm uma relação “elástica”. Você pode esticar marchas sem se preocupar com a durabilidade. Basta o óleo estar em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da velha Quantum do “sub” que muitas vezes me patrocinou ferramentas, uma boa limpeza dos pólos de bateria, verificação de fugas de corrente, eliminação de fiação de som, limpeza de velas, rotor e distribuidor e reparo do sistema de injeção de gasolina para partida a frio, e o carro pega “forte” que nem catarro na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimo que 4 horas de trabalho contínuo. É o que preciso para poder pensar com mais clareza no meu trabalho. Quatro horas para pôr o automóvel de meu pai em condições de transitar com segurança pelas estradas goianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem farol desregulado, peças soltas... mas o “caveirão” sobe e desce o morro – digo, cruza o Goiás. Vira e mexe, isso afeta minha concentração em outros assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o “sub veio” tem sempre um ou outro lance a mais na manga. Antes de decolar, deixa a dica de uma vida sob os benefícios do poder. O poder divino, que se manifesta de diversas formas. Deixou-me um bilhete de bordas arredondadas como o pensamento. Consta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“GRATIDÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, eu te agradeço por mais um dia de vida, pela saúde, pela existência próspera, saudável e produtiva; pela inteligência, pela sabedoria, pelas decisões acertadas, pela paciência, pela prudência, pelo bom senso, pela boa sorte, por tua bênção e proteção; pelas vitórias, conquistas e objetivos alcançados, pelas adversidades e obstáculos vencidos e superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, eu te agradeço pelos dons que me deste, pelo a mor, pela esperança, pela bênção radiosa da alegria nova em cada manhã; pela confiança, pelo pão que dá força e sustento; pelo abrigo, pelo trabalho que me incentiva a melhorar de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, pelo conforto que traz a certeza da tua presença visível e abençoada e pela paz que desfruta comovida, minha alma se ajoelha em gratidão. Amém!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma explicação tão clara, que não exige raciocínio profundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1892992373559965535?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1892992373559965535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/gratidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1892992373559965535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1892992373559965535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/07/gratidao.html' title='GRATIDÃO'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5799166865419781756</id><published>2010-06-30T12:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T12:56:09.518-07:00</updated><title type='text'>Isto e Aquilo II</title><content type='html'>Dois dados interessantes de notícias da internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Item 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iminência de um acidente envolvendo um Airbus da TAM que fazia a rota Brasília-São Paulo e um Bandeirante de propriedade privada na última quinta-feira, dia 24, não foi o primeiro incidente de quase colisão de aeronaves registrado em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), apenas até maio, foram registradas 77 ocorrências de quase colisão no Brasil. Em 2009, durante todo o ano, foram 173 relatórios informando esse tipo de incidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo contou uma fonte do governo, o alto número de ocorrências de quase colisão é acompanhado de perto pelo comando da Força Aérea Brasileira (FAB), que já enxerga um aumento desses casos em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ocorrências registradas nos primeiros cinco meses do ano já correspondem a 44,5% de todos os registros de 2009. Casos como o de uma ave na turbina, ou uma aeronave que teve de arremeter por conta de outra que estava taxiando na pista também são considerados quase colisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Item 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www2.uol.com.br/vyaestelar/depressao_no_trabalho.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma profissional anônima dirigiu uma pergunta com a qual identificava-me parcialmente. Uma pergunta importante, que faz alusão a diversas pessoas, em diversas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher perguntou o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A empresa em que trabalho me traz vários benefícios, mas sofro de depressão crônica por trabalhar lá. O que faço? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho 27 anos, trabalho há 12 numa empresa na linha de montagem. Entrei lá e nem sabia o que ia fazer, mas meu pai que trabalhou lá a vida toda me incentivou. Afinal, é uma multinacional e tem muitos benefícios. Enfim, fiz engenharia ambiental, me arrependi, tenho diversos cursos, mas não consigo me imaginar trabalhando com esses assuntos, talvez por não ter sido uma funcionária "desejável" - durante um árduo tempo de depressão, fiquei rotulada como "má funcionária". Já ouvi do meu chefe que não me queria no seu setor, que nenhum grupo de trabalho me queria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto só aumentou minha insatisfação. Às vezes penso que deveria ter aceitado o pedido de afastamento do meu psquiatra e não ter atrapalhado ninguém, mas sentia medo de me queimar. Afinal, depressão é frescura pra muita gente, ouvi muito isso: "bonita, ganha bem... com depressão?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a infelicidade profissional invadiu minha vida em todos setores, me sinto inutil, burra e acho perda de tempo estudar novamente porque sou incompetente, estes pensamentos acontecem 24 horas. Não consigo acordar pra trabalhar, às vezes tento me imaginar com 15 anos e me perguntar se entraria lá novamente e se o melhor não seria começar de novo. Mas agora tem as contas para pagar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida perdeu o sentido. Vivo desmotivada e sem entusiasmo até pra sair pra uma balada, me acho feia (apesar de ouvir todo dia que sou uma gata), desmerecedora, fracassada. Mas o pior de tudo isso é que não sei no que sou boa, a minha vocação, se soubesse, tenho certeza que correria atrás e teria coragem de pedir demissão, mas não consigo descobrir, pesquiso muito o mercado, as profissões... Às vezes penso em me afastar por um tempo e tentar recuperar a vontade de viver, mas tenho muito medo do que vão falar. Eu sei que você não vai resolver meu problema, mas gostaria de ouvir um conselho seu, pois gosto de buscar ajuda de bons profissionais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das respostas foi bastante lógica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dói saber de histórias como a sua e dói mais saber que ainda são tão comuns em tempos de listas e mais listas de "melhores empresas para se trabalhar", incluindo a sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua depressão pode ser causa e consequência dos problemas que você relata e ao invés de ser "queimada", você deveria ser indenizada e readaptada para ter uma vida produtiva e fonte de realização pelo trabalho, como deveria ser para todos. Dito isso, queria compartilhar algumas ideias para sua reflexão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a vida é muito mais do que o trabalho, e mais ainda, o trabalho em uma empresa como essa em que você trabalha -- recuperar a vontade de viver é premissa para qualquer outra ação que se pretenda adotar pela frente. Depressão não é frescura, é uma doença que geralmente tem cura e você deve se tratar. Então faça o que precisar, sem se preocupar por uma vez em sua vida com "o que os outros vão pensar", pois esses não parecem se preocupar com o que você vai pensar e sentir, quando tratam-na como o fazem, não é mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, considere que mudar uma reputação ou um rótulo que lhe atribuíram -- justa ou injustamente -- ao longo de 12 anos, não será fácil. Então, considere dar a si mesma a chance de um novo começo, livre de sombras do passado, muitas das quais você não consegue mais controlar. No tempo que você der um tempo a você, procure um serviço de psicologia em uma universidade e se inscreva para fazer um estudo vocacional para encontrar sua vocação e focar toda sua energia para sua nova carreira, qualquer que seja ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua idade, você tem muitas opções de carreiras, você tem tempo para escolher, errar e escolher novamente, pois o que virá pela frente, não podemos saber. Porém, o passo mais importante é reconhecer que repetir seu passado e presente, por mais 12 anos nesta empresa de "muitos benefícios", não trará mudanças que espera para sua vida. É hora de recomeço e de construir um futuro diferente. Boa sorte!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta é que não vejo problema algum. O fato de ser profissional há 12 anos em uma atividade e, mesmo com as eventuais rusgas, continuar em função denota uma capacidade específica. Claro que a paciência de qualquer pessoa se esvai e há seus momentos de "solidão" profissional. Isso é característica de muitos líderes. As pessoas prestam atenção em você. Você pode assumir uma posição vantajosa defendendo o interesse do investimento já realizado sobre sua pessoa, como profissional da empresa à qual, acredite ou não, você compõe uma espécie de "capital social" da empresa. A mensuração desse capital social corresponde à sua capacidade prática de interligar conhecimento próprio em favor do crescimento da empresa. Isso constitui um "ativo" da empresa. E somente você poderá negociá-lo, ninguém mais. É a relação de poder mais específica que pode existir entre o particular e a sociedade: você somente poderá produzir de modo pleno ocupando a posição que favoreça à empresa o melhor aproveitamento de seu recurso humano, inserindo-o nos setores de planejamento, assessoramento ou atividades voltados à dinâmica necessária pra prover o melhor de seu esforço vital em benefício de cada investimento "agregado" ao seu CPF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é importante considerar que enquanto você "agrega" o poder que advém de seu conhecimento, pessoas manifestar-se-ão contra sua personalidade por consequência. Trata-se de uma espécie de "mensuração", onde aventureiros buscam notoriedade afetando de algum modo sua credibilidade. Descreva com sobriedade os "atos solertes" como fundamentos para defernder-se e defenda-se! O corriqueiro nas empresas é que o setor de RH acredite que possa fazer o que entenda, assegurando-se do pantanoso terreno da discricionariedade. O conselho é a parte apta a receber as sugestões de quaisquer manifestações oportunas e agirá com maior "embasamento". Lembre-se de Sun Tzu, que dizia: "Seja como a água". Tome a forma do relevo e posicione-se de modo favorável aos interesses da empresa, não necessariamente de seus superiores. Mantenha investidores informados de sua situação. Certamente há pessoas que apreciarão de modo coerente. Estabeleça alianças.&lt;br /&gt;Toda pessoa compõe-se de dois lobos: um profissional e um lado pessoal. Busque conciliar tempo qualitativo para cada atividade. Isso assegurará seu melhor discernimento, dará tranquilidade de buscar um ambiente apropriado.&lt;br /&gt;Não terceirize seus esforços a ninguém. Apenas você realiza sua produção profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a empresa que você dedica seu esforço não se interessa por você, parta para outra. Crie sua própria empresa, se necessário. Sempre haverá pessoas que, nesse ambiente rotativo, possam ser adicionadas ao quadro de sua empresa. O concorrente mais poderoso é justamente a união da boa concorrência. Agregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se a estatística da aviação na internet. A segurança diminuiu. O tráfego tem aumentado, e os sinaleiros de trânsito agora participam de mais de uma escala de serviço. Os limites de 14 aeronaves por setor foram sobrepujados pela capacidade das aéreas. É como se acelerássemos um veículo desalinhado. A segurança depende da perícia do motorista.&lt;br /&gt;A empresa está instável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso decorre das condições idiossincráticas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho dessa empresa é um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uso de terapia ocupacional. Ande de bicicleta, toque algum instrumento, tire um tempo para si a cada dia. Evite serviços que exijam mais paciência que a dispensada no cotidiano. Poupe-se de desgaste moral e motivacional voltando-se a assuntos que dêem naturalmente bom resultado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5799166865419781756?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5799166865419781756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/isto-e-aquilo-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5799166865419781756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5799166865419781756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/isto-e-aquilo-ii.html' title='Isto e Aquilo II'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1662302557173811329</id><published>2010-06-13T17:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T17:28:18.114-07:00</updated><title type='text'>Dependência Operacional Tecnológica</title><content type='html'>“Face á realidade, o que julgamos saber claramente ofusca o que deveríamos saber." (Gaston Bachelard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da idéia de que ser somente mais um número. A gente vai acumulando números no decorrer da vida. O primeiro número é a página do cartório onde foi lavrado seu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única identidade civil é a certidão de nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo ela publica o nascimento no Hospital das Forças Armadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não possuo cédula de identidade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou de fora do sistema, entendido por Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha formação é quase inteiramente militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei muito bem onde estou, o que faço e porque faço. Atualizo-me constantemente das necessidades de meu ofício e busco moldar-me às necessidades. Não reconheço limites de habilidades. Esforço-me em poucas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho para pessoas cujo azul da roupa se mescla com a pele. Não são tuaregues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos princípios basilares sólidos e ampla gama de capacidades que não são aplicadas com todo o potencial para que não haja desassossego público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu número favorito é 1040. “Ten-Fourty”. Meu número de Esquadrão. Pertenci a dois Esquadrões de cursos de formação e uma companhia de infantaria. Esse foi o início de minha vida profissional. “point of no return”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha formação inclui Curso de Formação de Soldados, Curso de Especialização de Soldados, Curso de Formação de Cabos e Curso de Formação de sargentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira função como soldado, recém saído da Companhia de Infantaria do Sexto Comar foi estafeta. Ainda não existiam soldados especializados. A doutrina do estafeta, a regularidade de entrega das correspondências era transmitida de estafeta para estafeta. A celeridade do documento era reforçada pela assinatura da autoridade quanto ao assunto e a destreza do circuito de entrega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencendo a indecisão de que assunto abordar, transcrevo na íntegra o que vem à cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadeia de comando se resumia em um ex-telegrafista rigoroso. Tipo de homem que não aceita que equipamentos apresentem defeitos previsíveis. Confiava no sistema de comutação por evidências de que o excesso de automatização de algumas funções pudessem afetar a capacidade de comunicação do órgão por completo. Ao menos é o que aparentava sua ação técnica e operacional sobre o Sistema de Telecomunicações do Ministério da Aeronáutica. Tinha como atribuição função de gestor de telecomunicações. Controlava pessoalmente as variações de valor das faturas telefônicas do órgão. Coletava quantias particulares e revertia à tesouraria. Conta do tipo “C”. Era um Major.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era o soldado. Uma vez por mês, sentinela. Cuidava da entrada e saída de pessoas e veículos da Unidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma unidade militar com funções civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Major precisava de auxílio. Não havia GED, Outlook ou similar. Era máquina de escrever, mesmo. Uma mensagem militar seguia rapidamente por diversos fatores. Um dos mais importantes era que um radiograma era facilmente identificável sobre uma mesa. Outro detalhe que assegurava sua celeridade era a utilização racional. As pessoas somente transmitiam as informações via radiograma quando não pudessem utilizar outro meio de comunicação – como o malote. Um procedimento previsto em um manual complexo, mas completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Soldado Especializado, realizei um curso particular de Agente Administrativo. A intenção era o concurso para o Tribunal de Contas do Distrito Federal. As matérias incluíam Direito Constitucional, Direito Administrativo, Código Penal, dentre outros dispositivos burocráticos recorrentes. As noções básicas de Ato Administrativo, seus requisitos de validade e a ordenação jurídica de leis, portarias, decretos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas briguei com a namorada e não fui classificado para o concurso. Decidi aplicar o conhecimento por algum tempo. O Major havia substituído as máquinas de escrever por computadores. Era muito mais fácil imprimir e tramitar as comunicações internas, partes e outros derivados administrativos. A informatização facilitou a vida administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com os primeiros microcomputadores vieram as planilhas eletrônicas. Isso facilitou o serviço de controle sobre ligações, fornecendo um gráfico simplificado de seu consumo. Uma ferramenta para economicidade. O soldado o confeccionava e o major verificava. Assinatura, protocolo e entrega. Sistema simples. O comandante acompanhava com precisão as necessidades de comunicação central e de destacamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que ser simples. A tramitação de atos administrativos requeria assinaturas, encaminhamentos e tramitação completa. O computador facilitava por simplificar a correção e a padronização. Isso cedia tempo  para as demais atribuições do setor de telecomunicações: atualizávamos as listas de telefones. Havia o TF-4, TF-2, TF-3... e adicionalmente RTCAER, listas miniaturizadas de telefones dos chefes – cabiam na carteira, eu assegurava que fosse possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, muito antes da invenção da Intraer, estávamos muito mais seguros em relação à guerra eletrônica. Um poderoso hacker nada poderia fazer para afetar a comutação automática de mensagens. Essa era uma característica militar de nossos equipamentos que foi muito bem explorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na guerra eletrônica o objetivo é a neutralização da comunicação do inimigo. A capacidade de compor comunicações de campanha era multiplicada conforme o número de estações de comunicações militares disponíveis para apoiar Forças Componentes e dispositivos parecidos previstos em ampla legislação. Vide DCA 600-1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estrito entendimento profissional de soldado, não concordava que estivéssemos seguros. Estávamos estáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aperfeiçoamento dos computadores permitiu que cada seção substituísse a velha máquina de escrever elétrica por editores de texto. Cada “posição administrativa” passou a imprimir mais papel. A demanda burocrática aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o mantra de que a tecnologia seja irreversível, criaram-se redes para que o trâmite de documentos fosse facilitado. Para desenvolvê-las foram gerados novos sistemas. Mais burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Burocracia atrapalha. Onde se cria muita dificuldade, há sempre alguém vendendo facilidades." (Lori Tansey)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas máximas são bastante abrangentes. Lori Tansey parece bastante pertinente. Informática não substitui burocracia. No ambiente público, ela duplica burocracia. Toda comunicação administrativa é gerenciada eletronicamente, engessando a cadeia de comando. Redes desenvolvidas para atender a demanda de documentos militares são derivadas dos conceitos de rede comerciais, a comunicação é extensiva e limitante. Protocolos IP, administradores, servidores locais são termos bastante divulgados e voltados à celeridade da informação digital. Alardear que a tecnologia é irreversível é admitir irrefletidamente a insegurança. Dependência tecnológica é fator de crescente preocupação entre países beligerantes diversos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Soviética produziu rádios valvulados vários anos após a invenção do transistor. Conhecedores dos efeitos das novas tecnologias atômicas, perceberam que rádios valvulados eram menos suscetíveis aos efeitos dos pulsos eletromagnéticos – um efeito adicional da liberação de energia das bombas de destruição em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não insistiam em válvulas à toa. Soviéticos suplantavam a fragilidade de seus dispositivos possuindo rádios não transistorizados, mais resistentes às perturbações elétricas de um PEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua estratégia consistia em restabelecer suas comunicações gradualmente após seus efeitos. O problema comum às potências era a sobrevivência posterior ao evento nuclear. Ambos povos, Estados Unidos e União Soviética construíram abrigos no subsolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de armas de destruição em massa impede o saque, inutiliza o terreno adversário. Dependendo do adversário, inutiliza o próprio terreno. O efeito sobre as comunicações foi amplamente estudado por Carl Kopp. Disponível na Internet, versão em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brush Up your “FISK”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1662302557173811329?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1662302557173811329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/dependencia-operacional-tecnologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1662302557173811329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1662302557173811329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/dependencia-operacional-tecnologica.html' title='Dependência Operacional Tecnológica'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6685578467363889677</id><published>2010-06-13T16:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T17:05:18.809-07:00</updated><title type='text'>Posicionamento Multiplex</title><content type='html'>A opinião pessoal suplanta a profissional. Ela se baseia no que você deseja a si mesmo e espera do próximo. Gosto de abordar a opinião de dois "eu". O "eu" soldado antigo ou o eu pesquisador e historiador militar. Um é o profissional, outro é o cidadão. A gente tem que saber separar bem uma coisa da outra, e de vez enquando misturar tudo. Uma espada e um escudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada." (Helen Keller)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve aprender rapidamente pelo bom senso&lt;br /&gt;Deve questionar a situação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve perguntar:&lt;br /&gt;Que diretrizes têm a filosofia correta?&lt;br /&gt;Que efetivo e Unidade são necessários?&lt;br /&gt;Que método de comando funciona?&lt;br /&gt;Que grupo de forças tem a competência?&lt;br /&gt;Que grupos de homens foram treinados?&lt;br /&gt;Que investimentos e gastos fazem sentido?&lt;br /&gt;Isso vai dizer quando você vai fortalecer e quando vai enfraquecer&lt;br /&gt;Alguns servidores executam essa análise.&lt;br /&gt;Se usar esses recursos, você vencerá.&lt;br /&gt;Mantenha-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns comensais ignoram essa análise.&lt;br /&gt;Se utilizá-los, você perderá.&lt;br /&gt;Livre-se deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreenda o ambiente e a Unidade de forma vantajosa, ouvindo.&lt;br /&gt;Isso o torna poderoso.&lt;br /&gt;Obtenha ajuda externa.&lt;br /&gt;Conheça a situação.&lt;br /&gt;Assim, o planejamento pode criar vantagens e controlar o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação passiva é uma ferramenta da dissuasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você está pronto, tenta parecer incapacitado&lt;br /&gt;Quando ativo, finge morosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando está próximo do inimigo, mostra-se distante.&lt;br /&gt;Quando está longe, finge estar perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o oponente tiver uma posição fortalecida, atraia-o para longe dela.&lt;br /&gt;Se o oponente for confuso, seja decisivo.&lt;br /&gt;Se o oponente for sólido, prepare-se contra ele.&lt;br /&gt;Se o oponente for forte, evite-o.&lt;br /&gt;Se o oponente estiver zangado, frustre-o.&lt;br /&gt;Se o oponente for fraco, torne-o arrogante.&lt;br /&gt;Se o oponente estiver relaxado, faça-o trabalhar.&lt;br /&gt;Se o oponente for unido, separe-o.&lt;br /&gt;Ataque-o quando ele estiver despreparado.&lt;br /&gt;Deixe-o quando ele menos esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você encontrará um lugar onde pode vencer.&lt;br /&gt;Não passe direto por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tomar uma atitude, você deve acreditar&lt;br /&gt;Que pode contar com a vitória.&lt;br /&gt;Deve enumerar uma série de vantagens.&lt;br /&gt;Antes de lançar-se às atividades, você deve acreditar que&lt;br /&gt;É capaz de prever o insucesso.&lt;br /&gt;Você pode mesmo contar poucos bons resultados.&lt;br /&gt;Muitas vantagens colaboram para a vitória.&lt;br /&gt;Poucas vantagens colaboram para a derrota.&lt;br /&gt;Como você pode conhecer suas vantagens sem analisá-las?&lt;br /&gt;Podemos saber onde estamos por meio de nossas observações.&lt;br /&gt;Podemos antever a vitória ou a derrota com estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza." (Albert Einstein)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6685578467363889677?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6685578467363889677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/posicionamento-multiplex.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6685578467363889677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6685578467363889677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/posicionamento-multiplex.html' title='Posicionamento Multiplex'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4994980048049748158</id><published>2010-06-09T12:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T12:22:03.953-07:00</updated><title type='text'>Lin Yutang</title><content type='html'>II – O celibato, capricho da civilização&lt;br /&gt;A adoção de um ponto de vista biológico tão simples e natural implica dois conflitos: primeiro, o conflito entre o individualismo e a família, e depois, um conflito mais profundo entre a estéril filosofia do intelecto e a mais ardente filosofia do instinto. Pois o individualismo e o culto do intelecto costumam cegar o homem para as belezas da vida doméstica e, entre ambos, creio que o primeiro não é tão maléfico quanto o segundo. Um homem que creia no individualismo e o leve às suas conseqüências lógicas pode ser ainda inteligente; mas o homem que crê na cabeça fria contra o coração vivaz é um tolo. Para a família como unidade social pode haver substitutos, mas não para a perda do instinto do acasalamento e do instinto paterno e materno.&lt;br /&gt;Temos de partir da premissa de que o homem não pode viver só neste mundo e ser feliz, mas deve associar-se a um grupo. O eu do homem não está limitado por suas proporções corporais, pois existe um eu muito maior que se estende até onde alcançam as suas atividades mentais e sociais. Em qualquer época e país, e sob qualquer forma de governo, a verdadeira vida que significa alguma coisa para o homem não é jamais extensiva com seu país ou sua época, mas consiste nesse mais íntimo círculo de suas relações e atividades, a que chamamos o eu maior. Nesta unidade social, ele vive e se move e tem sua individualidade. Tal unidade social pode ser uma paróquia, uma escola, uma prisão, ou uma casa de negócios, ou uma organização filantrópica. Podem ocupar estas a posição do lar como unidade social, e substituí-lo por completo às vezes. A própria religião, ou acaso um grande movimento político pode consumir o ser inteiro de um homem. Mas, de todos esses grupos, o lar continua sendo a única unidade natural e biologicamente real, satisfatória e significativa de nossa existência. É natural, porque cada homem se encontra já em seu lar quando nasce e também porque continua em um lar durante a vida, e é biologicamente real porque a relação do sangue empresta realidade visível à noção desse seu eu maior. Quem não consiga bom êxito nesta vida natural do grupo não pode esperar êxito na vida em outros grupos. Confúcio disse: “os jovens deveriam aprender a ser filiais no lar e respeitosos na sociedade; deveriam ser conscientes e honestos, e amar a todas as pessoas e juntar-se aos homens bondosos. Se depois de cumprir esses preceitos, resta-lhes energia, que leiam livros”. Além da importância desta vida do grupo, o homem se expressa e se realiza plenamente e chega ao mais alto desenvolvimento de sua personalidade quando encontra um adequado complemento em uma pessoa de outro sexo.&lt;br /&gt;Bem o sabe a mulher, que tem um sentido biológico mais profundo que o do homem. Subconscientemente, todas as meninas chinesas sonham com a vermelha saia de bodas e o palanquim nupcial, e todas as meninas ocidentais sonham com o véu de noiva e os sinos do casamento. A natureza dotou as mulheres de um instinto maternal bastante poderoso para que não possam ser facilmente afastadas do caminho por uma civilização artificial. Não duvido de que sua natureza conceba a mulher, sobretudo como mãe, mais do que como esposa, dotando-a de características morais e mentais atinentes ao seu papel como mãe, que encontram sua verdadeira explicação e unidade no instinto maternal: idealismo, juízo, gosto por detalhes, amor aos pequenos e desventurados, desejo de cuidar de alguém, forte amor e ódio instintivos, profunda vida emotiva, e um ponto de vista geralmente pessoal sobre todas as coisas. A filosofia, portanto, muito errou abandonando o próprio conceito da natureza e procurando tornar felizes as mulheres sem levar em conta esse instinto maternal que é o traço predominante e a explicação central de todo o seu ser. Assim, em todas as mulheres com pouca ou nenhuma educação, o instinto maternal nunca está suprimido, aparece na meninice, e torna-se cada vez mais forte na adolescência até a maturidade, ao passo que no homem o instinto paternal raramente se torna consciente, até passados os trinta e cinco anos, ou, em todo caso, até que tenha um filho ou uma filha de cinco anos. Não creio que um homem de vinte e cinco anos pense jamais em ser pai. Enamora-se de uma jovem e incidentalmente produz um bebê e esquece o assunto, ao passo que os pensamentos de sua mulher não se ocupam de outra coisa, até que um dia, passados já os trinta e cinco, descobre o pai que tem um filho ou uma filha a quem pode levar às compras e mostrar aos amigos, e só então começa a sentir-se paternal. Poucos são os homens de vinte a vinte e cinco que não se divirtam com a idéia de chegarem a pais e fora disso não pensam no assunto, ao passo que ter um filho, ou mesmo esperá-lo, é provavelmente a coisa mais séria que pode ocorrer na vida de uma mulher, e transforma todo o seu ser a ponto de efetuar uma completa mutação em seu caráter e costumes. O mundo converte-se-lhe num mundo diferente, quando uma mulher está para ser mãe. Desde esse momento, não lhe resta dúvida alguma quanto à sua missão na vida ou à finalidade de sua existência. Precisa-se dela, e ela é necessária. Ela desempenha a sua função. Vi a mais amimada e luxenta filha única de uma rica família chinesa convertida em uma heróica mulher e vi-a perder o sono durante meses enquanto seu filho esteve doente. No plano da natureza, não é necessário um instinto paternal assim, nem assim acontece, porque como o pato ou o ganso, tem o homem pouco interesse por sua cria, além de haver contribuído com a sua parte. As mulheres, por conseguinte, sofrem muito mais quando essa força motriz central de seu ser não se expressa e não funciona. Não me falem da excelência da civilização norte-americana para o sexo feminino quando permite que tantas mulheres boas fiquem solteiras sem culpa nenhuma.&lt;br /&gt;Não duvido que o desajuste dos matrimônios norte-americanos se deva muito principalmente a essa discrepância entre o instinto maternal das mulheres e o instinto paternal dos homens. A imaturidade emotiva dos jovens norte-americanos não pode ter outra explicação a não ser esse fato biológico; os homens que se criam sob um sistema social de excessivos mimos à juventude não possuem o senso da responsabilidade que têm as moças, devido a seu desenvolvido instinto maternal. Seria ruinoso que a natureza não dotasse as mulheres de suficiente sobriedade quando estão fisiologicamente aptas para ser mães. Os filhos de famílias pobres possuem esse sentimento de responsabilidade, proporcionado pelas circunstâncias mais penosas, e desse modo só ficam os filhos mimados das famílias ricas – em uma nação que venera e mima a juventude – em ideais condições para se converterem em incompetentes sociais e emotivos.&lt;br /&gt;Afinal, só nos interessa a pergunta: “como viver ma vida mais feliz?”, e não pode ser feliz nenhuma vida a menos que, além das realizações superficiais da vida externa, se efetivem as tendência mais profundas do indivíduo. O celibato, como ideal sob a forma de “carreira pessoal”, traz consigo não só um toque individualista, mas também outro totalmente intelectual, e por esta última razão deve ser condenado. Sempre suspeito que o solteirão ou a solteirona que perseveram em tal estado por deliberação própria são uns meros intelecutalistas, por demais preocupados com suas realizações externas, e certos de que, como seres humanos, podem encontrar a felicidade em um defeituoso sucedâneo da vida doméstica, ou que podem encontrar um interesse intelecutal, artístico ou profissional profundamente satisfatório.&lt;br /&gt;Nego-o. Este espetáculo do individualismo, do celibato e da ausência de filhos, da procura do sucedâneo em “carreiras” e empresas ou em campanhas para impedir a crueldade para com os animais, sempre me surpreendeu como uma coisa tola e cômica. Isto é fisiologicamente sintomático no caso dessas velhas solteironas que procuram processar o diretor de um circo por sua crueldade com os tigres, pois despertaram suas suspeitas as marcas dos relhaços no lombo dos animais. Parecem provir tais protestos de um instinto maternal mal dirigido, aplicado a uma espécie inadequada, como se os verdadeiros tigres jamais se preocupassem com uns poucos relhaços. Essas pessoas tateiam vagamente em busca de alguma coisa, empenhando-se em convencer a si mesmas e aos outros de que ocupam um lugar na vida.&lt;br /&gt;Os louros dos triunfos políticos, literários e artísticos só podem produzir nos seus portadores um pálido, intelectual sorriso, enquanto é imensamente real e impossível de descrever com palavras e alegria de ver crescerem filhos fortes e sadios. Quantos autores e artistas estão satisfeitos com suas realizações ao atingir a velhice, e quantos as consideram tão-somente simples produtos de um passatempo, justificáveis sobretudo como meio de ganhar a vida? Contam que poucos dias antes da sua morte Herbert Spencer fez empilhar sobre a sua cama os dezoito volumes da filosofia sintética e que, ao sentir seu preso frio, perguntou se não seria melhor ter um neto em lugar desta obra. Não teria trocado a sábia Elia a totalidade de seus ensaios por um de seus “filhos de sonho”? Não duvido que tenha sido uma satisfação moral e estética para John D. Rockefeller a idéia de tanto haver contribuído para a felicidade humana em tão vastas regiões. Mas, ao mesmo tempo, não duvido que essa satisfação fizesse menor sentido quanto à vida privada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4994980048049748158?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4994980048049748158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/lin-yutang.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4994980048049748158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4994980048049748158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/06/lin-yutang.html' title='Lin Yutang'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4714238896554829531</id><published>2010-05-10T13:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T13:45:24.730-07:00</updated><title type='text'>"E os Subs Descobriram o volume...”</title><content type='html'>Antes a gente infernizava a vida deles. Eles trabalhavam e nós, os filhos, costumávamos ficar um pouco à vontade para algum barulho. Na época, as bandas de sucesso eram Titãs, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude... nossas mães às vezes compreendiam o porquê de tanta aparente rebeldia. Culpavam as músicas, assim como as culpamos muitas vezes de ter uma vida sofrida dos personagens de novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, um ou outro guri aumentava bastante o volume do som do quarto. Qualquer um pode imaginar o ódio visceral que se tem de ruídos quando se trabalhou a noite inteira. Mal começavam as músicas, algum dos poderosos “primeirões” clicava o interfone do imóvel funcional. Mãe atende, bate boca com a vizinha sobre sua liberdade e fechava a porta. Mas sentenciava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada de aumentar o volume. Ponha os fones de ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o “Sub” mandava em tudo. Inclusive no seu quarto. Da mesma forma que meus amigos respeitavam meu pai, a recíproca evidente era que sempre respeitei os deles. Não exatamente pela representação impositiva de seus uniformes, mas principalmente por serem os pais mais “fodas” dentre os pais dos coleguinhas, principalmente nas reuniões escolares. Não havia curiosidades sobre a profissão do padeiro. Todos sabem o que o padeiro faz: pão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diacho esses caras cheios de penduricalhos no uniforme faziam? Por que quando começavam a falar o cidadão comum fechava a boca e ouvia com atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apurávamos antenas. Não era incomum que enquanto os pais tomavam sua cerveja e conversavam confortavelmente no clube militar acompanhássemos como quem não quer nada os causos e situações que cada um expunha. Desde pequenos, percebíamos que entre uma cerveja e outra sequer reparavam os grandes feitos que realizavam. &lt;br /&gt;Outros coleguinhas mantinham-se entretidos com toda sorte de atividades. Uns gostavam de vôlei, outros ignoravam o sol escaldante do Distrito Federal e empreendiam um ou outro lance de basquete. Grande parte dos outros guris ia à piscina, revezava-se no “totó”. Pebolim era característica do clube, tão parte desse cenário quanto a batata frita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Homens como meu pai trabalhavam com telegrafia - e em decorrência disso não gostavam de música em alto volume. A característica do cidadão brasiliense que mora em apartamentos era, na década de 80 e 90, a discrição sonora. Hoje é compreensível o porquê dessa característica: havia algo inteligente na atitude de cada um em relação à música. Presumia-se que a liberdade que concedíamos a nós mesmos era extensiva aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também homens que trabalhavam com música. Um instrumento por homem em uma banda, e o conjunto de seu trabalho gera a música - mesmo no quartel. O problema é que nem sempre se toca a música que se quer, e a música sai "sem emoção". Músico militar dificilmente toca hard-rock ou qualquer coisa acelerada, são bons em tocar blues. Mas tinham consideração pelos telegrafistas, e sequer tocavam seus instrumentos dentro de casa. Não havia sequer ânimo para isso. Músico também gosta de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: se eu me autorizasse a ouvir “Clitóris” de Titãs em volume exagerado, concedia automaticamente aos religiosos o direito de ouvir em igual amplitude suas músicas. Iniciava-se deste modo uma disputa sonora que costumava resultar numa franca disputa de equipamentos potentes. O toma lá, dá cá durava algumas músicas.&lt;br /&gt;Breve alguém clicava o interfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando houvesse a possibilidade de desavença por motivo tão pouco fundamentável, os antigos acionavam o “poder moderador”, representado no prédio onde tornei-me adolescente e adulto pela figura do zelador. “Seu João” era respeitado pelo mesmo motivo que nossos pais. Era pai de um de nossos amigos. Ninguém tinha interesse em causar desagravos com Maninho. Maninho, como o nome já supunha, era “brother” de todo mundo. Quando Seu João manifestava-se intervindo na situação o volume era reduzido e passávamos meses ouvindo música discretamente, com o fone de ouvido que dispuséssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do fone de ouvido é que ele não reproduzia todos os detalhes das músicas. A falta de qualidade dos fones não permitia ouvir os tons mais graves e eram demasiado frágeis. Em pouco tempo era comum que deixassem de funcionar corretamente. Quando pifavam, muitos abandonavam a idéia de ouvir música. Casas tornavam-se silenciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença de gostos musicais na própria família era gritante. Os pais gostavam dos hits da década de 70, normalmente contida em discos de vinil. Associavam a idéia de ouvir música às próprias personalidades de seus cantores e pode-se dizer que foi uma época pródiga na produção de música. Nomes comes como Abba, Rolling Stones, Amelinha, 14 bis são comuns em vinis dos que gostavam de música na vida urbana de Brasília. Seus filhos migravam aos poucos de Michael Jackson e Legião Urbana para Dire Straits e Ultraje a Rigor. Assim era o ambiente sonoro médio de uma família urbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também bandas locais. Essas faziam a felicidade do candango do plano piloto porque produziam música com a cara do que assistíamos. Os afortunados filhos de militares, políticos e empresários difundiam as músicas mais interessantes de seus amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandas como Zamaster, Capitães do Cerrado e uma série de outras referências quase desconhecidas alimentavam o arsenal de música dos adolescente, em cada Walkman. Os Walkman eram uma espécie de Mp3. Gravavam música em fitas que eram disputadas e divulgadas entre amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adolescência fluiu alimentada de músicas. Mantínhamos a reserva de não incomodar nossos pais com as que mais interessavam: o rock manifesto. Era um tipo muito próprio de música que tinha por objetivo expressar o mesmo de qualquer cronista: o cotidiano. Só que com muito mais atitude. É o que me lembro.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Acordei numa segunda feira. Rotina. A rotina da escala de serviço é não ter rotina. Na tarde anterior, o sub lá de casa decidiu ouvir suas músicas no carro. No meu carro. Se na década de 80 o que o automóvel possuía era um modesto rádio AM/FM e dois alto-falantes Arlen, hoje sensores de laser decodificam dados e geram som em volume muito mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê a chave da Saveiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou o silêncio de domingo. O primeiro sub telegrafista descobriu o botão de volume - E viu que era bom. Se antes estava condicionado a reduzir o volume de seus fones para poupar sua audição da exposição excessiva à telegrafia, descobriu também que aumentando o som percebe detalhes que antes passavam despercebidos pelo baixo volume ao qual estavam acostumados. Não sei o que deu na cabeça dele de ouvir samba. Não era costume.&lt;br /&gt;À noite, rendição. Outro sub telegrafista próximo expressa também sua expressão. Música evangélica. Não chegou a incomodar, mas compartilha o pensamento da paz de domingo, da elevação à melhor das finalidades da música: louvar a vida e a consciência. Quem sabe gerações futuras inventem o “gospel-manifesto”? Tudo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se assume a chance de fazer algo pelo seu próprio mundo, precisa de descanso. É muito trabalho para quem aceita fazê-lo. Assim como fazíamos no passado, hoje somos infernizados por um ou outro fator natural. A diferença é que hoje é possível fazer diferente. Não é mais necessário pressionar a tecla do interfone. Todos estão condicionados a restringir a si mesmos e abaixam após alguns minutos o volume. Mas o hábito permanece, sabe como é. Ainda dá vontade de tocar o interfone e solicitar as providências cabíveis para um excelente domingo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez passa batido, mas da próxima vez tocarei o interfone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pedirei que repitam algumas músicas.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4714238896554829531?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4714238896554829531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/05/e-os-subs-descobriram-o-volume.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4714238896554829531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4714238896554829531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/05/e-os-subs-descobriram-o-volume.html' title='&quot;E os Subs Descobriram o volume...”'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3698028244884304980</id><published>2010-04-25T18:35:00.001-07:00</published><updated>2010-04-25T18:37:14.749-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domingo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folga'/><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>Domingo é um dia de reflexão diferente. É o dia em que qualquer brasileiro se prepara para a segunda-feira. Gosto de contemplar o andamento de nossos esforços e planejar como será a semana. Esse momento de reflexão que se renova cada semana torna os homens mais diligentes mais laboriosos, uma situação que o chinês Lin Yutang recomenda para a mais completa ociosidade. &lt;br /&gt;Sem telefone funcional a tocar, colegas de interesses comuns a aborrecer com o resultado do futebol, o “pensar” é muito mais sereno. Em especial quando ninguém exige sua atenção, o que naturalmente consiste no inferno de um homem casado. &lt;br /&gt;O homem solteiro tem muito mais tempo que o homem casado para ser eficiente. Seu tempo não é dividido em dois – ou três, quatro, cinco – pontos de atenção diferentes. Diria que é recomendável aos solteiros desenvolver aptidões e capacidades relevantes para seu cotidiano futuro. A vida adulta exige graus de aptidões a cada geração de conhecimentos diversos e de nível elevado. &lt;br /&gt;Domingo muitas vezes é o dia que a gente lembra o quanto o homem casado precisa de tempo para si. O solteiro o tem em excesso, a ponto de não reconhecer seu desperdício em diversão de baixa qualidade como algo de se ter vergonha. Ir a um bom barzinho é um bom objetivo para um dia de domingo tanto para casados quanto para solteiros. A ressaca é que costuma ser diferente para cada um. &lt;br /&gt;Sinto-me muitas vezes um solteiro especializado em parecer casado. Negando-me a tentar enganar as mulheres sobre o que não sou, muitas vezes percebo-me sabotando possibilidades de êxito sexual sendo chato. Justifico-me no seguinte:&lt;br /&gt;Algum idiota dedurou a estatística que diz que mulheres têm necessidade compulsiva de falar pelo menos oito mil palavras por dia. É uma necessidade de comunicação que um homem que assuma profissões importantes tem dificuldades em cumprir.&lt;br /&gt;Como toda profissão alimenta seus filhos e sua própria vida adulta, toda profissão é importante. Muitas são críticas, exigem um comprometimento maior que o convencional. O fato é que nem todo marido pode disponibilizar tempo para atender os caprichos de sua cara-metade. E isso é um inferno.&lt;br /&gt;Já o problema do solteiro é quem ele vai “escalar” para o domingo.&lt;br /&gt;Os solteiros mais perigosos são os que estabelecem estratégias para assegurar seu tempo livre. O tempo livre permite avaliar problemas e gerar pessoalmente as soluções. O solteiro pode passar o dia inteiro pensando estratégias diversas para começar uma segunda-feira botando pra foder.&lt;br /&gt;A pior coisa que um homem casado pode fazer é um problema com um solteiro. Sua margem de concentração está comprometida com sua família. Seu eventual mau-humor não pode estragar as fotos dos eventos familiares. Do homem casado diligente, mal sobra disposição para as compras.&lt;br /&gt;O solteiro faz o que mantém o homem ativo. Mesmo fumantes veteranos que têm alma de solteiro fazem o impensável com bicicletas, andam de moto no cascalho solto, arriscam-se a reconhecer os limites de maneabilidade de quaisquer de seus veículos. Tornam-se especialistas em deslocamento ligeiro em condições adversas. Para isso, desafiam sua própria capacidade.&lt;br /&gt;O casado evita a todo custo entrar ou estar na frente de um solteiro. Todo solteiro perigoso é um bom candidato a homem bomba. &lt;br /&gt;Qualquer homem que possua família deve saber reconhecer a coragem do homem casado que se permite voltar a ser solteiro. Abrir mão de tudo o que importa é algo para o qual ninguém nasceu. É necessário muito desprendimento para não se deixar levar pela fúria de perder a convivência dos seus para continuar cumprindo responsabilidades.&lt;br /&gt;Isso faz qualquer cabra macho querer comer o fígado de qualquer filho da puta que lhe pareça conveniente. Felizmente, quando o homem se separa, aparece um monte deles. É só escolher alguns para imolar em sacrifício ao seu oráculo preferido. Militarmente, o meu é o regulamento.&lt;br /&gt;Aprendi a trabalhar ou até torcer todos os regulamentos. Inclusive de trânsito.&lt;br /&gt;Domingo é dia que o trânsito está fervilhando. Dia que as pessoas costumam sair em suas velocidades próprias. Vario constantemente a velocidade na qual dirijo. Hoje foi dia de andar à paisana, ou seja: devagar. Sem chamar atenção, chamo intimamente direção velada. Aquela que o cara sai para sentir a cidade, sacar os acontecimentos.&lt;br /&gt;Avenida de acesso, barzinho na esquina. À direita da pista de rolamento um estacionamento de espaço exíguo. Motoristas dando marcha à ré bêbados. Vira B.O. ou papo de MSN. Passei ao largo. &lt;br /&gt;Solteiro recém-reabilitado, registrei as bundas das peguetes. Tudo cachorra. Playboys, barões da pesada e solteiros com algum dinheiro passando o cerol na geral, catando as mais saidinhas para o motel escondido atrás do posto. Metem geral, até em mulher de malandro. Caixão e vela preta. Os playboys do centro da cidade muitas vezes invejam a liberdade dos fodidos da periferia, que têm muito mais diversidade em opções de mulher. Não falta cachorra nas periferias.&lt;br /&gt;Continuei dirigindo. Aprendi que quando ingresso nesses ambientes, perco tempo considerável e dinheiro. As mulheres desses ambientes têm manias diversas, fogem ao controle facilmente. Para ser vista comigo, mulher tem que ser confiável e de fidelidade espartana.&lt;br /&gt;Enquanto dirigia, pensava na segunda-feira. Diversos assuntos pendentes. Constato constantemente a necessidade de tomar medidas indesejáveis. Uma delas é fazer o reconhecimento IFF. Identification Friend or Foe. Plotar os oponentes.&lt;br /&gt;Começa-se pelos casados. São presa fácil. Há um deles que interfere de modo negativo na vida de outros casados. Tá fodido comigo. Há anos venho me decepcionando com seu comportamento. Estou de olho há tempos.&lt;br /&gt;Esta semana poderá ser memorável. &lt;br /&gt;Próximo domingo poderá ser glorioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3698028244884304980?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3698028244884304980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/domingo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3698028244884304980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3698028244884304980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5907684907593053948</id><published>2010-04-19T08:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T08:36:12.952-07:00</updated><title type='text'>Sigma</title><content type='html'>"Seu" Kanitz tinha razão. Dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sempre haverá pessoas malucas no mundo. E para cada 1.000 pessoas malucas haverá uma pessoa supermaluca, um "6 Sigma"*. E entre cada 1.000 dessas haverá uma mais maluca ainda, gente a quem vou chamar de "7 Sigma". Pessoas inteligentíssimas e competentes, mas que estão longe do padrão normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, um desses malucos, de mal com a vida e o mundo, poderia sair matando uns vinte inocentes no mercado principal, até que os cavaleiros do rei lhe cortassem a cabeça. Nos anos 80, um terrorista matava 200 com uma bomba numa estação de trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, graças ao avanço da tecnologia, um maluco pode seqüestrar um avião e matar 2.000 pessoas. Daqui a alguns anos, correremos o enorme risco de um "7 Sigma" modificar um vírus da gripe e misturá-lo com o vírus da Aids, e então veremos 80% da população mundial e brasileira ser dizimada, se não percebermos esse novo problema que nos assola. A luta contra esse terror não é exclusivamente americana, como muitos estão comodamente achando. Um vírus aéreo da Aids lançado em Nova York em dois meses estaria sendo respirado em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como identificar um "7 Sigma" antes que ele faça um estrago grave é um problema sério que o mundo poderá enfrentar nos próximos cinqüenta anos. É um problema policial-sociológico-jurídico-político absolutamente novo e exigirá soluções muito ipopulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, como identificar essa gente maluca com nossos valores de privacidade, sigilo e liberdade? Como identificar os "7 Sigma" sem impor um Estado policial, numa cultura que abomina o "dedo-duro"? Como prendê-los sem muitas provas de suas malucas futuras intenções? Como condená-los à prisão se ainda não cometeram o monstruoso crime?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do 11 de setembro, esse perigo ficou mais claro para o mundo, mas o governo americano mudou de enfoque e demarcou países como o Iraque e a Coréia como perigosos, e não os futuros "7 Sigma" espalhados por aí. Em minha modesta opinião, isso é um erro. Saddam e seus filhos queriam poder e dinheiro. Quem quer dinheiro e poder avalia seus limites. Bin Laden e seus suicidas queriam vingança, e isso sim é um perigo assustador. Vingança a qualquer preço, para si e para os outros, e quem está disposto ao suicídio já ultrapassou qualquer limite de razoabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como também queria vingança o criador do vírus Sobig.F, que chegou a contaminar um em cada dezesseis e-mails, e preparava um enorme ataque ao site da Microsoft, destruindo e-mails de médicos a seus pacientes, pedidos de remédios e chats de apoio psicológico, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo erro da doutrina Bush é que ela quer implantar democracias liberais no resto do mundo como solução. Mas democracias liberais são justamente aquelas que não acreditam em um Estado que controle a população, e sim numa população que controle um Estado. Justamente o contrário do que precisamos para proteger a nação de um "7 Sigma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos já implantaram redes neurais que supervisionam movimentos de pessoas, de cheques e sinais estranhos na população. Mas quem vai supervisionar o mundo? Os americanos, a ONU, cada país por si ou a polícia montada canadense? É uma bela encrenca a ser resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, o que ocorre é que o mundo está avançando em termos de tecnologia muito mais rapidamente do que em termos de psicologia, sociologia e política. Um único indivíduo instruído com um bom laboratório nos fins de semana tem acesso a tecnologia de destruição capaz de dizimar o mundo. Talvez o risco dos "7 Sigma" não seja tão grande quanto estou supondo, e vão me criticar por alarmismo. Eu também prefiro achar que não vai acontecer nada, mas e se der zebra e não estivermos preparados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão dizer que o ser humano no fundo é bonzinho e não faria mal a ninguém. Esquecem que todo dia hospitais, indústrias de remédios, médicos e dentistas perdem arquivos valiosos por causa de 7.000 vírus que andam rodando por aí, plantados no sistema por alguém, sem alvo definido, sem medir conseqüências. Eu sinceramente preferiria discutir um pouco mais essa questão em vez de ignorá-la como estamos fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sigma é uma medida estatística de desvio da normalidade. Quanto mais Sigma, mais anormal. Estima-se que existam mais de 650.000 pessoas "6 Sigma" no mundo e 1.650 pessoas "7 Sigma". O drama é que não se sabe quem são."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Veja, Editora Abril, edição 1820, ano 36, nº 37 de 17 de setembro de 2003, página 22&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5907684907593053948?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5907684907593053948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/sigma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5907684907593053948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5907684907593053948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/sigma.html' title='Sigma'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7380101774961833466</id><published>2010-04-13T15:31:00.001-07:00</published><updated>2010-04-13T15:31:59.965-07:00</updated><title type='text'>Cirque du Ralé</title><content type='html'>Circo da ralé, ou circo do rala, tanto faz. O tempo parece fluir diferente quando se trabalha com aviação. A gente rala com horários mais críticos que o restante da administração aeronáutica, fica acelerado porque está condicionado a trabalhar inclusive à noite. E essa mosquinha certamente morde todos os integrantes de minha unidade. A questão é a de sempre: alguém tem que perder o sono para que os outros durmam bem. E há quem o faça com relativa abnegação. Busco ser um deles, mas admito muitas vezes ser pessoalmente inútil fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo muitos outros exemplos de desprendimento que mostram muito valor prático, demonstram como é importante a coisa certa na responsabilidade do indivíduo certo – preparado. Vejo pessoas que processam quantidades descomunais de documentos, principalmente nas seções de pessoal. Essas pessoas merecem que o produto de seu trabalho seja referenciado. Gostando ou não do que fazem, realizam-no mesmo sob resignação. Cada um cumpre a missão que lhe é confiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de missões, estabeleça as suas se for o caso. Dirijo-me em especial às pessoas que pretendem ou percebem permanecer até a oportunidade de passar a responsabilidade para os mais jovens e finalmente se aposentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi trabalhar pela manutenção do ambiente. Tornar mais fácil a vida de todo mundo. Minhas mais desvairadas atitudes têm por objetivo dar o exemplo, mesmo o exemplo do que acontece quando você erra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Nós todos erramos e eu também. A diferença é que muitas vezes sou voluntário para fazê-lo e confirmar ou não o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O macete é saber justificar meus erros. O papo de explica, mas não justifica aceita quem quer. Já aceitei porque acho estupidez discutir com doido. Só doido para punir um doido, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um doido para não considerar as condições de trânsito de quem mora longe, e entrega pilhas de papel em seções diversas. Nunca entendi muito bem porque discriminamos naturalmente quem usa cabelo “reco”. Recruta é o servidor mais digno das forças. É quem sem entender nada continua doando a melhor fase de sua vida por seu país. Só um doido para não reconhecer esse fato. Já conheci alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria deixar claro que sou do bem. Não tenho o hábito de desejar mal para ninguém, a não ser que esteja extrapolando. Muitas vezes tenho mais apreço pelas pessoas do que elas mesmas têm por si. Busco potencial mesmo nas pessoas ditas insuportáveis. Isso aplaca minha fúria ou desgosto com o desenvolver pífio e dificultoso de nossas atividades diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui cheguei não por voluntariar-me, sim por ter sido escalado. Cap.-Inf.-Aer. Paixão decretou meu voluntariado. De 1993 até aqui servi sem precisar de nenhum motivo para permanecer. Estou condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já que estou aqui, estou escrevendo esse artigo para meus companheiros. Do soldado mais moderno da guarda até o comandante da Força. E pretendo distribuí-lo pessoalmente. Tenho curso de estafeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...o que pode ser feito no papel.” – foram as ordens. Pois bem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário revitalizar a dinâmica de processamento administrativo da maior parte das unidades. Para fazê-lo, seria necessário adequar o número de pessoas que o processam, ou reduzir o montante de documentos necessários a cada ato administrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso tomar por exemplo o Cindacta1. Foi o único lugar onde trabalhei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minhas experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versa a experiência muito particular, registrada do modo mais lúdico possível. &lt;br /&gt;É difícil concatenar numa história única o aprendizado geral de voluntário. Voluntário, em sua extensa abrangência, relaciona desde a cruz vermelha até o serviço militar em entendimento cívico próprio. &lt;br /&gt;Mas que não se deixe enganar. Mencionado o civismo, faça-se com a autoridade de bom ouvinte das aulas de OSPB. Organização Social e Política Brasileira não é mais matéria ministrada – explica-se o hiato contemporâneo, o constante insucesso de todo um país na erradicação de nossas pequenas incompatibilidades sociais.&lt;br /&gt;E como aborrece. Na rua, o que tem de “autoridade” não está no gibi. Alguns confundem um pouco seu campo de ação. Curioso como no Brasil, o fiscal do IBAMA pode mandar para a jaula qualquer cidadão que decida aproveitar um tatu atropelado acidentalmente. Farofa dá cadeia. E com a mesma facilidade com que um policial urbano enquadra, sugere propina o que – num evidente eufemismo – chamo de “condicionamento pecuniário-discricionário”. Corrupção.&lt;br /&gt;Situação estranha, a do fiscal do IBAMA. Por mais que haja tocaia na mata, o comércio de passarinhos prossegue. Um bote errado, e o incauto fiscal pode invadir a casa de um meliante. Caso a verdadeira polícia apareça pouco após a invasão de propriedade, é melhor haver pelo menos um passarinho na bendita casa.&lt;br /&gt;Ou o fiscal do IBAMA vai para a jaula. Escoltado pelo colega – o policial de verdade.&lt;br /&gt;É corrente que para cada poder reconhecido, o ser humano proporciona leis que o regulem. Talvez se trate do senso comum, para o qual pouco importe o poder, se não há controle. &lt;br /&gt;Seara e linguajar muito próprio e íntimo a aeronavegantes. Num esforço de subida, mesmo manete à frente, inclinação excessiva resulta em stol. Esse “balance” entre empuxo e atitude da aeronave expressa a característica de vôo de cada piloto. Em tempos de boa remessa de material, pilotos comerciais deixam de contabilizar seus pousos duros, resultando em desgaste notório. Nos dias de penumbra financeira das empresas, as listas de “comedores de pneu” correm frouxas nas estatísticas da companhia. O RH entra em ação com a conseqüente renovação de quadro.&lt;br /&gt;Acontece em qualquer empresa, bobagem negá-lo no Estado brasileiro. Antes se tratasse de exagero literário! O valor contributivo de cada posição de trabalho, na estrutura do Estado, tem significados diferentes entre os próprios membros da sociedade. Somos, em divina essência, uma grande mistura de culturas muito próprias que formam a nacionalidade do Brasileiro.&lt;br /&gt;Divertido pensar como aprendi nos livros de OSPB. Aprende-se, por exemplo, que o Serviço Militar Obrigatório não é uma obrigação, mas um privilégio. O privilégio de defender pessoalmente o território de seu próprio povo. Pensassem todos de modo único – integrado – teríamos uma realidade. Muitas culturas pagariam pelo benefício de operar pessoalmente os caças de sua nação. Isso dá materializa a essência do voluntariado. Voar de graça.&lt;br /&gt;Observar a forma como cada país defende seus cidadãos das mazelas locais costuma ser útil. Conhecer o espírito de corpo e seu efeito agregador nos permite lançar realização à sóbria e civilizada tranqüilidade, o espírito combatente permanece. Quase sempre latente.&lt;br /&gt;Medir o valor do esforço ou dedicação de cada integrante do Estado no interesse de atender sua sociedade muitas vezes é inconclusivo. Mesmo opiniões profissionais costumam mudar, de tempos em tempos. É a adaptação natural à situação, em que o novo costume predomina sobre o velho. Crê-se que a idéia se contraponha daí ao conceito de antiguidade. Na relação castrense há um bloqueio natural de comunicação. Chamo essa característica “comunicação de trânsito condicionado”.&lt;br /&gt;Atualmente na graduação de 2º Sargento, não vislumbro competência regulamentar para alguns assuntos. No momento em que escrevo o presente artigo, observo o descampado contíguo ao radar TRS2230. De minha janela busco observar com alguma atenção o tráfego indesejável nos arredores do que, em tempos mais brandos, era denominado DPV-DT GA. Todo farol cruzando o cerrado detém naturalmente minha atenção. Não há motocicletas no patrimônio da Unidade, logo não se trata da equipe de serviço.&lt;br /&gt;A Polícia Militar do Distrito Federal tem motocicletas. As pesadas e desajeitadas Falcon 400, que dificilmente apresentam o desempenho observado. Além disso, não compete à mesma o policiamento de zona militar. E ponto final.&lt;br /&gt;Alguns de meus conhecidos andam de moto. Conheço-os um a um, à intimidade necessária para reconhecer sua tocada noturna. A forma muito pessoal como conduzem seus veículos utilizando o máximo do desempenho comum. Mesmo utilizando trilhas e estradas de terra, dominam como ninguém o asfalto. Sabem, também, que não devem andar naquele setor. Sabem que o condicionamento à mentalidade de segurança faz com que, mesmo não estando em serviço, surjam imprecações de alguns desajeitados graduados.&lt;br /&gt;Logo, quem ousa adentrar terreno de unidade contígua a vilas militares concorre e submete-se a uma série de inconvenientes. É possível que seja pego não pela equipe de serviço formal, mas por qualquer um que se disponha a persegui-lo com pertinácia e desempenho. Gente que não se incomoda em agir como se em serviço estivesse, e fundamentasse suas ações conscientemente no regulamento militar ou seu credo pessoal, não importa. Nessas horas, vale até religião para conter a guerra – ou ganhá-la de imediato. Ato que se espera de qualquer indivíduo disposto a transpor as limitações legais e tenha a ação imediata desejável de qualquer sentinela.&lt;br /&gt;Qualquer voluntário. Basta iniciativa.&lt;br /&gt;Essa idéia não contempla entretanto o processo orgânico corriqueiro, de comunicação funcional. Quando observo motocicletas perambulando às voltas de uma Organização Militar pouco posso fazer. Uma “Parte administrativa” de meu rank dificilmente avançaria ao conhecimento de outros grandes interessados: as cadeias de comando superiores. O avanço da informação fica condicionado à conveniência de sua cadeia de comando, a saber, qualquer superior hierárquico.&lt;br /&gt;Se o superior não participar do mesmo ponto de vista, acabou-se a informação e o presente artigo.&lt;br /&gt;Mas se a comunicação for desenvolvida de modo sistêmico, grandes resultados no objetivo comum são geralmente obtidos, aumentando a segurança de unidades contíguas à população civil. &lt;br /&gt;Na prática, sem a devida organização não enseja qualquer esforço para tal. Veredas legais desestimulam a iniciativa. Há assuntos prioritários, em diversos setores. Substituição de armamentos defasados, treinamento contínuo e extensivo à camada baixa da população, alimentação dos batalhões...&lt;br /&gt;Uma infinidade de objetos burocráticos repetitivos.&lt;br /&gt;Dificuldades que são transpostas com algum conhecimento pessoal. É onde entra a arte de cada um, o modo de lidar com situações, quer sejam administrativas ou operacionais, de modo a resolvê-las com maior presteza possível.&lt;br /&gt;Outra carência detectável na cultura do obscurantismo do silêncio das comunicações é por conseqüência a virtual falência financeira à qual se submete o efetivo. A maior parte dos militares dedicados a atender setores estratégicos de benefícios indiretos para o país encontra-se em situação econômica restrita. Não acumulam quaisquer rendimentos evidenciados, o que em caso de grandes reviravoltas do mercado significam a deterioração da qualidade de vida de sua família.&lt;br /&gt;Na aviação muito se observa e aprende. Um dos quesitos mais importantes nesse empreendimento moderno é a conectividade de soluções. A evolução desta necessidade resultou em empresas de excelência em serviços, com base na capacidade criativa de seus integrantes, cujo desempenho muitas vezes alavancava seus empregadores no mercado. &lt;br /&gt;O histórico de paz do brasileiro permite alguns luxos e desperdícios administrativos que teriam sérias conseqüências em caso de mobilização emergencial. Essa é uma constatação que não dá senso de crítica ou censura, trata-se de um fato com o qual o brasileiro médio, conforme amadurecendo seu conhecimento, preocupa-se. Um dos desperdícios aos quais me acostumei foi a contínua perda de capital intelectual em nossas fileiras.&lt;br /&gt;Por instrumento legal, alguns dos quadros mais importantes de nosso contingente são temporários. Havendo a oportunidade de realizar um serviço de guarda com uma Oficial bibliotecária, inteirei-me da necessidade de criação de um arquivo técnico-histórico. Dispunha a mesma de poucos integrantes que pudessem dar desempenho desejável à missão.&lt;br /&gt;Senti-me compelido a ajudá-la de alguma forma. Entretanto, minha destinação legal na cadeia de comando relacionava-se com atividade relativamente distinta, de comunicação. Concluí que meu superior imediato poderia necessitar de meu conhecimento no decorrer dos anos seguintes, cuja premissa era de acentuar a escassez de efetivo. Não sendo de meu agrado desfalcar uma estação Principal de Área, busquei não alimentar intenção de mudar de ares, como diversas opiniões o haviam sugerido.&lt;br /&gt;Ocorreu-me a necessidade de fundamentar um auxílio próprio, na limitação de minha competência, sem prescindir da capacidade legislativa em atender a ambos.&lt;br /&gt;Decidi por reservar alguns minutos por dia para visitar a biblioteca. E em cada visita, fazendo-me valer da lei 6.880, de 09 de dezembro de 1980 em seu artigo 37, poderia complementar a atividade, na instrução ou administração. Bastava levar o conhecimento histórico dos dispositivos administrativos aos quais era íntimo quando ainda era soldado. Havendo trabalhado no expediente durante alguns anos, tornei-me afeto a atos administrativos, compreendendo de forma natural sua formação e reflexos legais. &lt;br /&gt;Favorece-me até hoje ter participado de três cursos de formação militar e um de especialização de soldados, onde somam quatro cursos avaliados de regulamentos. Inclusive disciplinar e penal.&lt;br /&gt;Talvez por isso, tenha auferido êxito em concluir dezesseis anos de serviço com poucas detenções.&lt;br /&gt;Na verdade, causa-me pouca comoção receber partes disciplinares. Acho curioso que na falta de enquadramento consistente, já tenha recebido punições questionáveis por ter trabalhado mal. Uma das mais marcantes foi alusiva ao plano de vôo de uma aeronave militar. A equipe inteira foi punida pelo serviço onde somente um operador poderia tê-lo errado!&lt;br /&gt;Mas o termo por ter trabalhado mal influencia até hoje o entendimento de minhas alterações. Motivo pelo qual não há o menor esforço pessoal no sentido de ser transferido para qualquer outra Unidade. &lt;br /&gt;É característica muito comum ser mais eficiente na área onde se tem natural motivação. “Necessidade faz o sapo pular” diz o ditado que, decerto, não é vão.&lt;br /&gt;Tenho necessidade quase patológica da sensação de catarse. Aquela sensação de alívio que se tem a cada etapa vencida. O êxito em qualquer atividade é o verdadeiro tonificante para o esforço realizado. Catarse é a satisfação da realização. Algo como: você se priva da liberdade para trabalhar, e do trabalho advém catarse financeira. Só isso. E suficiente.&lt;br /&gt;É diferente da adrenalina. A adrenalina sugere um estado de excitação perceptiva. Quem se habitua a viver sob os efeitos sensoriais do MotoCross, por exemplo, tem necessidade de vivenciar situações mais arriscadas. &lt;br /&gt;Traz-me catarse poder depurar eventualmente minhas próprias experiências, buscando o aprendizado de qualquer situação, positiva e negativa. A emoção do “fui eu que fiz” suplanta a vontade de ficar quieto por uma mesada. Minha experiência com o sabre alado conduziu-me exatamente para a seção onde comecei minha especialização, assim como minha experiência marital devolveu-me à residência de meus pais. &lt;br /&gt;A percepção de riqueza ou pobreza, valor ou irrelevância de cada situação varia para cada um. Os acontecimentos de um dia, um ano, ou uma vida inteira pode estar mais vividamente na consciência para alguma pessoas, e outras não.&lt;br /&gt;Consciência é o que discerne o indivíduo responsável, o desejável para desempenhar papéis ou atividades em que devam ser realmente capazes de agir. Pode-se afirmar, desse modo, que o que se espera de um bombeiro é a máxima eficiência humana em combater incêndios. É o que presume a vasta documentação que rege seu funcionamento.&lt;br /&gt;Quanto ao policial, o que se espera é que policiem a vizinhança. Não que tornem um inferno a vida de quem trabalha com atividades mais complexas que a de multar apressadinhos. No universo dos apressados, há muita gente realmente ocupada. &lt;br /&gt;Gente como o Otto. Otto era um cara quietão, do tipo que entra mudo e sai calado. Mas era um cara que prestava atenção e não dava trabalho. Era terceiro sargento e eu, soldado, imaginava a moral, traduzida em conhecimento profissional, do futuro Suboficial Otto.&lt;br /&gt;Enquanto terminava de protocolar os radiogramas, via seu exemplo. Por ser quieto e  consciente, provavelmente percebia o modo imprudente como viviam seus convivas. Havia os que vibravam com quaisquer bobagens que instalássemos. Havia também os que nunca estavam satisfeitos. Otto parecia não pertencer a um grupo, nem a outro. Era, decerto, um dos mais discretos militares que conheci. &lt;br /&gt;Trabalhou comigo, na estação V-26. Lembro-me dele trabalhando também para o Centro Operacional Integrado. Defesa Aérea. Morreu no acidente da Gol, pouco foi comentado. Morreu anônimo como viveu.&lt;br /&gt;Não houve Suboficial Otto.&lt;br /&gt;"Cada um na vocação em que foi chamado, nela permaneça." (Vulgata)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez minha vocação seja ajudar a justificar meus conterrêneos. Se há algo que aprendi com o melhor que encontrei, muitas vezes penso em Cristo. O exemplo divino se manifestando no físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível perscrutar o que se passava na mente do Mestre. Ao finalmente compreender a origem pouco desenvolvida dos homens e tomar conhecimento de sua pouca compreensão, apiedou-se de tal forma que decidiu justificar pessoalmente ao Pai por todos os demais. Mas o efeito foi muito além dos fatos: Cristo, mesmo sujeito a muito mais que a perda de seu conforto deu o exemplo que somos apenas os meios, mas com toda a importância: somos os meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios por onde a própria Criação pode sentir-se amada, revigorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nunca compreendi muito bem o termo “pegar ‘fulano’ para cristo”. A condenação, representada pela crucifixação, talvez seja parte de um processo onde seu exemplo renderá o desenvolvimento de toda uma nova mentalidade. Uma mentalidade superior aos ensinamentos anteriores. Essa mesma relação de envolvimento humano-metafísico repete-se e espelha-se em vários aspectos de nossas vidas. Na verdade, elas são determinantes nesse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior ensinamento tácito que tenhamos recebido é que não precisamos de oponentes para sermos felizes. Países não-beligerantes agem dessa forma. Talvez esse sentimento de paz, numa medida muito própria do que acreditamos possuir por paz, leve-nos muitas vezes a afirmar que Deus é brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que negá-lo? Que melhor momento para a paz do que aqui? Que época é melhor do que agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inventor do miojo deixou um aprendizado muito sincero: ”Enquanto houver comida, a paz está assegurada”. Há algo fisiológico no ser humano que o determina assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saciedade é um dos motivos de apaziguação. Apaziguado o estômago, a mente ou o espírito é que o ser humano médio adquire o melhor estado de reflexão. Uma mente desprovida de energia é como um motor poderoso sem combustível. Com potencial, mas inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpondo essas constatações para a sociedade da qual participo, não é de se estranhar a desmotivação dos rostos de alguns grupos. Se é fácil receber um sorriso natural e afável nas quadras do Plano Piloto, não se o percebe igualmente no Pedregal. Talvez com o decorrer do tempo seja possível em qualquer lugar do Distrito Federal encontrar gente disposta, positiva e atuante. Essas características, entretanto, estão relacionadas com a qualidade de vida de cada indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no Serviço Militar brasileiro que há teoricamente a participação isonômica de três, das quatro classes sociais básicas: filhos dos ricos, pobres e da oscilante classe média. Dentro dos quartéis homogeneizamos a convivência de três tipos representantes da evolução financeira e social de nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se distribuem esses indivíduos? Como estabelecer uma linha média de suas características pessoais e potenciais? No modo como adquirem e gerenciam seus recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos dos ricos evitam servir. Vêem a atividade como pouco rentável e buscam a realizar as atividades que dão maior retorno pessoal. Raros os que decidem dedicar-se ao meio militar. É mais fácil encontrá-los entre os oficiais superiores e generais. Não constitui regra, entretanto. Mas os poucos exemplos da classe pobre que atingem as maiores esferas de decisão sempre são referenciados por sua distinção. O restante é o que chamamos de “moita”. O cara que evita aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos da classe média costumam ingressar em uma de duas situações: via oficialato ou pelas escolas de formação de graduados. Normalmente, o serviço militar não é sua melhor opção, mas costuma ser a válvula de saída quando a pressão da competição por resultados se mostra superior aos seus esforços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos dos pobres costumam ingressar nas forças como graduados ou praças. Não raro demonstram capacidade e passam a integrar o oficialato. A capacidade “política” desses raros exemplos definirá se atingirá os grandes comandos ou permanecerá confortavelmente em seções estáveis. Na grande parte das vezes, entretanto, permanecem soldados. As condições de ascensão de soldados são indiscutivelmente mais difíceis que as oferecidas aos sargentos. Isso advém de seu desgaste geográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível afirmar que grande parte dos oficiais reside a menos de 15 km do quartel. Praticamente dentro da cidade. Isso facilita o acesso de tal modo que não se torne um suplício vencer o trânsito crescente das cidades, permitindo-os acordar confortavelmente a partir das 7:00h da manhã, configurando uma noção muito própria de classe média. Já os graduados moram em média até 25 km de seu trabalho. A distância adicional é suprida pelo empenho de suas energias financeiras na aquisição de veículo próprio. Muitos fazem de seus veículos próprios objeto do serviço e buscam ma medida do possível, permitir-se dessa forma ao máximo de sono possível. Buscam viver como a classe média. Soldados residem em médias superiores a 30 km do quartel. Não raro chegam atrasados, e no grande grupo de escoteiros, onde massificamos os filhos de nossos integrantes, são os mais punidos. A diferença é que do tempo quando o regulamento foi elaborado para os de hoje há muitos obstáculos a transpor para evitar dissabores administrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba-se que em nenhum momento, citei a existência de ricos no quartel. Minha definição particular de rico estende-se a pessoas que acordem naturalmente, sem o desespero da falência a que causaria sua ausência em qualquer envolvimento importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero rico, por exemplo, qualquer playboy dirigindo um bom importado nas ruas do Lago Sul. O que o torna rico em meu ponto de vista não é o relógio singular, a qualidade inegável de suas roupas ou o veículo confortável. É o tempo livre que suas condições no país o oferece. E o país, assim como seus pais, oferece mais ainda: ele pode dormir despreocupado toda noite, contando com a eficiência de seu governo para que possa dormir sossegado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciei essa distinção certo dia, ao abastecer “minha” motocicleta. As aspas são pertinentes, se contar do fato que a moto está registrada para fins de multa em meu nome, e mesmo que já estivesse quitada continuaria sendo paga por intermédio de meu “direito de utilizá-la”. Você pode quitar a moto, mas porta afora sua casa, ela jamais será totalmente sua. Se você não pagar para um terceiro, ele tomará seu veículo. E leiloará, e ficará com a sua grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a moto não é minha, é do Brasil. Seja lá esse quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: enquanto abastecia a motocicleta do Brasil, cortou-me a frente um camarada com toda pinta de um californiano. Bermuda, óculos extravagantemente de bom gosto e um item importante: relógio. Quem usa relógio muitas vezes não conta com o tempo, e sim dispensa carregar consigo um aparelho celular. Rico nem sempre aparenta necessidade de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia que eu tinha de um tipo “playboy” ainda era a de um Tom Selleck. Quarentão, numa Ferrari vermelha. A Ferrari não era do “Magnum”, era carro da empresa. O rico, realmente, era o Higgins. Um tipo soberbo que causou uma pré-concepção da personalidade dos proprietários desses veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestei atenção a esse detalhe em outro episódio similar, também durante um abastecimento. De uma Ferrari marrom metálica desceu um modelo de proprietário atual. Pneus extra-largos e tanque completado com gasolina de alta octanagem, ele retirou-se com a tranqüilidade de quem conduz uma perua da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumi que em ambos os casos, são filhos de gente milionária. E tem, nas imediações de sua vizinhança, diversos postos de serviço onde há um número a ser preenchido. Por dispositivos sociais, estão desobrigados de servir ao Estado em qualquer uma de suas inúmeras guardas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricos estão desobrigados a compor o Serviço Militar Inicial, justamente porque não há espaço para eles. Sobra aqui fora para viverem uma vida plena. A lei de serviço militar deixa de integrá-lo, suplantada por legislações diversas. Seu sono está assegurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, abastecíamos os veículos. Havia naquele momento como o há qualquer dia e momento do ano, uma guarda. Ao transpô-la, quase pude identificar o desejo do sentinela. Liberdade. Quem sabe a liberdade de poder deixar seu posto a quem o deseje e sair de moto por aí. O soldado sonha em ser classe média, e desconhece os sonhos de seu estágio superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do posto antes do playboy. Não consegui convencer-me de qualquer motivo para queixar-me de sua existência, muito pelo contrário: lembrar-me da legislação de serviço militar fez-me crer que no processo democrático, nada mais justo que permitir aos nossos reservistas o direito de estar bem nutridos, descansados e prontos para a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários modos de medir o valor militar. Um dos que mais aprecio é o jurídico. Outra é o funcional. O julgamento de cada valor é preordenado por nossas legislações. Mesmo em transgressões disciplinares administrativas, há em alguma esfera, o julgamento. Os dispositivos legais a que o brasileiro se sujeita quando se alista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os alistados no Serviço Militar da Aeronáutica, vale a RMA 33-1, a consolidação da Lei de Serviço Militar. Interpretando a legislação, o serviço militar consiste em atividades que o indivíduo irá assumir como responsável em um quartel. É obrigação de todos os brasileiros, conforme estipulado também em outros regulamentos. Mulheres não são obrigadas ao serviço militar, mas ficam sujeitas a encargos de interesse da mobilização. Armem suas vassouras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua classe não é de acordo com seu signo. É de acordo com o ano em que completa dezenove anos, ou seja: aos dezenove, caso não use saias, já deverá estar por obrigação desempenhando suas funções. Em tempo de paz, ou de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz ainda que você poderá ser voluntário, a partir dos 17 anos. Ao recrutamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recrutamento compreende seleção, convocação, incorporação ou matrícula de órgãos de formação da reserva, e voluntariado, onde serão avaliados os aspectos físico, cultural, psicológico e moral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que o cara mais importante quanto ao tipo de gente que entra no quartel é o alistador militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse necessário com meu conhecimento de recruta realizar tal função, começaria da seguinte forma: reforçando as guardas. Isso mesmo: através de uma boa seleção, aumentaria o temor público de confronto com nossas guaritas. Colocaria o soldado mais perigoso na guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que perigoso é uma definição um tanto vaga, dado a diversidade de autoridades que transitam na capital. Uma autoridade tem sempre mania de medir forças com outra eventualmente, checando seu “grau combativo”. Só há um campo onde a moral do indivíduo não tem a menor chance: o relacionamento familiar. Por mais tirano que alguém possa parecer no ambiente profissional, sempre há alguém que o leva por suas paixões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior vingança de um militar contra um civil sempre vai ser o serviço militar obrigatório. Um civil que resida a quinze minutos do quartel economizaria inúmeros processos de atrasos, desobstruindo mesas e decisões. Tudo o que o alistador militar precisa para atrair para a guarda alguém que sabe lidar com o rico é o filho do próprio rico. Preferencialmente alguém que tenha por hábito usar relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o Brasil entrar em guerra, sua mulher. Ninguém discorda que se há alguém que exerce mais poder do que os próprios ricos, pobres ou classe média, são suas mulheres – esposas ou não. A verdade é que por trás de um grande homem ou um total fracassado, há uma mulher. Mesmo que a própria mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exageros à parte, dispositivos semelhantes mantêm o efetivo em baixo desempenho financeiro. No momento em que o jovem atende ao chamado e se alista, de um a quatro anos serão “investidos” em uma atividade. Ao cessar essa atividade, deverão encontrar espaço para convívio com os demais de sua classe. Sua reabsorção pelo mercado de trabalho poderá ser dificultosa ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país o retribui destacando-o entre os reservistas. No caso de mobilização, quem serviu terá precedência funcional sobre quem ainda será instruído. Alguns retornarão às atividades pelas quais foi instruído e participarão da instrução e administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego estará a cargo dos mais modernos. Os filhos de amanhã dos que não serviram hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7380101774961833466?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7380101774961833466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/cirque-du-rale.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7380101774961833466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7380101774961833466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/cirque-du-rale.html' title='Cirque du Ralé'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1904276916554840280</id><published>2010-04-10T17:38:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T17:41:23.427-07:00</updated><title type='text'>Awake...</title><content type='html'>Acordei à força. Depois do pernoite é antinatural para qualquer pessoa acordar sorridente. O agravante é que o cérebro rejeita qualquer situação desagradável.&lt;br /&gt; Quando se acorda para a vida e tenta crescer rapidamente perde-se a paciência com pequenas coisas. Coisas que podem parecer mínimas. Um homem submetido ao pernoite tem mau humor característico de mulheres em “dias de chico”.&lt;br /&gt; Mulheres incomodam-se com coisas que variam da desorganização da casa à tampa da privada levantada. Quanto à desorganização é fácil entender: ninguém que goste das coisas arrumadas tem paciência com quem bagunça.&lt;br /&gt; A tampa da privada é uma questão mais pessoal. Mulheres não utilizam sanitários da mesma forma que homens, a não ser ao vomitar. Desejam que o mundo as receba com a tampa fechada e o assento limpo. Homens se acostumam com o tempo às condições adversas e inversas, por isso não nos incomodamos com muita coisa na vida. Simplesmente mijamos em pé.&lt;br /&gt; A tampa da minha privada é quando dou atenção às suas atenções. Mesmo no ambiente de trabalho, com gente culturalmente selecionada, a tendência das mulheres ainda é optar por canais de reality shows, novelas e filmes adocicados. Informação zero. Isso é o que percebo trabalhando com as que passam em concursos públicos e se agregam anualmente ao ambiente militar.&lt;br /&gt; O que pode uma mulher objetivar com tal informação?&lt;br /&gt; A apelação magnética dos reality shows e novelas têm o mesmo efeito emburrecedor dos desenhos animados de minha infância. São passatempos do pior tipo para adultos. Mulheres parecem evitar o mundo dos adultos, sabe-se lá por que diabos. O fato é que quanto mais busco aperfeiçoar meu conhecimento, mais me distancio das pessoas “normais”. O universo da realização humana está longe dos roteiros de novelas. O universo do sucesso está longe dos reality shows, ao menos para os espectadores.&lt;br /&gt; Tenho necessidade quase patológica de fazer algo útil em meus dias. Não teria  o menor interesse em escrever novelas, mesmo que fosse-me permitido mudar todos os discursos imbecis de “Bela, a Feia”, “Viver a Vida” ou qualquer outro programa idiota produzido para crianças, homens ou mulheres.&lt;br /&gt; Aliás, muitos dos programas para crianças estão indiscutivelmente superiores à maior parte das novelas. Desenhos animados evoluíram. Novelas não.&lt;br /&gt; Novelas divulgam situações de traições, desavenças e estilos artificiais de personalidade. São péssimos para crianças, e mantêm adultos em pior situação do que crianças. O lixo televisivo do Brasil encontra seu expoente nas produções insossas de gente velha que recebe uma nota preta para compor novelas com personagens ridículos, temas ridículos e finais imbecis. É o trabalho mais fácil do mundo: adaptar a mediocridade de suas mentes para o universo televisivo de cada casa brasileira.&lt;br /&gt; Quando eu era criança meu pai me advertia, às vezes silenciosamente, que eu deixasse de assistir desenhos animados e estudasse. Era seu modo muito particular de sugerir que deixasse o mundo infantil e passasse às ocupações definitivas: ocupações de adulto. Deixei de assistir desenhos animados aos 16 anos de idade, salvo engano. &lt;br /&gt; Personagens de novelas são como adultos que continuam a agir como crianças débeis, choronas ou birrentas.  Há pouca coisa que me irrite mais que mulher que comenta novela. É como se proibíssemos os meninos de assistir desenho obrigando-os a estudar e mulheres tivessem autonomia de assistir e analisar criancices o resto de sua vida! Enquanto homens buscam na medida do possível se informar para se formar pessoas melhores, mulheres buscam passar seu tempo. E passa. Depois têm dificuldade de fazer valer o valor próprio, o natural respeito que se presta a pessoas bem sucedidas.&lt;br /&gt; O detestável em relação a isso é que quem “dirige” novelas é muitas vezes um homem. Dado o nível de nossas novelas, duvido que se trate de um homem bem informado. Trata-se apenas de um homem “esperto” em fazer dinheiro, não importa o prejuízo de julgamento que cause a um país inteiro perdendo tempo com sua criação imbecilizante. Isso não me parece inteligente.&lt;br /&gt; O resultado é que muitas vezes quando acordo ouço como idéias para enriquecer:&lt;br /&gt; - fazer miçangas com garrafas pet;&lt;br /&gt; - vender licor;&lt;br /&gt; - juntar latinhas para vender.&lt;br /&gt; Pronto: esse é o destino da vida para a maior parte dos que não evolui: vender bugigangas para quem também não tem dinheiro. Por isso não conseguem nada na vida e têm que apelar para o coração dos outros para mantê-los à sua volta. Dando comidinha na boquinha para que a cara-metade não se aborreça com suas mediocridades.&lt;br /&gt; Receio desnecessário. Homens que aceitam “comidinha na boca” são os que assistiram muito desenho animado, enquanto a mamãe fazia suas mamadeiras. O que busca se interar e crescer toma para si próprio as rédeas de suas vidas – e dispensam tal necessidade ridícula por um self-service. Ou aprendem a fazer por si mesmos.&lt;br /&gt; Houve um dia que foi muito curioso. Havia sido posto na frente da casa de meu pai uma faixa escrito “vende-se licor de jenipapo”. Sempre fui pessoalmente contra fazer de residência local de comercialização de qualquer artigo. Tira a privacidade de uma casa. Por isso, enquanto desenvolvia a pesquisa financeira que envolvia um carrinho de cachorro-quente, não fiz o menor esboço quanto a propagandas congêneres. Meu jeitinho babaca de dar o exemplo.&lt;br /&gt; Tive uma noite de sono afetado, como tantas outras noites de serviço. Acredito que ninguém seja capaz de manter um bom humor após anos nessa experiência. Decidi dormir para recompor o organismo.&lt;br /&gt; Acordei nove e quinze da manhã. Palmas no portão. Um coroa com cara de quem faz uma caminhada queria saber o preço do licor. Eu não sabia, nem tinha o interesse de saber. Mandei voltar às seis da tarde. Tivesse chegado uns vinte minutos antes, talvez encontrasse a interessada. Voltei para a cama.&lt;br /&gt; Alguns minutos depois, um carro buzina. Outro senhor – dessa vez de idade – queria saber sobre o licor. “Seis da tarde” – foi minha informação novamente. Comecei a perceber que independente ficar acordado ou não à noite, as outras pessoas não dão a mínima. Continuam exercendo o direito de viver suas vidas, promissoras ou não – e seu bom horário de sono.&lt;br /&gt; Deitei novamente na certeza de que não iria descansar muito. Quando outro carro buzinou na frente da casa-imobiliária de meu vizinho – e superior hierárquico – não tive dúvidas: levantei-me e mantive o mau humor.&lt;br /&gt; Durante o dia, já que não poderia dormir como um cidadão comum, decidi continuar minhas pesquisas. Irmão do meio e namorada trabalhando para particulares, irmão mais novo dormindo, o ambiente encontra-se em silêncio. É o momento que tento desenvolver o máximo possível, dado o prejuízo do sono interrompido.&lt;br /&gt; É difícil resumir o que vem à mente e é cogitado para registro. Os assuntos se interligam do modo difuso como se apresenta: em quadros. Na hora de pôr no papel dá um branco danado. Daí, para manter-me acordado, empreendo atividades paralelas. Exatamente o contrário do que meus professores ensinaram, ao invés de me concentrar, faço o que me dá na telha: pôr as roupas em dia, fazer a manutenção de veículos, o que for. Aos poucos, o mais importante do dia anterior ou dos últimos tempos retorna à mente e é descarregado no papel. De um ou outro aperfeiçoamento de planilha aos registros de queixas pessoais, vou acrescentando e eliminando itens, de modo a aproximar-me do cotidiano que interessa: o que posso fazer para tornar as coisas mais próximas ao desejável.&lt;br /&gt; É um saco, como escrever um blog. Nossa vida não interessa a ninguém, a não ser que se tenha os mesmos problemas e se debata soluções com outras pessoas. Preferencialmente pessoas com conhecimento de causa comprovado. Um blog dá abertura nos comentários a opiniões diversas – e muitas vezes contraproducentes.&lt;br /&gt;Tem gente que é capaz de entrar em um blog para depreciar o que o outro pensa. Outros põem tudo o que é depreciável como pensamento. Desse jeito, ninguém vai a lugar nenhum.&lt;br /&gt;Uma das conversas mais interessantes que tive foi justamente a respeito do registro da Bíblia. Meu interlocutor havia assistido um programa de TV sobre os pontos de vista de apóstolos que escreveram sobre Jesus. Estávamos curiosos quanto à possibilidade de terem sido influenciados por impressões, não fatos.&lt;br /&gt;Mesmo com suas impressões, codificaram-se os fatos. E é o que dispomos.&lt;br /&gt;Essa preocupação me faz cuidadoso quanto ao que decido escrever. A intenção é ser o mais preciso possível quanto aos acontecimentos. Os mais importantes. Mesmo na internet, é importante deixar nosso melhor, o que valha a pena ser lido.&lt;br /&gt;O que vale a pena ser lido desse texto é que se o leitor algum dia enveredar-se pela atividade de comércio, tenha a sacada mínima de pôr, junto a qualquer informação de produto, um maldito telefone.&lt;br /&gt;Mesmo os vizinhos merecem dormir sem ouvir palmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1904276916554840280?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1904276916554840280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/awake.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1904276916554840280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1904276916554840280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/04/awake.html' title='Awake...'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4190426162227552149</id><published>2010-03-31T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T16:42:15.723-07:00</updated><title type='text'>Legal Tender</title><content type='html'>We're in the basement, learning to print&lt;br /&gt;All of it's hot!&lt;br /&gt;10-20-30 million ready to be spent&lt;br /&gt;We're stackin' 'em against the wall&lt;br /&gt;Those gangster presidents&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livin' simple and trying to get by&lt;br /&gt;But honey, prices have shot through the sky&lt;br /&gt;So I fixed up the basement with&lt;br /&gt;What I was a-workin' with&lt;br /&gt;Stocked it full of jelly jars&lt;br /&gt;And heavy equipment&lt;br /&gt;We're in the basement...&lt;br /&gt;10-20-30 million dollars&lt;br /&gt;Ready to be spent&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walk into the bank, try to pass that trash&lt;br /&gt;Teller sees and says "Uh-huh-that's fresh as grass."&lt;br /&gt;See the street pass under your feet&lt;br /&gt;In time to buy the latest model get-away Jeep&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I fixed up the basement with&lt;br /&gt;What I was a-workin' with&lt;br /&gt;Stocked it full of jelly jars&lt;br /&gt;And heavy equipment&lt;br /&gt;We're in the basement&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I fixed up the basement with&lt;br /&gt;What I was a-workin' with&lt;br /&gt;Stocked it full of jelly jars&lt;br /&gt;And heavy equipment&lt;br /&gt;We're in the basement,&lt;br /&gt;Learning to print&lt;br /&gt;All of it's hot&lt;br /&gt;All counterfeit&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4190426162227552149?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4190426162227552149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/legal-tender.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4190426162227552149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4190426162227552149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/legal-tender.html' title='Legal Tender'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-9202471395928285273</id><published>2010-03-12T15:58:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T16:04:29.561-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sangue de Caim'/><title type='text'>Sangue de Caim</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Autor Desconhecido)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós concordava que Wallace era estranho, ou um pouco mais estranho do que as pessoas geralmente são. Havia longos períodos de tempo que ele passava como que paralisado por algum feitiço, contemplando o nada. Talvez meditando, talvez não, os maus pensamentos que lhe infligiam o coração; quem sabe até premeditando crimes. Nunca saberemos. Os seres humanos têm o condão de surpreender até a si próprios em seus sentimentos. Uma vez ouvi em algum lugar que a mente humana era semelhante a uma bacia. Uma delicada bacia de cristal cheia até a borda das águas tumultuosas do pensamento. Se enchê-la demais, o conteúdo se esparrama e você enlouquece. Acredito que tenha sido assim com Wallace. Ele namorara uma menina por cinco anos, os dois planejavam noivar, quando ela rompeu tudo para se casar com outro. Não quero justificar os atos dele. Longe de mim. Isso é besteira estado unidense. Mas quero que entendam que foi a última gota necessária para que atingisse o limiar, libertando seja lá o que tivesse na cabeça todos esses anos. Uma motivação. Mesmo os calhordas precisam de uma. De fato, principalmente eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 &lt;br /&gt;O dia mais frio do ano, anunciava o rádio quando me levantei pela manhã para tomar banho, escovar os dentes e me preparar para ir para o quartel. Novamente eu estava de serviço, e como sempre, aborrecido por isso. "Serviço é uma merda", o tenente sempre repetia no briefing. "Mas nossa obrigação de militares é tirá-lo, e tirá-lo bem. Também passei pelo que estão passando. Hoje são vocês, amanhã serão os novos recrutas. A vida segue." Porém o amanhã nunca parecia tão distante quanto no dia de tirar o serviço. O detestável serviço. Serviço, se não sabem, é ficar retido no quartel 24 horas (ou 30 ou 48, reze para que não falte ninguém) guarnecendo o lugar. Deus sabe o suplício que é ter de fazer isto. Comesse mal, dormisse mal, cagasse mal; no frio ou no calor escaldante; na chuva ou voltado para o sol; com sua vida em risco e a responsabilidade de um armamento para cuidar. "O militar é superior a tudo", bradava o tenente ao final de seus sermões. Se for mesmo verdade, bela porcaria de militar eu fui. Pois mais de uma vez estive à beira de um colapso nervoso na escala apertada de um por um - um dia no quartel, outro em casa... um dia no quartel, outro em casa... um dia no quartel, outro em casa... durante seis terríveis meses. &lt;br /&gt;Agora fazia muito tempo que entrara na escala, por isso já me conformara - melhor dizendo, ligara o automático e me tornara insensível ao drama desta realidade. Eu tinha de tirar o serviço, pronto e acabou. Inútil reclamar. Um dia de guarita ou vinte de prisão! O medo, sem dúvida, é a melhor política. Foi com esse espírito que saí de casa. Faltava pouquíssimo tempo para terminar o período militar inicial e eu podia vislumbrar claramente a luz no fim do túnel. Se tivesse sabido o que estava para acontecer... &lt;br /&gt;Quando cheguei na Base Aérea dos Afonsos, o dia ainda mal clareara e uma densa neblina encobria os prédios brancos da Força Aérea. O Batalhão de Infantaria da Aeronáutica, a única edificação em todo o quartel pintada de verde, se destacava como uma verruga particularmente nojenta. Embora a feiosa aparência externa não refletisse em sua totalidade o caos interior do Batalhão - os banheiros decrépitos, a iluminação precária e os equipamentos em fase de decomposição. No portão, duas sentinelas engajadas numa discussão ferrenha sobre futebol me cumprimentaram com um aceno enquanto eu prossegui sem maiores problemas para o interior da unidade. Isto demonstrava bem a molambice, o desleixo que pairavam ali. Fosse eu um elemento estranho e tivesse más intenções, não me teria sido difícil rendê-los. Por sorte eu era apenas um outro soldado. Mas me causava calafrios pensar no dia que a pessoa a cruzar aquela entrada não seria um soldado ou um militar de todo, e sim um meliante disposto a matar. Até lá, se tudo corresse bem, eu estaria bem longe dali. &lt;br /&gt;Fui ao alojamento trocar o paisano pela farda e encontrei Wallace acabando de se vestir. Nós estaríamos juntos na Base e eu fiz um breve comentário a respeito da porcaria do dormitório. Wallace retrucou que tanto fazia desde que o deixássemos dormir ao invés de ficar matraqueando em voz alta. Perguntei de provocação se ele se esquecera de fazer sexo antes de sair de casa. Wallace não respondeu, retornando ao seu silêncio habitual. Não lembro de termos nos falado outra vez até depois do anoitecer. Não que costumássemos conversar com freqüência. Na maior parte do tempo, eu lhe era completamente indiferente, nem percebendo a sua existência tola. Wallace era tão fechado que nos forçava a ignorá-lo. &lt;br /&gt;Esbarrei com Jefferson no rancho, na fila para o desjejum. Ele discutia com Vitor o último episódio de algum desenho japonês. Os dois eram alucinados em anime e dispensavam boa parte do tempo livre que dispunham ao vício. Eles também estariam de serviço na Base. &lt;br /&gt;"Vai haver aquele famoso sub-zero da Base de madrugada. Trouxeram o abrigo?", perguntei. &lt;br /&gt;Abrigo é um tipo de casaco impermeável, bastante útil. &lt;br /&gt;"E dá pra sobreviver sem ele nesse frio?", disse Vitor. &lt;br /&gt;"Trouxe até meu par de luvas e minha toca. No serviço passado fiquei com os dedos e as orelhas congeladas na guarita. Nunca senti tanto frio na vida", Jefferson esfregou as mãos umas nas outras para enfatizar as palavras. &lt;br /&gt;"Se o tempo não voltar a esquentar, vou acabar me tornando um pingüim. Só que um pingüim camuflado, diferentemente desses pingüins almofadinhas de geladeira." &lt;br /&gt;"Espero que a rendição seja de carro e que o Oficial de Dia não seja um puto.. ou uma puta" &lt;br /&gt;"Ultimamente a nossa equipe tem se fodido em todos os serviços" &lt;br /&gt;"Ninguém foi buscar o senhor em casa, Guerreiro", retruquei rindo. "Veio servi de oferecido que você é." &lt;br /&gt;"Ai, ai, mamãe, o que é que eu tô fazendo aqui?", cantarolaram meus companheiros, relembrando os velhos tempos de recrutamento. &lt;br /&gt;"Quando a nova turma irá se formar? Os malditos recrutas têm de ir logo a pronto para assumir de uma vez os postos. Porra, eu não quero mais, não", disse Jefferson e nós todos demos boas gargalhadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 &lt;br /&gt;Você já ouviu falar na espingarda de caça gaujo 12? Não? Sabe o que ela é capaz de fazer com uma pessoa? Também não? Pois bem, eu tive a oportunidade de ver de pertinho. Não há como não se impressionar. O estouro, o magnífico estouro! Se for atingido a uma curta distância, digamos uns 10 metros, não é possível escapar com vida. A espingarda... ela rebenta contigo. Se sobreviver ao impacto, você morre de infecção generalizada, sua merda se mistura com seus órgãos vitais, uma lambança. &lt;br /&gt;O único problema com a espingarda é que por ser uma arma de dispersão ela não é nem um pouco confiável para atingir alvos distantes. Se puder abrir fuga e distanciar-se antes que o atirador toque o gatilho, estará a salvo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 &lt;br /&gt;Briefing de serviço são as instruções que o militar recebe de seu superior no início da missão. O Oficial de Dia, o tenente que ficará responsável pela segurança do quartel pelas próximas 24 horas, reúne sua equipe (soldados, cabos e sargentos) e passa para ela as ordens do coronel-comandante. Na maior parte das vezes, nada muda de um serviço para o outro, tornando o briefing chato e repetitivo. Infelizmente, pela lei militar, o tenente é obrigado a recitar a ladainha da Norma Padrão dos Postos (NPA) a cada novo serviço, mesmo trabalhando com subordinados experientes. Por exemplo, caso não seja informado que está proibido usar qualquer espécie de aparelho eletrônico no posto de serviço no briefing de dia e um soldado for encontrado escutando MP3 Player na guarita e alegar que não sabia que não podia fazê-lo, embora todos saibam pelos briefings de serviços anteriores que não é permitido, o Oficial de Dia será responsabilizado juntamente com este militar. Daí o porquê de ficarmos meia-hora em forma escutando aquilo que já estamos cansados de saber. &lt;br /&gt;"Chamada... Ezequiel" &lt;br /&gt;"Ê-zequiel" &lt;br /&gt;"Jefferson" &lt;br /&gt;"Jeffersú" &lt;br /&gt;"Diego" &lt;br /&gt;"Dieegu" &lt;br /&gt;"Cossatis" &lt;br /&gt;"Cossati..." &lt;br /&gt;"Vitor" &lt;br /&gt;"Vitoooor" &lt;br /&gt;"Canabarro" &lt;br /&gt;"Canabarro, senhor" &lt;br /&gt;"Cândido" &lt;br /&gt;"Cân-di-do" &lt;br /&gt;"Sansão" &lt;br /&gt;"SD. Sansão" &lt;br /&gt;"Virgilio" &lt;br /&gt;"Virgilio!" &lt;br /&gt;"Fonseca" &lt;br /&gt;"Aqui, Fonseca" &lt;br /&gt;"Mon... Mondeini?..." &lt;br /&gt;"É Mondaini, senhor" &lt;br /&gt;"Floriano" &lt;br /&gt;"Flo-ri-an-noooo" &lt;br /&gt;"Wallace" &lt;br /&gt;"Wallace, senhor", disse Wallace com rouquidão. A voz lhe parecia ter sido arrebatada no espaço entre as cordas vocais e a boca, chegando como um murmúrio indefinido aos nossos ouvidos. &lt;br /&gt;"Fale alto, militar!" &lt;br /&gt;"Malucão, não é possível", implicou Cossatis. "O senhor parece uma normalista falando" &lt;br /&gt;Os olhos de Wallace percorreram os rostos ao seu redor, nervosos. Sua face estava muito corada agora. As mãos trêmulas apertavam a espingarda contra o corpo. Tornou vacilante a responder: "Wallace, senhor", e foi saudado por risos histéricos da rapaziada. &lt;br /&gt;O tenente interrompeu a exclamação, sério. "Posso começar meu briefing?" &lt;br /&gt;"Sim, senhor", respondemos. Fez-se silêncio. Wallace encarava o chão de concreto sob seus pés como se de repente ele fosse particularmente atraente. Eu não podia ver seus olhos naquele momento, e Deus seja louvado por isso. Pois com certeza o que encontraria neles não seriam lágrimas, mas sangue, injetando cada pequeno vaso do globo ocular, dilatando as pupilas e espremendo as íris, sangue quente de ódio frio de assassino; Sangue de Caim é como meu falecido avô o descrevia. &lt;br /&gt;"Dúvidas quanto à utilização do armamento?" &lt;br /&gt;"Não, senhor" &lt;br /&gt;"O armamento está municiado, alimentado e descarregado? O cão da arma está à frente?" &lt;br /&gt;"Sim, senhor" &lt;br /&gt;"Dúvidas quanto aos postos de serviço?" &lt;br /&gt;"Não, senhor" &lt;br /&gt;"Alguém com algum problema que o impeça de tirar o serviço hoje?" &lt;br /&gt;"Não, senhor" &lt;br /&gt;"Todos estão portando sua identidade militar?" &lt;br /&gt;"Sim, senhor" &lt;br /&gt;"Os sargentos ou cabos querem acrescentar alguma coisa?" &lt;br /&gt;"Sim, senhor" &lt;br /&gt;"Diga, sargento Kobayashi" &lt;br /&gt;"É só para lembrar que eu não quero a rendição atrasando. Deu a hora de ir render o companheiro, tome um choque na bunda e levante sem reclamação. O serviço é 24 horas, não adianta fazer corpo mole. Também lembrar os senhores que alojamento é para dormir, não é para ficar batendo papo ou ouvindo radinho. Não quero baderna no dormitório. Vou estar bem ali do lado; se houver alteração lá dentro, o militar será lançado no livro. Não adianta vir de conversinha depois, dizendo que precisa engajar, que tem conta para pagar e família a criar. Pense nisso antes de fazer besteira para não se arrepender. Quem estiver insatisfeito, peça baixa do serviço militar, mas por favor não encha o nosso saco. Ah!, acho que não preciso nem dizer, né? Está absolutamente proibido brincadeira com o armamento. Ninguém deve tocar na arma, exceto em uma situação real. Entendido?" &lt;br /&gt;"Mais alguma coisa?" &lt;br /&gt;"Não, senhor" &lt;br /&gt;"Sargento, por gentileza, proceda com o fora de forma" &lt;br /&gt;"Sim, senhor", o sargento Kobayashi se posicionou diante da tropa, em posição de sentido. "Atenção grupamento... Sentido!... Com licença, tenente... Sargento Kobayashi se apresenta e solicita autorização para proceder com o fora de forma..." &lt;br /&gt;"Está autorizado, Kobayashi" &lt;br /&gt;"Equipe... Fora de forma... Marche!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 &lt;br /&gt;"RENDIÇÃO!" &lt;br /&gt;Numa enxurrada, a Equipe de Serviço do dia anterior subiu correndo no ônibus enquanto nós, a atual Equipe de Serviço, com um serviço inteiro pela frente, íamos arrastando os pés, cabisbaixos para o alojamento. Os únicos apressadinhos eram aqueles que teimavam em todo serviço ficar nas poucas camas debaixo do ventilador e aqueles cujas costas eram provavelmente feitas de algodão e precisavam pegar dois, três colchões, quando na verdade o correto era que pegasse apenas um. Acabou que Sansão e eu ficamos sem colchão. Começamos a reclamar. &lt;br /&gt;"Olha, não queremos nem saber, se não aparecer um colchão para cada um de nós dormir, vamos logo chamar o Oficial de Dia para resolver o problema" &lt;br /&gt;"Pestana tá com dois colchões", acusou alguém. &lt;br /&gt;"Vou dá o papo", retrucou Pestana. "Pega o colchão de um mais novinho aí no bagulho. Ou então pega lá do alojamento dos antigos. Vocês ficam sem colchão e já vem pra cima do Pestaninha aqui... o Júnior, esse novo, tá com dois colchões, por que não pegam dele?... dele e do Mondeini..." &lt;br /&gt;"É Mondaini... E pegar meu colchão porra nenhuma! Pega dos antigos! Do Júnior, esse pela-saco, pode pegar também" &lt;br /&gt;"Júnior Pela-Saco", gritou Cossatis, empoleirado no alto de um beliche. &lt;br /&gt;"Pô, tudo é culpa do Júnior nesse alojamento?", reclamou Júnior, indignado. &lt;br /&gt;"Que está acontecendo? Qual é a zona que vocês estão aprontando?", o sargento Kobayashi acabava de surgir no umbral do dormitório. &lt;br /&gt;Sansão e eu explicamos a situação. &lt;br /&gt;"Só não vou me aborrecer com esses moleques - qual esse Júnior vagabundo - por que Jesus pede que nós tenhamos paciência com as pessoas. Até com as mais idiotas", disse Sansão. &lt;br /&gt;"Não tem nem discussão", avisou o sargento. Foi até a cama de Júnior e Pestana, arrancou-lhes o colchão sobressalente e nos entregou. "Espero não ter mais problemas com a equipe." &lt;br /&gt;"Quoé menor, qual foi? Vai dar alteração no serviço. Tô falando sério", disse Pestana, contrariado. &lt;br /&gt;Daí a pouco, depois que o sargento Kobayashi saiu, ele se levantou da cama, foi ao cômodo separado onde era o alojamento dos soldados antigos e surrupiou deles um colchão para si. &lt;br /&gt;"Ah!, Pestaninha tá tranqüilão agora! Dois colchões de patrão!", tornou a se deitar, sorrindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 &lt;br /&gt;São três militares por posto de serviço. O serviço é dividido entre eles em quartos de hora. Os quartos de hora têm duração prevista de duas horas, aproximadamente. Um militar fica no posto e os outros dois descansam. O quer dizer que se descansa quatro horas a cada duas horas ativo no serviço. Eu estava no segundo quarto de hora. O terceiro quarto me renderia somente após ter almoçado e eu só almoçaria depois que fosse rendido. Meu estômago já estava roncando. &lt;br /&gt;Meu posto de serviço era o 1M (Primeiro Móvel), um dos oito postos de serviço da Base. Resumidamente, minha missão era rondar ao longo da transversal que englobava o Prédio do Comando, os Ranchos, o Grupo de Transporte de Tropas, o Grupo de Aviação, o PARA-SAR, a garagem e o estacionamento, observando se algo de errado aconteceria por ali. Para tal, eu estava munido com a sempre insignificante pistola engasgabel 9mm e 14 munições divididas em dois carregadores, além de um colete balístico pela hora da morte fedendo mortalmente a suor. Aliás, este era o padrão dos equipamentos fornecidos pela FAB - ultrapassados e sujos! &lt;br /&gt;No meu posto ainda havia uma guaritinha - a bem da verdade estava mais para uma toca que para uma guarita - da qual podia olhar a rua e a movimentação fora do quartel. Era lá que eu ia para matar o tempo infindável do quarto de hora, principalmente durante o expediente quando era grande o trânsito de militares. &lt;br /&gt;E estava eu tão concentrado naquela guaritinha, os olhos fixos na vida vibrante do mundo exterior, que fui tomado de susto ao olhar para o relógio e descobrir que passava de uma hora da tarde. O mostrador verde e arranhado do meu relógio marcava exatamente 1h07 pm. Para variar, a rendição estava bastante atrasada. Catei do chão o colete (sempre o tirava do corpo na guarita) e tornei a vesti-lo de qualquer maneira sobre a farda. &lt;br /&gt;Nesse ínterim, a rendição saía do rancho para me apanhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 &lt;br /&gt;Brhummm!, ouvi. E então... Pof! Pof! Taf! Erhhhh! Paf! &lt;br /&gt;A ridícula caminhonete da rendição (uma Toyota bandeirantes azul, bastante esculachada, com a marcha fodida e apenas um dos faróis funcionando) chegou ao 1M trepidando e parou com um ronco seco. Canabarro desceu da carroceria do veículo e veio pegar comigo o colete balístico. Andava em seu jeitão tipicamente largado, os braços moles balançando ao lado do corpo, a cobertura torta na cabeça. Sorriu-me os dentes salientes. Desejei-lhe boa sorte e embarquei decidido no caminhão. &lt;br /&gt;O caminhão partiu num arranque assustador e adentrou a área da baiúca, onde tradicionalmente os pára-quedistas se reuniam para saltar. Ali ficava o 2M, o responsável pela segurança de toda a Área Operacional do Campo dos Afonsos. A sentinela da hora era o Vitor, que foi rendido por um Cossatis desanimado. Passado o 2M, a rendição seguiu em direção aos dois postos mais distantes e isolados da Base, o 5F e o 7F: duas guaritas perdidas na extensão do longo muro que se estendia de Sulacap a Marechal Deodoro; completamente afastadas do restante do quartel; voltadas para a pista de pouso e para o matagal da Zona de Lançamento. De lá a Base era um amontoado minúsculo de prédios erguido no horizonte. &lt;br /&gt;Na carroceria da Toyota, Vitor e Pestana discutiam a respeito de um caso particularmente curioso que ocorrera no Hospital de Aeronáutica dos Afonsos. &lt;br /&gt;"Comeram uma piranha no Hospital, o menor antigo deu o papo", dizia Pestana. "Levaram a piranha para o alojamento dos soldados e sentaram a piroca bonito!" &lt;br /&gt;"Deve ser mentira. Soldado antigo é cheio de historinha", insistia Vitor. &lt;br /&gt;"Tô falando, rapa. Os moleques filmaram o bagulho. Botaram a mina de lado, levantaram a perna dela para o ar, vieram por trás e... Vrauuu!" &lt;br /&gt;Pestana desatou a rir. "Vagabundo alopra no Hospital..." &lt;br /&gt;"E quem era a garota? O que aconteceu com ela?" &lt;br /&gt;"Era estagiária da Radiologia. Os menor desenrolaram com o sargento e o tenente e se safaram. A piranha foi demitida, lógico. Dizem que até os faxineiros e o pessoal da obra estavam socando nela" &lt;br /&gt;"Vagabundo é foda!", bradou Vitor. "Vagabundo é mesmo foda. Para os moleques que também fizeram a merda não deu nada?" &lt;br /&gt;"Claro, irmão. Pô, os parceiros são militares, estavam de serviço, vem essa piranha com a xereca coçando, tu queria que eles fizessem o quê? Se eu tivesse de serviço no dia, teria bagunçado ela. Teria mostrado a cabeça de maça para aquela puta. Ela ia como... diz tu... sentar!" &lt;br /&gt;"Você não é noivo, Pestana?", falei. &lt;br /&gt;"Qual foi, Virgilio? Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa bem diferente. Parece que não sabe..." &lt;br /&gt;Eu sabia. Perguntava por força do hábito. &lt;br /&gt;"Espero que sua a noiva também entenda que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa diferente" &lt;br /&gt;"Tá de mancada, Virgilio. Na boa, minha costelinha tá em casa, sossegadinha, limpinha, só esperando o Pestaninha... Ih, até rimou, rapa" &lt;br /&gt;"Sorte sua ter tanta certeza" &lt;br /&gt;Taf! Taf! Finalmente o caminhão chegara ao 5F e ao 7F, e a rendição dos quartos de hora estava concluída. &lt;br /&gt;"Toca para o rancho, cabo!" &lt;br /&gt;Eu estava quase dilacerado de fome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 &lt;br /&gt;A parte da tarde do serviço transcorreu tranqüila, apesar de alguns pequenos incidentes, que relatarei abaixo: &lt;br /&gt;Após o cabo ter nos deixado no rancho, ainda levamos bem uma meia-hora para conseguirmos comer. Isso porque o sargento Fernandez, responsável pelo andamento e manutenção do rancho, estava num daqueles dias em que não tinha nada melhor para fazer do que sacanear um bando de soldados famintos. Tivemos de esperar em forma, olhando para a sua cara de bunda ("procurem as chaves do refeitório no meu cu", zombava o sargento), até o Oficial de Dia chegar e pôr um jeito na situação. Só assim pudemos entrar para almoçar o frango frito com farofa, a especialidade da Força Aérea. &lt;br /&gt;Ezequiel, um soldado magro de nariz curvado e orelhas de abano, primeiro quarto do 1M, foi encontrado em seu quarto de hora arrancando cocos com o auxílio da sentinela do 2M, Jefferson. Eu estava indo rendê-lo quando o cabo o pegou em flagrante. Não houve punição. O cabo confiscou os cocos de Ezequiel e o assunto foi esquecido. &lt;br /&gt;Júnior, primeiro quarto do 5F, teve uma tremenda de uma dor de barriga no posto de serviço. Fulminado pela caganeira, desceu às pressas da guarita para defecar no matagal. Sem ter com o que se limpar, teve de ficar cagado até ser rendido. Fazia um dia claro, a despeito do frio. O sol batia diretamente no 5F. O que fez o posto se impregnar do cheiro da merda pelo restante do mês. &lt;br /&gt;Sansão, um moço evangélico, sentinela do 4F, foi obrigado pelos demais soldados a assistir um filme pornô (Xerecas em Fúria 2). Era a primeira vez que ele assistia algo dessa natureza. Segundo o próprio Sansão relatou depois, "aquele DVD despertou o Adão que havia nele." &lt;br /&gt;Uma das amigas de Pestana ligou para informá-lo que vira sua noiva de passeio pelo shopping com um sujeito musculoso, que atendia no Orkut pela alcunha de Paulão PQD. Fazendo-se de desentendido, Pestana alegou se tratar do primo da garota. &lt;br /&gt;Cândido atazanou no alojamento até a hora do jantar. Sua rendição passara com dez minutos de atraso - o que ele julgava inadmissível. &lt;br /&gt;Floriano assistiu ao filme do Pelé no MP4. Ahhh, muleque... &lt;br /&gt;Enquanto isso, Wallace nos estudava em silêncio. Sem que nenhum de nós percebesse o brilho maligno de seus olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 &lt;br /&gt;Em grande parte, não vivenciei os crimes da noite de 24 de junho, nem posso afirmar ao certo como se passaram. Muito daquilo que leram adiante é suposição minha. Como eu imagino o desenrolar das mortes de meus companheiros e das ações desvairadas de Wallace. Entretanto, exageros à parte, os resultados foram os mesmos tanto para a ficção quanto para a realidade. Gostaria ser possível escrever um final diferente. Para a minha infelicidade, não possuo o poder necessário. Porque, afinal, esta é uma história real. A realidade pode ser enfeitada, mas não desmentida. Sendo somente o humilde contista, minha obrigação é narrar os fatos da maneira mais concisa que eu conseguir. O leitor é livre para julgá-los à vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 &lt;br /&gt;Tivemos o pernoite (em termos simples, a repetição enfadonha do briefing de serviço da manhã) e fomos liberados para dormir. Antes o sargento Kobayashi distribuiu nossos lanches da noite: um pão com queijo amassado, uma bananada melada, um copo de guaraná natural artificial e uma simpática maça-anã. &lt;br /&gt;Faltava ainda duas horas para eu ir render. Seria minha terceira vez no posto, minha penúltima vez nesse serviço. Está quase terminando, pensei ao fechar os olhos. Quase... mas só termina quando acaba, dizia o velho conhecido ditado. &lt;br /&gt;Wallace estava de sentinela no 0F - um posto no alto da entrada principal da Base - e portanto um dos três militares tirando serviço de espingarda. Ele era do terceiro quarto de hora e foi rendido às nove horas da noite em ponto. Saiu do posto diretamente para o dormitório. O procedimento padrão, que não levantou suspeitas do sargento na sala ao lado. O que Wallace tinha em mente, contudo, era a porta dos fundos do alojamento. Não sentia um mínimo de sono. Apenas uma excitação diabólica. &lt;br /&gt;Ele visitou primeiro o 2F. Fonseca estava lá. Wallace se aproximou com a espingarda em bandoleira e pediu a Fonseca para descer um instante. Tinha de trocar uma idéia sobre um assunto inadiável, qualquer coisa assim. Prontamente, Fonseca desceu da segurança da guarita para ouvir o outro, mesmo sem jamais ter existido assunto particular entre eles. E foi nessa hora que Wallace dominou-o e estrangulou-o com um fio de náilon, que lhe cortou o pescoço em três níveis diferentes. Fonseca caiu morto sem dizer palavra. &lt;br /&gt;O posto seguinte era o 4F. O 4F ficava a uma distância considerável da guarda, porém Wallace ainda se sentia receoso de utilizar a espingarda. O barulho da arma era muito poderoso. Mondaini, entrementes, estava menos apático que Fonseca no posto. Talvez não fosse tão fácil agarrá-lo. Wallace se deteve um instante. Depois a lembrança do corpo ensangüentado de Fonseca, que não demoraria a ser descoberto, colocou-o a caminho. Era tarde demais para voltar atrás. Chamou Mondaini, novamente alegando uma desculpa esfarrapada. Mondaini não tinha motivos para confiar em Wallace, mas também não tinha motivo para temê-lo. Era um soldado, um colega, um irmão de armas, etc. Por que não desceria da guarita para lhe falar? Foi o que Mondaini fez, e tudo o que pode pensar antes do disparo da espingarda abrir um O em sua barriga foi que Wallace não deveria brincar com um armamento tão perigoso. Mondaini ficou estirado na poça de seu próprio sangue, perdendo lentamente os sentidos, agonizando até a morte. O disparo da espingarda foi abafado pelas trovoadas e pela chuva que começou a cair bem nesse momento. &lt;br /&gt;Ensandecido, Wallace saiu em disparada para um 1M. Ria sem parar correndo em meio à chuva para sua próxima vítima, Ezequiel; que tivera a infelicidade de pegar o quarto de hora errado naquele serviço. O pobre Ezequiel ouvindo seu radinho debaixo de uma marquise, sem esperar pelo pior. O pobre Ezequiel cujo último sentimento foi um tremendo susto por ver Wallace surgir daquela chuvarada com uma espingarda de caça apontada para ele. O disparo arrancou a cabeça de Ezequiel do corpo. Para ser mais preciso, o disparo lhe desintegrou os miolos e espalhou os estilhaços do crânio aos quatro ventos. Wallace chutou o corpo degolado de Ezequiel e foi em frente com suas diabruras. &lt;br /&gt;Jefferson topou com Wallace indo do 1M para o 2M e foi morto sem que pudesse perguntar o que fora aquele disparo que ouvira. Digamos que ele descobriu tudo por experiência própria. &lt;br /&gt;Era Júnior no 5F. Seus intestinos continuavam mal e ele só conseguia se concentrar na dor. Floriano teve de gritá-lo do 7F para alertá-lo da figura que se aproximava rapidamente deles. A chuva começava a apertar e Júnior pensava se não deveria ter ido para o 7F. E quem era aquele louco que corria para eles? Júnior deu o golpe na pistola. Wallace chegou até ele e gritou para que descesse. Júnior se recusou. Wallace hesitou pensando em Floriano que os assistia e depois pensou que não importava muito. Não pretendia mesmo sair vivo disso. Apontou para Júnior dentro da guarita e disparou. Júnior se jogou no chão, mas não rápido o suficiente para evitar ser atingido. "Eu não quero morrer", berrou Júnior. "Socorro!, eu não quero morrer." O disparo não havia sido fatal. Wallace subiu na guarita e encontrou Júnior ferido, rolando no chão. Ele gritava como uma mulherzinha. "Por favor." Wallace ergueu a espingarda e terminou o serviço. &lt;br /&gt;Um tiro de pistola soou na direção do 5F. Era Floriano. Em pânico, ele atirava contra a figura aterradora que acabara com Júnior. Ainda não percebera se tratar de Wallace, nem fazia diferença. Urinava nas calças de medo. Tornou a disparar inutilmente contra o 5F; sem se atentar para o fato que a munição da pistola não alcançava tamanha distância. &lt;br /&gt;Quanto a Wallace, ele avaliava suas chances. Só lhe restavam duas munições na espingarda. Havia a pistola do falecido Júnior, é claro; mas Wallace não a queria. Não precisava de muito mais para terminar aquilo pelo que vivera toda a sua vida. Tudo o que precisava era que Floriano morresse antes que ele próprio se fosse. Wallace nunca chegou exatamente a cogitar por que ele precisava disso. O que sabia é que precisava. Com todo o ódio de seu coração, ele precisava. Isso bastava para preencher sua infelicidade e aplacar sua tristeza. Não era um rapaz muito exigente. Partiu rumo ao 7F, rumo ao final da sua jornada, sem correria, com um desapego que lhe era alheio. &lt;br /&gt;Floriano, em seu posto, se recuperara o suficiente para pressionar o alarme de emergência. Se o alarme ainda funcionasse, talvez tivesse uma chance. Continuava mirando em Wallace. Ele estava próximo agora. Incrivelmente Floriano ainda errava o alvo. &lt;br /&gt;Wallace sorria de satisfação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 &lt;br /&gt;Quando o alarme tocou na guarda, houve o maior pandemônio que a Aeronáutica já vira desde a crise dos controladores de vôo. Os soldados saíram do alojamento se esbarrando, seminus, apontando seus armamentos para a cara uns dos outros, numa desordem infernal. O sargento e o tenente pulavam de lá para cá sem saber o que fazer. Estavam atacando o quartel! Era real! O que fariam? Chamariam a polícia? Bem, não poderiam. Afinal, eram militares - preparados e malvados! Tinham de fazer alguma coisa por eles mesmos. &lt;br /&gt;Embarcaram todos no caminhão da rendição do jeito que estavam - alguns sem camisa, alguns sem boot, alguns totalmente pelados - e se lançaram na direção do 7F na maior velocidade que podiam. Era o soldado Lins na direção. E como se louco fosse, ele dirigia para o destino, derrubando latas de lixo pelo caminho, atropelando cães, arrancando faíscas da lataria da caminhonete nas paredes de concreto. &lt;br /&gt;Wallace estava junto ao 7F, caído sobre os joelhos, alvejado por Floriano. O sangue jorrava abundante de seu peito. Seus olhos castanhos iam perdendo a cor, mudando para cinza. Ele estava morrendo, mas ainda segurava a espingarda firmemente, apontando-a para o céu como uma ameaça a Deus. &lt;br /&gt;No alto da guarita, as lágrimas rolavam dos olhos de Floriano. "Não era a minha intenção", ele dizia. "Eu não tive escolha. Não tive escolha." &lt;br /&gt;Estrebuchando, Wallace desabou de uma vez no chão. Parecia um peixe depois de ser arrebatado das águas de um rio. Um filete de sangue escorria de seus lábios para o asfalto. &lt;br /&gt;Eu estava ali com os outros soldados no momento exato da morte. Vi os músculos de Wallace pararem, e então enrijecerem. Vi a vida o abandonar. Vi o sofrimento inconformado de Floriano - por que tinha de estar ali no 7F? Vi a perplexidade das testemunhas. Vi e vivi, e por isso escrevo. &lt;br /&gt;Para que se lembrem, meus amigos. Para que se lembrem até o último dia de suas vidas.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-9202471395928285273?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/9202471395928285273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/sangue-de-caim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/9202471395928285273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/9202471395928285273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/sangue-de-caim.html' title='Sangue de Caim'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5783022129191717028</id><published>2010-03-12T15:44:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T15:45:50.529-08:00</updated><title type='text'>Pane</title><content type='html'>Trambulador VW&lt;br /&gt;• Para retirar o trambulador são 3 operações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Remover a haste articulada forçando para baixo nessa região (mas com cuidado) com uma chave de fenda bem grande colocando ela entre o cambio e a haste e fazendo alavanca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Folgar a abraçadeira que une o trambulador ao varão (aquela haste preta que vem do interior do veículo) e retirar totalmente o parafuso senão não sai. Procure memorizar a posição que estava mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Folgar o parafuso que une o trambulador ao eixo que sai do cambio (normalmente é um parafuso de cabeça quadrada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vai sair na sua mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na montagem faça o inverso mas cuidado no passo 2. Deixe ele por ultimo. É o ponto mais importante pois essa é a principal regulagem da alavanca. Peça pra alguem ficar dentro do carro e segurar a alavanca bem centralizada enquanto você aperta a abraçadeira. Se depois não engatar todas as marchas faça a compensação folgando um pouco a abraçadeira e pedindo pra pessoa inclinar um pouco mais a alavanca pro lado oposto ao da marcha que se deseja engatar.&lt;br /&gt;Ou seja: mais um item para tomar algum tempo. A garagem está desfalcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quantum&lt;br /&gt;• Saveiro&lt;br /&gt;• RD 350&lt;br /&gt;• Bros 150&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RD 350 não funciona há anos. A Quantum fundiu o motor há um mês e meio ou dois. A Bros está sem placa e a Saveiro apresentou problemas na transmissão. Indícios de um bom momento para passar algum tempo em casa. &lt;br /&gt;Tudo toma tempo do praça. Sem empregada doméstica, é necessário disponibilizar tempo para lavar as roupas. O mesmo acontece quanto à regularidade de alimentação. Solteiro não tem hora certa nem paradeiro para almoçar. &lt;br /&gt;A energia se esvai.&lt;br /&gt;Tenho em andamento uma pesquisa séria que desenvolvo há mais ou menos um ano na área de alimentação que converge conceitos de ordenação de produção, investimento multinível, adaptados à produção de sanduíches e cachorros-quentes. Já não é muito fácil ser criativo com as restrições convencionais. Quando há danos nos veículos ou no laptop, a coisa se agrava.&lt;br /&gt;Sinto falta de minha filha. Sorte (?) ela não sentir o mesmo. Isso me corrói cronicamente por dentro, e muitas vezes vejo-me desumanizado. Um autômato.&lt;br /&gt;Vou ao trabalho, meu chefe é um bajulador. Introduziu o lobby no ambiente operacional militar. Um herege. Acabou seu tempo de serviço e enrolou todo mundo para manter-se na cadeira de chefe – que deveria ter sido passada ao sucessor de direito. Discordo de sua importância.&lt;br /&gt;Mulheres? Poucas são adequadas. Mesmo as que a gente cuida e se dedica podem tornar-se sem valor. No campo das vaidades femininas, não houve nada mais danoso às relações que a falsa sensação de poder que experimentam nos dias de hoje. Liberdade não é poder. É liberdade.&lt;br /&gt;Poder é a capacidade de realizar algo.&lt;br /&gt;A maior parte dos homens é limitado por uma mulher. No caso do solteiro, várias. Sendo difícil manter uma mulher contente anos a fio, o mesmo pode ser dito quanto a várias ao mesmo tempo, o que leva a crer que o homem deva dividir seu tempo livre com o menor número possível delas. A menor quantidade possível é uma.&lt;br /&gt;Zero é inadmissível. Dado a quantidade de mulheres que necessitam quase patologicamente de atenção, muitas personalidades tornam-se tristes por não encontrar alguém apropriado. A maior parte sequer chega a sabê-lo.&lt;br /&gt;E os homens – dentre os quais tenho a  mim por exemplo raro – também têm suas dificuldades. A velha questão da grama do vizinho.&lt;br /&gt;Diz-se que “a grama do vizinho sempre parece mais verde”. Não refiro-me à esposa em si, mesmo porque sou contra desejar a mulher do próximo. Alude ao que se observa diariamente: o homem casado sente-se confinado no paraíso. Por perfeita que seja a vida a dois, é como estar preso a somente um canal de televisão. É como se vivesse uma série de TV que se repete todo dia. &lt;br /&gt;O solteiro por sua vez é livre. Mesmo que o mundo não lhe pareça um inferno, ele procura o paraíso. Às vezes observando com atenção alguma colega de serviço, noutras sendo gentil com alguma desconhecida que conversa animadamente sobre axé-music – enquanto você tenta se concentrar em seu inexplicável e complexo trabalho. Por mais diligente você seja no trabalho ou família, é sempre agradável encontrar pessoas “descomplicadas”. Esse é o trunfo do solteiro: poder avaliar em maior número e criar sua própria concepção das complicadas. Quando encontra algo promissor, basta uma aliança para que todo o organismo liderado pela mente feminina passe a se complicar.&lt;br /&gt;Mas há de se ter alguém. Um homem sem uma mulher para minar-lhe eventualmente algumas iniciativas é um totalitário. Domina o mundo ao seu redor com relativa facilidade. Normalmente são os moradores solitários das mansões e proprietário dos carros esporte pouco vistos.&lt;br /&gt;Entre as possibilidades abertas a qualquer ser humano ao acordar e sua realidade há a escolha do dia anterior. Beber menos.&lt;br /&gt;No meu caso, o primeiro item que vem emperrando meu desempenho é uma briga antiga com a alavanca de câmbio de minha Saveiro. Há meses percebo certa dificuldade ao engatar a 5ª marcha, e a partir de ontem a ré já não funcionava. Provavelmente perderei meu sábado para consertá-lo. Fica para depois uma série de itens:&lt;br /&gt;Lavar roupa;&lt;br /&gt;Concluir planilha de controle de estoque para a lanchonete;&lt;br /&gt;Concluir planilha de custos operacionais da equipe de hot-dog;&lt;br /&gt;Concluir pesquisa jurídico-militar pessoal e reservada;&lt;br /&gt;Editar livro sobre comunicações no controle de tráfego;&lt;br /&gt;Editar livro sobre conceitos operacionais militares de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a um mero trambulador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5783022129191717028?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5783022129191717028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/pane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5783022129191717028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5783022129191717028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/pane.html' title='Pane'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-8024380694919781764</id><published>2010-03-11T14:19:00.001-08:00</published><updated>2010-03-11T14:19:54.207-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tempo e dinheiro.&lt;br /&gt; Com ou sem acento, é uma questão simples. Tem gente que crê que tempo é dinheiro.&lt;br /&gt; O Comandante de minha Unidade perguntou-me como estava minha vida de solteiro. Respondi, decerto irrefletidamente, que as mulheres de meu tempo são diferentes das que estava acostumado a lidar. A vida de divorciado pode ser boa, na medida de que em tais condições perdem-se os grandes receios da vida. É mais fácil decidir coisas difíceis quando não há “interferência” no nosso decidir. Quando casado, havia sempre a preocupação de evitar os dissabores de explicar à cara metade uma série de problemas, inclusive a possibilidade de passar alguns dias “guardado” na Unidade. A vida de sargento casado muitas vezes é inferno e paraíso, num paradoxo que certamente repercute em nossas vidas profissionais. &lt;br /&gt; Noutras vezes há certa graça que se eu pudesse, compartilhava com todo o efetivo. Quem vai dizer que nunca teve vontade de fazer valer a realidade do que você deseja às pessoas com que se convive? Fazer a diferença é um dos objetivos que se acredita mais nobre em qualquer ser humano.&lt;br /&gt; Pouca coisa é mais gratificante – e motivante – que a aplicação completa de todo o potencial pessoal. Quando penso no assunto, é porque muitas vezes observo as diferenças no árido terreno da cadeia de comando. Relaxemos. Nada do que há de ser escrito que possa ferir  regulamentos. Não mais do que costuma acontecer em decorrência de nossas omissões.&lt;br /&gt; É questão de se registrar, antes que se perca a oportunidade e propriedade, que dos quartéis saem os brasileiros mais disciplinados. Se é que é possível discernir disciplina e acatação sem confundi-la com a aceitação irrefletida dos constantes abusos aos quais muitas vezes é submetido o funcionalismo público, quer na esfera civil ou militar. O ponto positivo de um quartel é a rotina. Permite que o indivíduo se organize e se concentre. Arte da vida de quartel.&lt;br /&gt; Por outro lado, o ambiente de rotina faz com que o ser humano perca um pouco da criatividade característica do meio civil. Quando aparece um problema no funcionamento no seio militar, sempre é um caso novo que deve ser pesquisado. Com iniciativa regulamentar às competências é muito comum que ninguém tome posição alguma. Trata-se de um limbo orientativo que se agrava nas forças militares desde a transição de governo iniciada com Ernesto Geisel para as mãos da sociedade civil. A maior parte dos dispositivos implantados pelos militares como forma de contenção do interesse escuso privado no poder público já não subsiste. &lt;br /&gt; Cinco presidentes militares foram suficientes para iniciar a ratificação da meritocracia. Como na vida castrense, qualquer grupo depende da existência e preparo de pessoas que orientem-se à formação de um grupo coeso para a obtenção de objetivos de grupos ou instituições. Gente que saiba exatamente o que se passa e o que fazer. &lt;br /&gt; O que em outras palavras significa agregar potenciais.&lt;br /&gt; Admito assistir poucos programas televisivos.Talvez herança de uma geração que acreditava que a mesma resulta em alienação, o fato é que costumo escolher com objetividade meus canais. Canais abertos foram abolidos há alguns anos de minha residência, substituídos por um canal onde é apresentado um programa do universo empresarial chamado ManagemenTV, que é bastante interessante. Conforme aplico alguns conceitos que desejo à Sala Telegráfica, obtenho resultados impressionantes. Faço-o porque dependo de meus colegas de trabalho para que possamos dar vazão ao fluxo operacional e administrativo violento no caso de queda de nossos sistemas de segurança – essencialmente digitais. Sempre será necessário disponibilidade de grupos de comunicação eficazes o suficiente para transmitir mensagens tão rápido como era feito quando ainda utilizavam-se telégrafos. &lt;br /&gt; A disposição da doutrina militar vigente em décadas passadas faziam uso da distribuição hierarquizada de pessoas consubstanciadas às necessidades do Estado. Com o advento do avanço tecnológico de meios, essa cultura perdeu-se entre redes e servidores, numa falsa crença que tudo o que é necessário para a segurança de um país deva-se sobremaneira à tecnologia de informação. Fosse a afirmação verdadeira, não haveria como explicar o insucesso de qualquer país em empreitadas militares na comunidade árabe. Toda tecnologia de combate propagandeada pela CNN na guerra do golfo não eclipsa o fato de ter falhado, em variados escopos, o embate bélico. Por pessoas comuns, sem redes de comunicação desenvolvidas, com velhas AK-47. O natural espírito aguerrido do árabe sugere sua superioridade aos seus eventuais invasores. &lt;br /&gt; Constato constantemente que o Brasil estava mais seguro quando havia telegrafistas militares. Quando a comunicação operacional e administrativa passava obrigatoriamente por equipes de serviço. Era mais difícil combinar desordem. Quando o explico para as pessoas, muitas apresentam tendência de crer que desejo o retorno de máquinas telex ou manipuladores às posições operacionais das atualmente capengas salas telegráficas da Força Aérea. Não é nada disso. É uma questão conceitual:&lt;br /&gt; É mais difícil transpor homens que máquinas. Você pode pular uma catraca, driblar uma fechadura eletrônica, contornar o caminho de um tanque de guerra. Não pode contornar um sentinela atento e armado.&lt;br /&gt; Trata-se da crítica natural de um militar – e militante sentinela – que assiste efeitos dos embates externos e faz análise própria dos fatos. Na maioria das guerras modernas há de se atentar ao fato que tecnologia não tem poder de ocupação. Gente tem o poder de ocupação, o que devolve ao elemento humano a habilidade de organização para consecução dos objetivos de sua nação. Para o militar médio é difícil ver com bons olhos a disposição com  que sistemas distintos apóiam-se de forma dependente da rede Intraer, por exemplo. Companheiros mais antigos manifestam timidamente algum grau de preocupação que, mesmo considerando pouco específico meu conhecimento em redes digitais, acredito procedentes.&lt;br /&gt; Faltou Luz. Quanto dura a bateria? 2214P&lt;br /&gt; A luz voltou em cerca de quinze minutos. Quinze minutos sem recurso energético. Não dava para tomar banho, nem para passar a farda. Tempo perdido. Interrupção de rotina.&lt;br /&gt; Quando a gente consegue tempo para pensar com mais calma, consegue sintetizar o dia. Proponho-me às vezes um esforço adicional para tecer minhas próprias anotações, madrugada adentro. As de cunho geral são mantidas no computador. As de cunho pessoal, em minha consciência. Às vezes, o que chamo consciência resume-se à simples idéia de continuidade da memória, ou seja: se aprender nada mais é do que lembrar o que já se sabe. Viver é aprender a conectar o ontem com o hoje.&lt;br /&gt; Enquanto a gente aprende, é comum esquecer de fazer o registro. Minha própria experiência como estudante mostrou-me mais propenso a anotar o mínimo possível, mantendo o máximo de informação disponível em minha própria mente. Meus professores, num esforço de incentivar o desenvolvimento do raciocínio, insistiam para que não adquiríssemos o hábito de utilizar uma calculadora ou recorrer ao dicionário para verificar a ortografia de palavras de médio entendimento. Lápis com tabuada? Crime punível mesmo pela professora de português.&lt;br /&gt; Tudo isso num colégio público, que decerto é sorte estar instalado na quadra de “primeirões” e “subões” da Aeronáutica. É necessário explicar a relevância do exposto: &lt;br /&gt; Concorrência.&lt;br /&gt; O colégio público instalado na SQS 214 acolhia a maior parte os filhos dos militares “de tropa”. Os filhos dos que não gostam de viajar – e portanto não se locupetam com diárias. Trocam viagens de ouro para estar mais próximos aos filhos e esposas. Naquele tempo, isso significava a impossibilidade de investimento no ensino particular. E a rede pública estava ali, perto de casa. Brasília de minha infância e adolescência foi “desenhada” assim.&lt;br /&gt; Para os professores daquele colégio, a “unidade” em que trabalhavam era uma boca-pobre. Lidavam com os filhos de uns caras que sabiam exatamente como apertar um professor. Cobrá-lo para que deixassem seus filhos tão eficientes quanto eles mesmos o eram. Sinto que esse foi o pensamento de muitos, na época, enquanto seus filhos cresciam. Houve resultados. Grande parte de meus companheiros de aprendizado na referida escola encontram-se hoje em escalões diversos do governo. Aprendíamos que mesmo quando não há autoridade envolvida em suas ocupações, há um poder coletivo. Isso era transmitido, quase subversivamente, por nossos professores. Ensinavam que o controle de nossas vidas sociais dependia de modo intrínseco de nossas atitudes, gestos e moral. &lt;br /&gt; Para os professores, errar a correção de uma prova era um inferno. Elas ensinavam um modo de resolver uma expressão, e o aluno não entendia. O pai ensinava a resolução de modo mais simples, e a professora não entendia. Dava meio certo na questão.&lt;br /&gt; O pai ficava uma arara. Não iria perder um minuto de seu expediente para ensinar outro funcionário público do magistério. Na reunião de pais e mestres, havia professores humilhados em sequência, após entregar boletins de notas estratosféricas de garotos que em casa eram calmos, e na rua andavam perigosamente de bicicleta, acertavam automóveis durante jogos de “bete”, irritavam porteiros... e ainda passavam de ano! Reunião de pais e mestres eram aqueles encontros onde os mestres tinham que medir moral com os pais de crias aterrorizantes.&lt;br /&gt; O resultado é que as aulas rendiam. Ao menos para os interessados.&lt;br /&gt; Renderam tanto, que as criaturas aterrorizantes hoje estão, como foi dito, em diversas esferas do governo federal e estadual. Alguns são policiais civis, outros médicos. Uns policiais militares, outros militares do corpo de bombeiros.&lt;br /&gt; De infância e adolescência, vários colegas empenham suas mentes e conhecimentos para irradiar o aprendizado das tardes e manhãs de um colégio civil, numa quadra militar. Na vontade de rever amigos, basta um passeio em quaisquer esferas do judiciário para saudar um ou outro velho conhecido. Tive um colega de classe na década de 90 que ia para o colégio “cumprir expediente”. Seu conhecimento genérico era superior à soma dos professores de nossa coordenação escolar, o que significava notas invariavelmente acima de 95 por cento. Jales prendeu japonês sozinho. Estimo que tenha deixado a Abin.&lt;br /&gt; Como Jales, diversos de outros contemporâneos da idade escolar fazem expectativa de nossos desempenhos na vida adulta. Preparávamo-nos conscientemente para isso. Acreditávamos na verdade de que seríamos capazes de orientar parte do mundo à nossa volta, e fazer valer sonhos e desejos de nossos mestres e pais adquirindo-os como imagem única do destino que desejavam a seus netos. Isso faz-se presente quando extraímos impressões de nossos dias e prospectamos o futuro de nossos filhos. Sejam numerosos ou não.&lt;br /&gt; Todos eles prestam atenção em como lidamos com nossa autoridade, traduzida esta pela imposição da moral individual com que desempenhamos nosso papel familiar. Alguns, como creio meu caso, atentavam também com a lida social e profissional com a mesma orientação indicada no meio familiar. Moral pública por conseguinte era reflexo de criação.&lt;br /&gt; Os grupos de poder oficiais são tidos pelos titulares das cadeiras definida popularmente por “autoridade”. Brasília é uma cidade com formalidades de Estado e reverências típicas de uma corte. Muitos de nossos agentes políticos de governos eleitos – que confundem a si mesmos por indivíduos de Estado – evoluem na nada transparente nuvem de relações indiretas que dão acesso aos recursos dos incontáveis gabinetes distribuídos na capital. Poucos deles demonstram cultura profunda no sentimento definido por nacionalista.&lt;br /&gt; Curioso também o sentido inverso, quando gente que participa de poderes tipicamente de Estado imiscui-se com o segmento político. Trata-se de um acesso pouco conveniente para o interesse público tipicamente castrense, esse mau hábito de tratar a resultados perenes decisões típicas das incoerentes gestões governamentais. Dessa relação de negação a princípios castrenses, portanto imprópria à experiência dos governos militares alimenta-se o lobby, bem como a reprovável prática de favorecimentos pessoais típica de habitantes da capital do país. Se antes o lobby era tido por um inconveniente administrativo para os governos militares mais severos, trata-se hoje de uma endemia. Incomoda-me profundamente percebê-lo cada vez mais freqüentemente. Cada vez mais próximo das posições operacionais militares que me foram confiadas. &lt;br /&gt; Tenho um ponto de vista particular acerca de diversos assuntos pouco abordados pela maior parte das pessoas. Percebi também que há poucas pessoas que têm a habilidade de realizar atividades desagradáveis por mais desmotivadoras se tornem, contanto que acreditem na missão desempenhada. Desenvolvi essa capacidade por convivência no serviço militar. O gosto pela tenacidade de testar o organismo – e o ânimo – até o limite que se deseja que os demais o façam poucas vezes é desenvolvido voluntariamente. É outorgado pela necessidade do serviço. &lt;br /&gt; Já tolerei escalas apertadas, escalas folgadas. Chefias ausentes, chefias problemáticas. Boas equipes, e colegas depressivos... sem a menor motivação pessoal para fazê-lo, a não ser colaborar com meus próprios convivas. No universo inverso à vida soberba dos gabinetes de governo, reconheço e atesto o valor de grupos de pessoas que assumem o serviço armado de suas unidades, complementam escalas diuturnas e ainda assim permanecem com espíritos quase sempre solícitos. Aplicam de tal modo o tempo de suas vidas a viver dentro de quartéis a ponto de ignorar que o mundo evolui lá fora, logo após a guarda. E é estupidez acreditar que se está seguro porque está dentro de um quartel. Isso nunca foi verdade.&lt;br /&gt; A verdade é que os inúmeros sistemas de convocação, mobilização ou qualquer nome que se dê em casos típicos de um acionamento, nunca foram testados em conjunto, de modo saber de que modo o efetivo militar das forças militares se comportariam no conjunto, em caso de hostilidades externas. Principalmente se for considerado a inaptidão natural de nossos graduados na iniciativa de conter abusos em qualquer nível. Isso me irrita pessoalmente.&lt;br /&gt; Isso porque não me considero o que desejaria ser. E realmente acredito que muitos de meus pares não têm a menor aptidão de tornarem-se muito mais eficientes que eu. Isso significa que estamos aquém do desejável. Todos nós.&lt;br /&gt; Oficiais generais, superiores, intermediários ou graduados não apresentam no todo um grupo que eu qualificaria capaz de cumprir com nossas obrigações militares a contento no caso de hostilidades. Aproveito esse particular para expressar a pachorra pessoal afirmando que falta nos quartéis, em menor escala que no mundo civil, Moral. Com “M” maiúsculo.&lt;br /&gt; Se entendi bem, moral é a constante aplicação da ética. Compreendendo por ética o que é bom para o indivíduo e a sociedade, muitas decisões a que se presencia negam o bem comum, excluindo-se da ética. Difícil caracterização que caracteriza abuso.&lt;br /&gt; Produzir efeitos em homens, quando na cadeia de comando, significa utilizar um de dois dispositivos: a prerrogativa da competência e autoridade, ou a moral coercitiva. Chefia ou liderança.&lt;br /&gt; É isso o que acredito que signifique honrar a farda. Saber lidar com a missão de cada força por uma ciência ou uma arte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Creio que a cada brasileiro que é dado a autoridade de responder por integrante de uma força armada, a responsabilidade de realizar suas funções do modo que lhe pareça mais interessante, no prazo da vida útil do militar, de duração atual de 30 anos de serviço. A partir daí, essa “vaga de combatente” passa para seu substituto, que deverá primar em transmitir seu cargo com a mesma lisura que recebeu de seu antecessor.&lt;br /&gt; Qualquer violação nesse dispositivo torna o indivíduo passivo de punição por atentar contra sua instituição ou costume. Mas há quem o arrisque.&lt;br /&gt; Ocorreu-me identificar esses e outros empecilhos ao desempenho de nossas funções legais e permitir-me criar dispositivos para estudá-los, classificá-los, coibi-los dentro de nossas leis e regulamentos.&lt;br /&gt; Enquadrá-los.&lt;br /&gt; E vejo que a vida tem colaborado, determinando as atividades. Observo constantemente as necessidades de minha Força, e atento a formas de supri-las. Vejo que falta muito para que possa crer no potencial de nosso efetivo. Trabalhamos abaixo dos mínimos operacionais, tanto no campo pessoal como no profissional.&lt;br /&gt; E ainda assim subsistimos em funcionamento.&lt;br /&gt; No escopo que interessa informar a qualquer pessoa, há muito o que ser feito enquanto a estrutura não se desequilibre como conseqüência natural de ações particulares. Não tenho observado muitos exemplos de uma dedicação sincera, digna do empenho do esforço dos integrantes de minha Força. Em outras palavras, falta verdadeiros voluntários. Ruim não é estar pesarosamente consciente destes fatos e deixar-se aborrecer intimamente. &lt;br /&gt; Ruim é nada fazer, por isso tento realizar algo a respeito, na medida que seja permitido todo dia. &lt;br /&gt; A vida de comunicações é retransmitir de modo ordenado informações recebidas. Algumas a gente mantém como impressão pessoal, outras a gente simplesmente retransmite. Oficialmente, nada saber e esquecer o que lembrasse porta adentro do quartel. Essa é a regra e paradoxo básico.&lt;br /&gt;Meu “proceder” é o mesmo dos antigos: manifestar-se quando a situação o exigir. Por isso escrevo pouco ou quase nada no livro de ocorrências de meus postos. Para que quando o faça, a vontade do Comandante da Guarda seja devidamente atendida. De presto, porque será cobrado mais tarde. Ninguém gosta de ser cobrado por seus subordinados. Nem eu.&lt;br /&gt;E eles cobram. Cobram com o olhar quando permito que gente de moral duvidosa cause mal ao nosso funcionamento cotidiano. Soldados vêem cabos e sargentos que também foram soldados uma espécie de referência. Imponho constantemente à minha própria subsidiar essa referência para suas vidas civis. Ensino-os a evitar as panes. Ultimamente, dado a quantidade de problemas interpessoais que se perpetram nos quartéis, obrigo-me a deixar a explicação e abreviar a situação: ensino-os eventualmente a se defender. O conceito de defesa para o militar antigo da Proteção ao Vôo é extremamente mais complexo que a de qualquer profissão civil. Defesa jurídica. Procedimentos e dispositivos administrativos que asseguram que o que é relatado, reportado ou registrado – mesmo em um livro de memórias – não os conduza a uma cadeia disciplinar. Ao contrário, conduza à solução apropriada os setores pertinentes. Assim trabalha tradicionalmente o Operador de Comunicações Militares.&lt;br /&gt;Para que eu possa escrever com essa desenvoltura em meu próprio laptop uso uma série de “filtros” pessoais. Isso assegura que o que vem à mente não seja “xeretado” eletronicamente. A barreira não é digital, não é física. É jurídica.&lt;br /&gt;E recomendaria que outros brasileiros passassem a utilizar algumas dessas técnicas, as quais tenho a intenção oportuna de organizar.&lt;br /&gt;Como escrever e explicar essa série de procedimentos sem ser submetido à avaliação psiquiátrica por algum alienado social qualquer, conforme já ocorreu com minha pessoa, é que é a arte. Um profissional militar de comunicações deve saber fazê-lo com precisão.&lt;br /&gt;Para começar, o sigilo das comunicações é somente jurídico. Qualquer pessoa pode grampear um computador à distância como o é possível a um celular.&lt;br /&gt; Logo, tudo o que é conversado, escrito ou codificado é passível de interceptação. Essa paranóia não é minha, é dos profissionais da Tecnologia da Informação. Essa turminha era doida para ter acesso às comunicações militares. Principalmente após o regime militar.&lt;br /&gt; Lembro sempre que o trauma não é meu: é do cidadão comum. Nasci confortavelmente do lado de cá do prende, bate e arrebenta. Filhos da geração coca-cola.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dedico algum tempo para registrar minhas impressões, quase sempre toma meu espírito a vontade de reagir com violência. Há vários tipos de violência, todo militar sabe muito bem isso. Militares de minha classe eventualmente a estudam.&lt;br /&gt; Há a violência física. A desmobilização do inimigo pelo abatimento físico. O oponente torna-se organicamente incapaz de reagir com energia. Isso ainda não determina a vitória. O inimigo ainda pode se reerguer. Basta recursos.&lt;br /&gt; A violência física tem origem nos pequenos embates quando criança. Quando as mais mimadas – e detestáveis – crianças choram para ter o que querem dos pais. Tentam fazê-lo com seus professores e muitas vezes conseguem sucesso, com a intervenção dos pais. Logo após, passam a chorar para seus coleguinhas, e vendo-os rindo, aproveita seu tamanho agigantado e partem para agressão física. Crianças que desenvolvem ração&lt;br /&gt; Tem também a violência espiritual. Aquela em que o moral do oponente é afetado ao ponto de interiorizá-lo em definitivo. Torna-se um inimigo fraco de reação por omissão de sua própria vontade. O inimigo ainda pode reerguer-se, aliando-se ao que crê possível realizar e seus pares que pensem de mesmo modo. Um grupo vence quase todo oponente. O homem de fé sempre é um oponente que responde por vários, esse é o êxito dos “bons”, em toda extensão do termo. Homens ruins desagregam-se com facilidade.&lt;br /&gt;‘ A violência moral se dá quando se ignora os limites da autoridade. Não o li em lugar nenhum, mas é constatável: uma das partes encontra-se amparada e é preterida dos interesses a que não negariam a ninguém. Isso ocorre quando um país invade outro “porque somos maiores e em maior número”, e também quando o superior ordena algo que visivelmente não é do interesse do serviço, mas agrada-o pessoalmente.&lt;br /&gt; Contenho meu prazer em informar ter aprendido a utilizar as ferramentas disponíveis para a maior parte dos problemas do efetivo. E a solução vem do próprio efetivo, é o que leva a crer.&lt;br /&gt; A relevância do que me presto a ocupar meus momentos de folga a compor essa redação é sentir-me verdadeiramente “de corpo presente”. Tomar as iniciativas que as pessoas que me cercam têm por desejo que alguém o faça.&lt;br /&gt; Não busco glória, não me apraz valor. Também não tenho por objetivo participar do já instalado desassossego público. É transmitir parte do necessário para que pessoas passem a perceber, valorizar e respeitar cada militar que veste azul. Busco justificar meus companheiros. Afinal de contas, não creio que estejamos fazendo nosso melhor. Podemos fazer muito mais.&lt;br /&gt; Lendo um livro de Jorge Motta, ex-secretário da Casa Civil do Distrito Federal, qualquer brasiliense é capaz de se identificar com seu estilo leve, explicativo de citar fatos e situações que determinaram a disposição geográfica de Brasília, e sua eficiência como cidade residência ao comando estatal do país Brasil.&lt;br /&gt; Percebi que por mais complexas tenham sido as relações das pessoas às voltas do poder na década de 70, pôde-se esclarecer com certa ternura o clima de época, que alimentava as decisões de pessoas que criaram Brasília, minha cidade.&lt;br /&gt; É estranha a sensação que me toma escrever o termo “minha cidade”. Muitas vezes pesa definir se a cidade é nossa – os cidadãos, ou somos nós quem pertence a ela. O que é possível sentir, quase palpável é o fato que há uma ligação muito forte entre Brasília e os que aqui habitam. Uma relação de amor e ódio, onde é possível admirar o respeito pela travessia de um pedestre à faixa com a mesma freqüência de delitos. A capacidade de relevar as imperfeições sociais quase sempre é originada na própria paciência que temos com nossos familiares. Relevar a impaciência da esposa, algumas atitudes dos filhos, tudo isso muito se assemelha da atitude que um cidadão radicado na cidade assume em relação ao que também não o agrada ao sair à rua.&lt;br /&gt; Agora, mais de quinze anos depois de ser convocado “no laço”, sinto-me como uma bomba, pronta a explodir um período de reflexões. Percebo-me mesmo, capaz de dar ao efetivo recursos para que façam uso da legislação vigente, e passem a fazer parte das decisões de iniciativa presumida das autoridades. Usar o poder coercitivo do pleito da tropa. Necessidade do serviço. Tudo isso é possível resumir:&lt;br /&gt; Aprendam a apertar autoridades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-8024380694919781764?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/8024380694919781764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/tempo-e-dinheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8024380694919781764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8024380694919781764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/tempo-e-dinheiro.html' title=''/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-4529092161328563942</id><published>2010-03-09T16:26:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T16:27:18.973-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SPY vs SPY &lt;br /&gt;Clarity of mind&lt;br /&gt;Youtube:&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=AtQ9gETkF4g&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Been years gone by&lt;br /&gt;I’ve just abused my mind &lt;br /&gt;My body’s paid the price&lt;br /&gt;Come to a fork&lt;br /&gt;I can go up or down&lt;br /&gt;Or use my mouth too much&lt;br /&gt;Oh lord, protect my words&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reality’s a matter&lt;br /&gt;Of a clarity of mind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Take the things away&lt;br /&gt;I like the look of that&lt;br /&gt;It makes my mouth water&lt;br /&gt;Left in the air&lt;br /&gt;All the things i’ve said&lt;br /&gt;You know they don’t all add &lt;br /&gt;Now, who’s a muddle head&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reality’s a matter &lt;br /&gt;Of clarity of mind&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clareza de pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos têm se passado,&lt;br /&gt;Eu simplesmente excedi minha mente&lt;br /&gt;Meu corpo pagou o preço&lt;br /&gt;Virando um garfo&lt;br /&gt;Posso melhorar ou piorar&lt;br /&gt;Ou usar demais a boca&lt;br /&gt;Oh Deus, proteja minhas palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade é questão &lt;br /&gt;De clareza de pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe as coisas de lado&lt;br /&gt;Gosto de como as coisas se apresentam&lt;br /&gt;Isso dá fluidez à boca&lt;br /&gt;Deixadas no ar&lt;br /&gt;Todas as coisas que disse&lt;br /&gt;Você sabe que nem todas cabem&lt;br /&gt;Agora, quem é turrão(?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade é questão&lt;br /&gt;De clareza de pensamento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-4529092161328563942?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/4529092161328563942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/spy-vs-spy-clarity-of-mind-youtube.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4529092161328563942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/4529092161328563942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/03/spy-vs-spy-clarity-of-mind-youtube.html' title=''/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-5669682823765878280</id><published>2010-02-16T08:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T08:22:36.837-08:00</updated><title type='text'>Lésbica na Gala</title><content type='html'>Freed From Desire               Libertos do Desejo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;My love has got no money       Meu amor não tem dinheiro&lt;br /&gt;(he's got his strong believes)      (Ele tem suas fortes convicções)&lt;br /&gt;My love has got no power       Meu amor não tem poder&lt;br /&gt;(he's got his strong believes)      (Ele tem suas fortes convicções)&lt;br /&gt;My love has got no fame               Meu amor não tem fama&lt;br /&gt;(he's got his strong believes)      (Ele tem suas fortes convicções)&lt;br /&gt;My love has got no money       Meu amor não tem dinheiro&lt;br /&gt;(he's got his strong believes)      (Ele tem suas fortes convicções)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Want more and more                    Queira mais e mais&lt;br /&gt;People just want more and more       As pessoas querem apenas mais e mais&lt;br /&gt;Freedom and love               Liberdade e amor&lt;br /&gt;What he's looking for (x2)       É o que ele está procurando(2X)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Freed from desire - mind and senses purified Libertos do desejo, mente e sentidos purificados&lt;br /&gt;Freed from desire - mind and senses purified Libertos do desejo, mente e sentidos purificados&lt;br /&gt;Freed from desire - mind and senses purified Libertos do desejo, mente e sentidos purificados&lt;br /&gt;Freed from desire Libertos do desejo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terra disponibiliza a seguinte tradução da música: http://letras.terra.com.br/gala/15747/traducao.html&lt;br /&gt;Tá errada.&lt;br /&gt;A que vale é a que tive o trabalho de corrigir em alguns minutos. O Terra acaba “tirando o brilho” da música e, portanto, da cantora – que eu sempre achei linda. Conheci uma guria do stile da cantora ontem. Gala. Aquela, da música “come into my life”...&lt;br /&gt;Daí lembrei da letra, e verificando na internet percebi que a versão do Terra estava matando a tradução da música, sua compreensão precisa.&lt;br /&gt;A vida de quem sabe um pouquinho de inglês costuma ser um inferno. É difícil não perceber erros grosseiros e o pior: a gente percebe fácil quando “a mensagem não foi transmitida”. &lt;br /&gt;Quando ouço música no carro -  um hábito candango obrigatório – as cenas dos clipes, letras de músicas e idéias afins ao seu dia podem vir com maior ou menor riqueza de detalhes. A capacidade de cada cérebro de produzir suas impressões é desenvolvida no decorrer da vida.&lt;br /&gt;Uma de minhas habilidades mais antigas é a compreensão de texto. Isso significa que fui um cara chato para os professores no segundo grau. Eles dificilmente compreendiam a forma como  traduzia para o papel uma cena em seus elementos essenciais e numa linguagem relativamente acessível aos demais colegas de classe. Isso se dava porque tinha o hábito regular de ler revistas e enciclopédias. Faço-o desde os 12 anos de idade conscientemente. Piece of cake, bro. Tô com 35.&lt;br /&gt;Mas a arte real é a de “ler” pessoas. Saber numa passada rápida dos olhos detalhes de sua personalidade. No carnaval, muita gente confunde as coisas. Ao invés de pôr uma máscara e ser outra pessoa – talvez melhor, tira a máscara e mostra seu verdadeiro eu.&lt;br /&gt;Tô escrevendo essa lenga-lenga toda pra não ir direto ao assunto:&lt;br /&gt;Sexo a três.&lt;br /&gt;Recorrendo ao recurso mais habilidoso possível, segue a descrição da cena:&lt;br /&gt;Um homem, hetero. Do tipo na dele. Popular por propósito. Duas garotas. Uma com corpo de 16 – mas 22 anos. Seios pequenos, quadris largos e quadril silhuetado. Morena dourada, cabelos pretos. Olhar sedutor quando não-embriagada. Entre um homem e uma mulher, ela ataca a mulher. Gosta de uma putaria. A outra garota com 36 anos. Lembra a cantora italiana Gala Rizatto, só que detonada pela balada.&lt;br /&gt;A camionete Volks com excesso de um passageiro pára  na porta do Sunset Motel. O primeiro da avenida. Ao descerem três do carro, elas já chupavam pescoços há meia hora. Elas são sugestionadas a subir primeiro, enquanto o automóvel era convenientemente trancado. Manobra evidente, levou-se alguns minutos antes de realizá-lo.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, duas sem sutiã. Deliciosas. A hidromassagem é bom álibi para manter-se ocupado enquanto o filme avança. Ao terminar de encher a banheira, a cena apresenta-se mais quente. A moreninha usava somente uma calcinha translúcida, branca. A outra mantinha-se de calça jeans. A hidromassagem cheia acusava temperatura suficiente para manter-se em estado pouco acima do morno em cerca de 30 minutos. Imprópria para o uso imediato. O homem permanece no campo. Senta-se no sofá ao lado da cabeceira e abre uma cerveja. As duas se pegando. A moreninha se mexendo, roçando em ritmo leve sua parceira subjugada. Metade da lata. Afasta a calcinha e senta na boca. Se mexe rebolando e gemendo. Uma ou outra vez sai de concentração e diz uma bobagem qualquer.&lt;br /&gt;A outra faz seu movimento. Deita a moreninha na cama e abre suas pernas. Cai de boca com maior visão. O voyeur sente vontade de participar. Aguarda momento oportuno.&lt;br /&gt;Deitadas uma sobre a outra, é feito o movimento. Três na cama e com calma, inicia-se uma massagem na moreninha. Creme de aroma leve, gostoso. A outra se vê com um concorrente. Cria um assunto idiota qualquer e atrapalha a jogada. Problemas.&lt;br /&gt;O voyeur leu Sun Tzu. Aplica o Bing-Fa e cede novamente a morena. Para isso, uma massagem inicial em pontos neurodesativadores: os pés. Por um pé se conhece a mulher, assim como nos homens se conhece – ou ilude-se - com as mãos. Pés de mulher descuidada. Mal amada. A oportunidade parecia única nos últimos anos dela. &lt;br /&gt;Até aí, nem sequer tirou o Jeans. E permaneceu de sutiã. Medo do homem. Falou bobagens e não interagiu. Falha Bing-Fa. Oponente cercado. Abriu o cerco indo para a hidromassagem dez minutos após o previsto. Água morna.&lt;br /&gt;O voyeur deixado na cama com música de fundo ruim e um canal pornô parado na tela inicial de um DVD de terceira. Belo carnaval.&lt;br /&gt;Gemidos e alguns urros na hidromassagem. Interferir ou manter silêncio rádio? Duas punhetas. Quem sabe ouvir compõe um quadro mais nítido na mente, como um telegrafista. Gemidos da outra – a morena está ativa. Estava pouco à vontade com a insegurança da outra. A outra geme como um homem sob a ação do boquete. Fellacio pros letrados.&lt;br /&gt;O voyeur passa de Bing-Fa para Talibã. Pensa em abandonar as duas criaturas ingratas no motel, pagar a conta e sair sem falar nada. Sente-se feito de palhaço, num carnaval onde a folia se resumia em alguns cômodos. &lt;br /&gt;Pensa em levar as roupas de modo a criar maior transtorno ao dia seguinte das foliãs. Levar quem sabe uma bota e um top, duas sandálias de uma e a calça jeans da outra... inúmeras combinações são possíveis para causar ódio semelhante ao sentido por ter ido à festa e não ter  curtido. Fazê-las ter idéia do que se passa na cabeça de um homem quando a morena que ele bronzeou a bunda à tarde esquece-o de lado à noite para chupar uma junkie final de carreira. Mas não incluí-lo.&lt;br /&gt;Mulheres são criaturas egoístas. Pensam no prazer próprio com tanta intensidade quanto afirmam que os homens o façam. Talvez por isso apenas 35 por cento das mulheres atinjam o orgasmo – na pesquisa tradicional. Não aprenderam que para ter mais prazer, é necessário causar prazer. É só isso: “quem quer rir faz rir”.&lt;br /&gt;Para o voyeur, não teve a menor graça. Se é preciso garimpar para encontrar as melhores pedras preciosas, é válido dizer o mesmo para pessoas. É preciso saber encontrar a pessoa compatível, no local compatível. &lt;br /&gt;Da próxima vez, escolher melhor as que levar ao motel.&lt;br /&gt;Quem sabe na próxima cena?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-5669682823765878280?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/5669682823765878280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/02/lesbica-na-gala.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5669682823765878280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/5669682823765878280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/02/lesbica-na-gala.html' title='Lésbica na Gala'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7354263939262167734</id><published>2010-02-02T14:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T15:19:22.817-08:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>Hoje é o dia que decidi tirar onda para mim mesmo. Aproveitar que, ao que parece, ninguém tem conhecimento ou acessa voluntariamente este discreto site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia que percebi com maior clareza estar fazendo quase tudo certo. Vários assuntos entretanto continuam pendentes. Muitos deles supérfluos, graças a Javé. Considero ter agregado "munição" para resolver todos os problemas que me foram apresentados pela vida recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um Projeto de Reeducação Financeira em andamento que provavelmente será muito superior ao oferecido pelo Comando da Aeronáutica. Uma sistema de comunicações militares a defender e uma garota maravilhosa que parece vir observando com atenção minhas ações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto de reducação financeira tem prazo aproximado de um ano e meio para resultados constantes. Para isso preciso apenas continuar o esforço de pesquisa e voltar minha concentração na inteligência financeira necessária. Nem o Comando da Aeronáutica, com seus diversos oficiais superiores na área afeta conseguiram desenvolver algo tão complexo e eficaz. Zero para eles em eficiência, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sistema de Telecomunicações da Aeronáutica está para ser desativado de modo irresponsável, por gente que não sabe como utilizá-lo. Posto ter prometido desde 1993proteger a honra, moral e instituições decidi fazê-lo dentro do regulamento. Meu chefe provavelmente não gostará do que vai acontecer. Paciência. Sou pago para isso. Considero-me preparado para qualquer evento negativo afeto ao assunto, embora creia improvável qualquer reprimenda pela iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota maravilhosa é a que parece me estar sendo "reservada". Há outra garota envolvida comigo, mas não poderei continuar em relação. Criarei um modo de evadir sem ferir seus sentimentos. Queira Deus que dê tudo certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de minha filha. Nada posso fazer. Da ruptura de nossa família, foi necessário meu afastamento. Não queria de modo algum interferir na nova vida familiar da Exma.-Sra.-Ex-Madame. Ela tem direito de uma vida sem interferências - mesmo que para tal seja preciso meu distanciamento da própria filha. É duro vê-la a cada dia mais crescida e constatar que minha presença não é mais necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o que dediquei ao seu crescimento tivesse sido, pelo tempo e pela distância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;banido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apagado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esquecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como costuma ser a vida de qualquer soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é tempo de recomeçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7354263939262167734?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7354263939262167734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/02/recomeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7354263939262167734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7354263939262167734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/02/recomeco.html' title='Recomeço'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6632638893493139605</id><published>2010-01-27T18:01:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T18:03:54.202-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oito minutos'/><title type='text'>Oito para meia-noite</title><content type='html'>É possível escrever algo perfeitamente publicável em oito minutos? Talvez. &lt;br /&gt;Tenho um blog, um laptop e a Internet. Ferramentas poderosas no auxílio dos negócios.&lt;br /&gt;A maior parte das pessoas está acostumada às atividades lúdicas, tais como o MSN, o Orkut, dentre outros sites de interação. A idéia de interação entre pessoas é excelente. A diferença talvez esteja no objetivo. Pra mim, internet é ferramenta, não brinquedo.&lt;br /&gt;Já parou para calcular com precisão o custo de suas atividades diárias? &lt;br /&gt;Tenho tido tempo para fazê-lo, e há visão quanto a avanços. Tenho empregado meu tempo livre a pesquisar necessidades  e soluções em campos distintos da contribuição social em que se resumem nossas vidas.&lt;br /&gt;A primeira coisa a fazer é conheça a si mesmo. Isso determinará seu potencial.&lt;br /&gt;É o que se pode publicar em 8 minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6632638893493139605?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6632638893493139605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/oito-para-meia-noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6632638893493139605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6632638893493139605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/oito-para-meia-noite.html' title='Oito para meia-noite'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6297929350317892297</id><published>2010-01-03T19:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T19:09:27.201-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bing-Fa'/><title type='text'>Domingo Bing-Fa</title><content type='html'>Sun Tzu – conceitos de Defesa Aérea e Controle de Tráfego&lt;br /&gt;Planejamento&lt;br /&gt;Isto é defesa*&lt;br /&gt;É o mais importante talento de nossa nação&lt;br /&gt;É a base da paz e da guerra&lt;br /&gt;É a filosofia do controle e reação&lt;br /&gt;Você deve conhecê-la bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua habilidade vem de cinco fatores. Estude estes cinco fatores para planejar a defesa. Você deve insistir em conhecer a natureza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Da filosofia de Inteligência&lt;br /&gt;2. Do efetivo&lt;br /&gt;3. Da Unidade&lt;br /&gt;4. Do comandante&lt;br /&gt;5. Dos métodos militares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estou formado. Conto com 35 anos de idade e cerca de 17 de trabalho. Comecei meu domingo cedo, às seis da manhã. Horário da rendição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sete já estava em casa. Recusei-me a dormir. Assuntos de serviço evoluem na mente – não os consigo evitar. O militar mais antigo da casa me oferece um café, absolutamente sem açúcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparece com um livro – A Arte da Guerra &amp; A Arte do Amor. A disposição de texto era espelhada. De um lado, falava-se do original – a guerra. Do outro, a aplicação estratégica às relações afetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorei solenemente a arte do amor e li somente o texto de Sun Tzu. Às onze da manhã já havia devorado as 76 páginas correlatas ao assunto. Meu ordenança de informações chegou. Tenho meu próprio staff de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circuitamos logradouros a tarde inteira visualizando estratégias para a reativação de nosso laboratório – um carrinho de hot-dog. Seremos os mais avançados do país. Comentei avanços anteriores e gerei motivação, alimentando o desejo por motocicletas mais eficientes, automóveis mais eficientes, vida ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vinte e três horas, apenas doze horas depois de ler Sun Tzu, estou reescrevendo-o para adaptá-la a uma espécie de guia doutrinário do maior centro integrado do planeta. Definitivamente estou abusando. Sempre aprendi mais rápido que a maioria. Gostava de desenvolver a habilidade de “sacar primeiro”. Hoje penso em replicar o conhecimento a quem se interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se. Sou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo Sun Tzu reconheço que possuo muitas características desejáveis a generais. Não gosto da idéia de tornar-me para vida um general. A distância natural dos soldados causam-me o pânico da desinformação. Gosto da escolha de ser um sargento. A proximidade com a tropa desenvolve-me capacidades e habilidades que tornam-me auto-suficiente e habilidoso em manutenção. Em diversos dispositivos. &lt;br /&gt;Automóveis, motocicletas, aparelhos elétricos e eletrônicos... um bom combatente é capaz de reconduzir à funcionalidade dispositivos diversos. Trocar pneu furado de um veículo é para um oficial um aborrecimento. Para um soldado, é uma constante à qual se condiciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos mais resistentes por isso.&lt;br /&gt;Somos mais determinados por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Militar especialista é assim, um potencial latu sensu. Vê a vida em wide screen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não troco meu trabalho pela maior parte das coisas deste mundo. É o campo que conheço, o campo que domino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo onde adversários evitam: a moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia noite e cinqüenta e cinco. Hora de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um combate por dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma batalha por mês...&lt;br /&gt;Uma guerra por ano...&lt;br /&gt;0112HBV&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6297929350317892297?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6297929350317892297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/domingo-bing-fa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6297929350317892297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6297929350317892297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/domingo-bing-fa.html' title='Domingo Bing-Fa'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3781987751997469516</id><published>2010-01-01T18:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T18:12:45.526-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicações'/><title type='text'>Antivirus</title><content type='html'>Pode acontecer que algum dia vírus seja coisa do passado. Por enquanto, é uma peste surpreendente. Culpa dos Gates. Gente do tipo Gates tem vontade de espalhar a capacidade de comunicação, de interconectar sem grande seletividade uma enorme quantidade de pessoas. De seus dispositivos de comunicação, as redes costumam primar pelo acesso remoto. Isso se faz evidente pelo processo de atualização de qualquer software. Quem deseja menor grau de risco de ter seu computador acessado por hackers ou danificados por vírus prefere ambientes mais controlados, onde o computador responda com maior foco a processos internos, tornando a rede um acessório de interligação. Um acessório negociado.&lt;br /&gt;Tomemos o Linux, por exemplo. É um excelente ambiente, onde a preocupação com vírus foram praticamente esquecidas. Essa é a vantagem de quem trabalha com Linux: não dispensar tempo precioso livrando-se de obstáculos à criatividade. Em contrapartida, cada ação desejada deve ser explicada detalhadamente pelo próprio usuário. O problema é que coisas inteligentes, feitas por gente inteligente, normalmente é pouco operável por gente prática. Culpa dos Torwalds e Jobs.&lt;br /&gt;Como detectar o trâmite de informações da rede em seu computador? Há alguma forma de evitar que idéias, fotos ou documentos pessoais sejam acessados por terceiros, como possibilita programas como o ProRat?&lt;br /&gt;Ao digitar este artigo, percebi lentidão no acesso à internet. Páginas que normalmente abrem em segundo levando até meio minuto para exposição denunciam um microcomputador virótico. &lt;br /&gt;E há várias outras características. A questão é: como regular a privacidade de seu computador em relação ao acesso remoto – não ao usuário como a Microsoft tem o descarado hábito de fazer. Na maior parte dos locais onde estão instalados, não é importante quem está próximo ao terminal do usuário.&lt;br /&gt;É importante quem tem acesso ao conteúdo do terminal.&lt;br /&gt;Bloquear terminal por tempo ocioso é uma estultice. Melhor bloquear rede, e não é assim que a Microsoft quer que aconteça.&lt;br /&gt;Suscito essa e outras questões todo dia. Quando se fala em tecnologia de informação, há de se lembrar que surgiu de conceitos de comunicações elementares. O desenvolvimento de senhas e privilégios de administração de rede foram conseqüência de conceitos de sigilo de comunicações, em proximidade ao sigilo de informações.&lt;br /&gt;No seio dessa cultura trabalho há pouco menos de duas décadas. O Odissey e Atari viraram Playstation e Nintendo. As máquinas telex viraram Personal Computers. A Comutação automática virou um emaranhado de servidores.&lt;br /&gt;E no caso do autor deste artigo, o estafeta virou especialista em comunicações. Não do tipo insípido, que crê que tudo deve ser acessado e afetado à distância.&lt;br /&gt;Virei o tipo de gente que monitora o gerenciador de tarefas. Que em observação constante busca manter seu terminal o quanto mais possa seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARCHÉ&lt;br /&gt;O início. Adoro máquinas Telex. Com elas você só se comunica com quem quer se comunicar. Acho que graças ao teletipo utilizo menos o telefone. Falo com menos pessoas e busco ser o mais sucinto ao telefone. Definitivamente não sou o melhor cliente das operadoras de celular. &lt;br /&gt;Na medida do possível, o militar de comunicações tende a ser reservado. Costumamos ser detalhistas e interligar informações com certa facilidade. Alguns de nós sabem utilizar uma mesma informação em diversos setores de suas vidas. Mesmo entre pessoas do ramo é comum encontrar dois tipos díspares: há os comunicativos e os reservados.&lt;br /&gt;Os que trabalham em setores ligados à aviação são comunicativos. Detestam a idéia de deixar de levar ao máximo de destinatários possíveis a informação de vôo que julguem necessária. São os Gates da turma, trabalhando em horários diuturnos e são capazes de predizer o tempo da tarde pela manhã com a mesma precisão dos meteorologistas. &lt;br /&gt;Já os que trabalham nas comunicações em seu braço militar são reservados. Restringem com algum cuidado seus destinatários e são sucintos. Seu bom humor distribui-se em 10 por cento de ironia e 90 por cento de sátira. Mas não podem ser comparados a Steve Jobs. Steve, como os IPods, não tem humor. Mas são capazes de perceber com precisão superior a 90% se algo vai dar errado. São pessimistas militantes.&lt;br /&gt;Formei-me um homem dividido. Passo alguns períodos vivendo como os primeiros, e outros tantos como os segundos. É mais fácil ser uma metamorfose ambulante quando há apenas duas opções. Militar é a profissão mais fácil que existe. Tudo é fácil, quando se sabe.&lt;br /&gt;Então, tem dia que fico moscando na frente do computador sem conseguir escrever nada, e noutros desligo a conexão de rede para evoluir a compreensão de tudo que me cerca sem disputar memória com o antivírus. Para que o computador não pareça lento ou apresente travamentos, faço uso de conceitos básicos de comunicação que utilizo em telefones fixos e celulares. Para evitar vazamentos de informações, não conecte. Para não receber informações inúteis, não esteja conectado. Conceitos básicos da vida social que são extensíveis ao ícone do computadorzinho que fica no canto da tela, perto da tecla Del.&lt;br /&gt;Ou seja: eu os desligo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3781987751997469516?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3781987751997469516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/antivirus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3781987751997469516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3781987751997469516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2010/01/antivirus.html' title='Antivirus'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1099497809754218064</id><published>2009-12-17T06:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T06:08:10.898-08:00</updated><title type='text'>Cacatua na China?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/Syo68tlsqRI/AAAAAAAAAA4/ZXqqE69sEDE/s1600-h/cacatua.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/Syo68tlsqRI/AAAAAAAAAA4/ZXqqE69sEDE/s400/cacatua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416206316570716434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;151209 – Parei em casa um pouquinho. Precisava fazê-lo. &lt;br /&gt;Se tivesse de explicar para o chinês (indivíduo não-identificado visitando minha Unidade) – ou o japonês (Comandante da Aeronáutica) – a confusão que presenciava e a necessidade de pôr os dados à autocrítica, sei que gostariam de sabê-lo. É uma história tão curiosa quanto a própria sabedoria oriental saberia apreciá-la. Estranho, que agora sinto-me apto a fazê-lo. E com a serenidade de um oficial alemão.&lt;br /&gt;Diria o seguinte:&lt;br /&gt;“ Sentinela foi a melhor fase de minha vida. Uma realização pessoal da  qual ninguém neste mundo me faz crer que não fosse um dos melhores. Sempre fui um antigo fingindo ser novinho.&lt;br /&gt;E aprendi a gostar de trabalhar com a defesa aérea de meu país, muito embora não compreenda de fato o grau de compromisso ou autoridade de cada um em ambiente natural: a caserna.&lt;br /&gt;E é estranho assumi-lo, porque é naturalmente desconfortável para um militar se exprimir com precisão digna do tempo empregado à leitura. Ninguém gosta de fazer-se exprimir ou agir de modo a ofender nenhum leitor. Decerto vejo valor tanto no soldado como no general estendendo-me ainda ao estrangeiro. &lt;br /&gt;E por isso escrevo de modo a não desperdiçar tempo. Inclusive alheio.&lt;br /&gt;Tudo o que um militar precisa para fazer-se exprimir com precisão é elaborar um COE. Comunicação Oral e Escrita. Isso não significa que não se possa utilizar meios visuais para empreender uma idéia. Um dos mais bacanas que vi foi o da primeira reunião entre o Comandante e o efetivo. Um vídeo realmente excelente, embora com alguns figurantes peculiares.&lt;br /&gt;Um dia, observando algumas fotografias estáticas numa exposição de uma comitiva chinesa, fiquei surpreso em saber que na china havia cacatuas em residências. Fiquei pasmo. Mesmo na China pode-se criar uma Cacatua em uma sala de estar? No Brasil, se o IBAMA pega...&lt;br /&gt;Por coincidência, um chinês super-descolado aproximou-se. A tira-colo, nada mais nada menos que o Comandante de nossa Organização Militar. Ocorre que, na presença de estrangeiros, compulsório atitude de respeito, mas observação. Entro no que chamo intimamente meu ‘módulo operacional’.&lt;br /&gt;Significa que faço uma leitura detalhada do indivíduo estrageiro. É involuntário, coisa de soldado. Justifico esse procedimento porque, tendo sido soldado trabalhava em uma guarda. A guarda de minha própria Unidade. E as comitivas estrangeiras visitando a Unidade eram raras...&lt;br /&gt;Acostumado ao serviço de sentinela, tudo o que pude observar naquele momento é que não portava crachá. Péssimo assunto. Por isso, saí de fininho...”.&lt;br /&gt;Também porque se soubessem que o modelo de nossa Unidade vigente na década de 80 aumentaria em muito a segurança da China, ficariam surpresos. Controle de tráfego civil e militar simultâneo é desejável para qualquer país de grandes dimensões. Mas esse não era o melhor assunto...&lt;br /&gt;Enfim: o chinês aproximou-se trajando um sóbrio – e padronizável – terno preto, salvo engano sem riscas, ou discretíssimas. Bom corte. Não transita no local de algumas fotos. Mesmo na China, onde a pena de amputação é lei, há cidadãos que não transitam fora das capitais. Como no Brasil.&lt;br /&gt;Perguntei-o em português se havia cacatuas na China. Minha intenção era saber se era existente em sua fauna. Sempre acreditei que cacatuas fossem de uma espécie do papagaio que existiam em ilhas polinésias, como no seriado “Ilha da Fantasia”. “- O avião, patrão!!!...”&lt;br /&gt;De início, o chinês não entendeu a pergunta. Repeti a mesma pergunta em inglês. Lapso de interpretação, surge a resposta:&lt;br /&gt;“- Sim, temos.” – ou algo similar.&lt;br /&gt;Cacatua é cockatoo em inglês e tem sonoridade semelhante. Tá no Wikipédia. E creio que o chinês estava errado: são oriundas das Filipinas, Indonésia e Ilhas Solomon. &lt;br /&gt;Ou seja: dificilmente é natural da China. Não da região Qin.&lt;br /&gt;Souvenir da Ilha da Fantasia. &lt;br /&gt;Pudesse encontrar o chinês novamente, teria explicado porque, dentre tantas fotos, a que chamava atenção era o psittaciforme. Ele havia apontado um casamento chinês. Achei que era um almoço.&lt;br /&gt;Minha atenção ao pássaro vem do entendimento pessoal que onde há fauna agradável há pássaros, e os pássaros favorecem a flora. Compreendendo por conseqüência que pássaros são semeadores e polinizadores naturais, como as abelhas.&lt;br /&gt;A diferença entre a família chinesa da foto e a brasileira é que criamos nossos animais fora de casa. Há espaço para eles, e de certo modo as pequenas áreas intocadas pela civilização abrigam pássaros que migram às cidades. Por isso somos cercados de trinca-ferros, sabiás, bem-te-vis e outros tantos seres curiosos. Presto atenção, sempre que possível, na existência  e canto dos pássaros. Acredito que chineses busquem fazer o mesmo.&lt;br /&gt;Em comum, o psittaciforme. Tivesse preparado-me para apresentar a casa brasileira, o exterior muitas vezes é materialmente mais belo. No pé de goiaba (The apple guava or common guava (Psidium guajava; known as Goiabeira or Goiaba in Brazil and Guayava in parts of The Americas) is anevergreen shrub or small tree native to Mexico, the Caribbean, and Central and South America.[1] It is easily pollinated by insects; in culture, mainly by the common honey bee, Apis mellifera.&lt;br /&gt;This species has become invasive in central and southern Florida and should not be planted or sold there.) pousam todas as manhãs papagaios do tipo Amazona viridigenalis. E se vire para acessar o Wikipédia pra lá daquele muro enorme...&lt;br /&gt;O curioso é que é uma ave natural do nordeste do México e a fruta também. o pé de goiaba foi considerado uma praga na Florida.&lt;br /&gt;Por isso encontro-os de manhã, no Brasil. Do lado de fora de meu quarto. Eles também gostam de goiaba.&lt;br /&gt;Além dos Psittacidae, Cacatuidae há também os Nestoridae...&lt;br /&gt;Depois de toda essa encheção de lingüiça, pena não poder enviar um presente. Um singelo gibi: Zé carioca.&lt;br /&gt;A alfândega não deixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1099497809754218064?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1099497809754218064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/12/cacatua-na-china.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1099497809754218064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1099497809754218064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/12/cacatua-na-china.html' title='Cacatua na China?'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/Syo68tlsqRI/AAAAAAAAAA4/ZXqqE69sEDE/s72-c/cacatua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2764300878071848504</id><published>2009-12-11T16:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T16:44:56.550-08:00</updated><title type='text'>Especialista de folga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/SyLnGAOF1PI/AAAAAAAAAAw/9mRNoiOVgdI/s1600-h/Imagem+001.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/SyLnGAOF1PI/AAAAAAAAAAw/9mRNoiOVgdI/s320/Imagem+001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414143792377091314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2764300878071848504?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2764300878071848504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/12/especialista-de-folga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2764300878071848504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2764300878071848504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/12/especialista-de-folga.html' title='Especialista de folga'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/SyLnGAOF1PI/AAAAAAAAAAw/9mRNoiOVgdI/s72-c/Imagem+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3079323507917775121</id><published>2009-11-28T06:43:00.001-08:00</published><updated>2009-11-28T06:43:48.261-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Undolasijá”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Era uma expressão curiosa. Admito que minha infância foi um pouco diferente da dos demais coleguinhas. Até os doze anos de idade, tinha poucos mas sólidos amigos. A maior parte era de meninos que, da mesma forma que eu, era “antenado”. Gente com grau de curiosidade maior que o de desejo de conforto. Sempre gostei de ler, muito embora meu dia não o permitisse. Desde criança.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quando eu era criança, me espantei com uma expressão da qual ainda não tinha ouvido. Na decisão de iniciar uma corrida, alguém berrou no meio da brincadeira:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Undolasijá!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos correram, menos eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não sabia que era o grito de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“vai!”&lt;/i&gt; dos colegas. Não havia lido em lugar algum, não tomei conhecimento. Mas após algumas gozações, passei a iniciar uma corrida louca toda vez que alguém dizia “undo...” e me concentrava em correr.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Levei anos para tentar compreender a “onomatopéia” que gerou essa palavra. Sendo franco, ainda não estou bem seguro de seu significado. Mas se tomarmos por exemplo a velha palavra &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forró&lt;/i&gt;, e admitirmos que há lógica em dá-la por originada em “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;for all”&lt;/i&gt;, pode-se imaginar que “undolasijá” talvez tenha surgido no nordeste. Não é difícil imaginar a figura de uma Tieta-do-Agreste, que após voltar da capital, carrega consigo os dólares dos turistas e marinheiros a quem prestou assistência física. Não deu para trocar o dinheiro na casa de câmbio. Dar, deu. Mas não conseguiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Chega cheio de malas. Os meninos, vacilantes, não sabem se a ajudam ou não. Para facilitar a iniciativa, exclama a mulher:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Preciso de uma ajudinha para carregar as malas... &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;um dólar, se já!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ouvindo a palavra &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;dólar&lt;/i&gt;, o subconsciente imediatamente se manifesta e o corpo passa a agir. Deste modo, tudo o mais era questão de um dólar. Se já.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E é estranho imaginar que, sendo esta uma das possíveis origens da palavra, crianças façam mais uso que adultos. Em brincadeiras, repetem sem compreensão de seu possível significado original, e desatam a correr baratinados, como movido por um dólar invisível e desconhecido. Mas as brincadeiras poderiam ser interessantes. Imagine um adolescente, falando para a conhecida:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- E aí...? Vamos ver quem chega primeiro no quartinho escuro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;-Ah... num sei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Um dólar se...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Oba!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas entre &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;meninos&lt;/i&gt;, combinando brincar de “pique esconde”, não havia a menor motivação. Os outros corriam como hienas de havaianas, pulando carniça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu não. Quando todos desataram a correr, a primeira coisa que perguntei a mim mesmo foi se alguém dos que corriam trazia consigo um dólar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Creio que não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3079323507917775121?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3079323507917775121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/undolasija-era-uma-expressao-curiosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3079323507917775121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3079323507917775121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/undolasija-era-uma-expressao-curiosa.html' title=''/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-3766467948312788076</id><published>2009-11-17T11:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T11:11:12.500-08:00</updated><title type='text'>Lin Yutang</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;"Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;color:#101F1F;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height:115%;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Lin Yutang, pensador chinês, filho de uma chinesa e de um pastor protestante, consegue, com toda sutileza chinesa, nos levar a uma reflexão bem-humorada da vida em seu livro A Importância de Viver, de 1937.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height:115%; Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height:115%;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;No livro, que mais mostra a vida sob a ótica chinesa, chama a atenção a teoria da necessidade de sermos vagabundos, pois segundo Lin, o vagabundo era uma figura vista com admiração por seu povo, na antiga China. O cuidado que se deve ter, é de que o vagabundo chinês é o homem que vive e goza uma plena liberdade espiritual e social, e não um parasita, como é o vagabundo que conhecemos. Por isso a figura do vagabundo dentro da cultura chinesa é bela, enquanto o vagabundo, dentro da cultura ocidental, é tão somente alguém desprezível. Porém, mesmo assim, é bom lembrar que Charles Chaplin, mesmo sendo inglês, conseguiu com a magia da sua inimitável arte, criar o vagabundo Carlitos, lindo e amado, justamente por se aproximar ? e muito, da figura do vagabundo chinês.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Outro ponto que Lin Yutang trata com maestria, é a do bêbado poeta. Para ele, quanto mais a alma de um homem está triste, buscando na bebida algo que nem mesmo ele sabe, maior será sua chance de criar grandes poemas. E Lin cita então alguns poetas chineses da antiguidade que criaram os mais belos poemas, bêbados ou saindo de um porre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;E Lin Yutang faz um passeio em quase 400 páginas monologando com o leitor e levando-o do mundo interessante de um simples condutor de bonde até o proeminente político, que, é claro, é abominado pelo pensador, assim como o foi por Tucker, que detestava políticos e advogados, pois quando ele tentava iniciar sua pequena, porém promissora fábrica de automóveis, eles se posicionaram ao lado da gigantesca Ford. Por isso Tucker os detestava e Lin diz em seu livro que o meio político é tão sórdido, que dificilmente atrairá para si homens de caráter...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Para concluir, leia alguns pensamentos de Lin Yutang: A vida social só pode existir na base de uma certa dose de mentiras refinadas e de que ninguém diga exatamente o que pensa. Além da nobre arte de conseguir fazer as coisas , existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial. É certo que os fumantes causam alguns incômodos aos não-fumantes, mas tal incômodo é físico, ao passo que o incômodo que os não-fumantes causam aos fumadores é espiritual. Entre todos os direitos da mulher, nenhum é maior que o de ser mãe. Nada neste mundo se equipara em beleza a um homem idoso pleno de vitalidade e sabedoria. No Ocidente, pensa-se muito em sexo e pouco nas mulheres. O sábio lê livros, mas lê também a vida. O universo é um grande livro e a vida é uma grande escola. Se consegues viver uma tarde absolutamente inútil, de maneira absolutamente inútil, então sabes viver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-3766467948312788076?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/3766467948312788076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/lin-yutang.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3766467948312788076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/3766467948312788076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/lin-yutang.html' title='Lin Yutang'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-7710347247617624364</id><published>2009-11-01T07:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T07:42:33.253-08:00</updated><title type='text'>Quer saber, apure.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma quase-loira está me empertigando a cabeça. Não atendeu o cel, nem ligou de volta. Há algo errado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há algum tempo, a gente tinha um “acordo pessoal”. Se ela ligasse, eu atendia de imediato se estivesse próximo ao telefone e vice-versa. Era gostoso quando vinha à mente aquele sorriso aberto que ela tem mania de soltar quando me via. Não tem acontecido isso, recentemente. Logo, bom apurar antenas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não é incomum que eu decida fazer algo e faça outra coisa completamente diferente. Muitas vezes é mais interessante fazer o que deve do que o que quer fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em vários campos. Do profissional, o afetivo, muitas de nossas decisões são tomadas em maior consideração de seus efeitos do que nossas vontades pessoais. Noutras, o inverso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Minha confiança nas pessoas é um banco onde costumo sempre depositar. Se a confiança creditada não render, saco tudo e encerro a conta. Isso pode parecer radical ou exagerado. Mas a experiência pessoal fez-me assim. Tive excelentes situações de aprendizado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Fui casado durante treze anos, e a maior parte das pessoas não faz idéia do que seja contornar situações indesejáveis por mais de uma década. Principalmente fazendo-o com alguém que gostava de decidir &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;diametralmente&lt;/i&gt; às avessas de suas decisões. Acostumar-se à presença de um ou outro remador que reme ao contrário desenvolve “musculatura” para o restante da tripulação. Se não virar o barco antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vida pessoal de cada um merece a liberdade de não ser criticada. Cada pessoa com quem se conversa tem direto a ser objetivo em suas vidas, ou não. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Fórum íntimo&lt;/i&gt;, ou seja: aquilo que se decide ou julga conforme seu próprio entendimento. O que cada pessoa leva em consideração durante conversas ou discussões depende de sua percepção da situação. Por isso decidir pelo coletivo é tão difícil. Para um ponto de vista convergente ou divergente, há sempre uma percepção diferente de pessoa para pessoa. O que cada um percebe, é “arte” de cada mente – brilhante ou não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Percebo que muitas vezes é improdutivo dar atenção a alguns detalhes da vida. Noutras, o “detalhe” muitas vezes economiza-lhe tempo. O tempo desperdiçado em algo que não dava mostras de solução.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É possível que o leitor já tenha passado por situações de decisão extrema. Na vida de um soldado, isso é uma constante. A gente se acostuma a estar sempre faltando algo à decisão. Quando há a faca e o queijo na situação, as mãos estão amarradas. Vida de soldado nunca é simples.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As pessoas ficam impressionadas com a capacidade destrutiva de um soldado bem treinado. E pra ser bastante sincero, meu santo está cansando. De saco cheio de ser enrolado a cada dia pelo governo, pela TV, vizinhos, conhecidos, parentes... todo mundo tem algum tipo de desagrado de tempos em tempos. Costumo explodir na freqüência de vulcões. Uma na vida, outra na morte alheia. De fato, vulcões só se demonstram vivos quando entram em atividade, e são tidos como inevitáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Típico do milico. Com esse indivíduo, o treinamento em paciência é todo dia. Finge-se de morto para comer o cu do coveiro. O treinamento é diário e silencioso. Pode acontecer na fila de abastecimento, quando algum engraçadinho tenta adiantar-se para tomar sua vaga no estacionamento, ou mesmo quando percebe que há informações desencontradas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não creio ter dito, mas não sou afeto a escrever sobre minhas próprias experiências. Mas na maior parte das vezes nas quais tenho tempo de revisar atitudes, percebo que mais acerto do que erro. E isso é resultado de um treinamento. Não é bom que se externe o&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; modus operandi&lt;/i&gt; que lhe dá uma cartada a mais no jogo da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na paciência de acompanhar o desenrolar de situações, o “radar” ao qual chamamos percepção normalmente se desenrola muito além das intenções do observador. Aprender é observar com atenção – e compreender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Exemplo claro foi o seguinte acontecimento &gt; conheci uma gata há algum tempo, e aproveitei a primeira briga para observar melhor à distância. Depois de algum tempo, houve rumores de que ela havia saído também com outro camarada. Disseram que ela “gostava de homem fardado”. Maldade, né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não sei. Na dúvida, perguntei se tinha rolado alguma coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“- Não, nada a ver...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“- Ok.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em outro momento, perguntei ainda à queima-roupa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“- Tá com namorado, delícia?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“- Não.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ou seja: um grupo de informações desencontradas. Para um milico, a vida é treinamento – e já tive problemas de mulher pulando cerca antes. Meu ponto de vista vai além da ofensa pessoal. É caso de vida ou morte. Se a mulher contrair doenças mortais e passar para o marido, ai dos filhos. Para não ter acesso a esse tipo de quadro, é bom observar bem o procedimento da gata que você está para “escalar” como sua. Digo escalar com a autoridade de quem pode escolher mulher. A estatística afirma: somos um homem para cerca de 7 mulheres. É muita mulher precisando de um “algo mais” na vida. Trepar, como ferramenta mecânica da arte de amar, não deixa de ser algo a mais. Só que é um algo a mais que deve ser abordado com certo cuidado. Ninguém gosta de ser componente de uma lista de prováveis pais. E nesse escopo, sou muito rigoroso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por isso sou “chato” em sacar a garota com quem deixo de usar camisinha. Observo seu comportamento sexual para obter melhor segurança de vida. E tem um detalhe: aprendi a ler em duas ou três transas, o “mapa mental” de desejos dessas criaturas esfomeadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ela teve sorte esse final de semana. Fiquei de almoçar na cantina que ela toca no sábado, mas tive problemas diversos. Deixei para ligar mais tarde 18:09 da tarde. Normalmente, nos ligamos e atendemos de imediato. Até hoje faço assim com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só que o telefone tocou duas vezes e entrou a caixa de mensagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esperei quase um minuto e liguei de novo. Tocou três vezes e entrou a caixa de mensagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que isso significa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para um bom conhecedor de telecomunicações, quando se liga de celular para celular, o primeiro celular a receber o toque de campainha é o que recebe a ligação. Logo depois, o que fez a ligação. Para cada toque do outro lado, há um toque do lado de cá, e a comunicação só é desviada para a caixa de mensagens após tocar cerca de cinco vezes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O celular tocou duas vezes, e certamente foi apertado o botão de ignorar. O serviço foi desviado para a caixa de mensagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aguardei alguns segundos, na intenção de parecer desistir de ligar. Liguei logo após e contei de novo. O celular, que já havia sido devolvido à enorme bolsa – ou ao diminuto bolso – levou o tempo necessário para tocar três vezes e ser desligado. Comportamento comum quando se está consertando um carro, fazendo comida, transando ou prestes a transar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Caso contrário, não vejo motivos para não atender um celular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A curiosidade consome qualquer ser humano de senso lógico. A sorte da “galega” esse final de semana é que estou sem a motocicleta. Para um soldado treinado, patrulha é rotina. Uma camiseta diferente, um boné emprestado e alguns minutos no barzinho próximo e tudo se esclareceria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só que, como já foi dito, a vida de soldado nunca é simples. A moto, cheia de multas, está sem placa. Foi perdida há algum tempo, e para reemplacar é necessário pagar mais de mil e quinhentos reais em multa. Os outros dois carros: uma Quantum ou uma Saveiro, dependem do segundo dia útil para voltar a circular com segurança – e combustível adicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Logo, essa curiosidade ainda vai durar duas semanas. Informações de rotina sugerem que o alvo tem cumprido alternadamente a guarda da criança. Há de se considerar ainda a possibilidade de proximidade maior com o pai da criança – um desejo incontido de algumas mulheres malsucedidas no casamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Logo, a estratégia imediata é observar e esperar.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;A vida de sempre de qualquer soldado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-7710347247617624364?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/7710347247617624364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/quer-saber-apure.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7710347247617624364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/7710347247617624364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/11/quer-saber-apure.html' title='Quer saber, apure.'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2838030592269568627</id><published>2009-10-10T19:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T19:36:36.364-07:00</updated><title type='text'>Criptocronia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Imagine se Marcelo D2 tivesse sido obrigado a servir na Base Aérea de Afonsos. As músicas teriam saído diferente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;       &lt;/span&gt;Qual é? – Marcelo S2&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Eu tenho algo a dizer, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Explicar pra você&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;             &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Mas não garanto, porém&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Que engraçado eu serei dessa vez&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Para os novinhos daqui, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Para os antigos de lá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Se você se porta como um homem, um homem será&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;...Que você mantém a conduta? Será&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;...que segue firme e forte na luta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;A outros caminhos a Força vai te levar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Se você agüenta ou não, o que será, será.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Mas sem esse caô de que está ruim, não tá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;“esse” eu já vi, vim e venci – deixa pra lá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Tá ruim pra você, também ta ruim pra mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Tá ruim pra todo mundo, o Brasil é assim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Sem sorte no banco, feliz no amor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Quem nasceu pra ser sargento não quer ser aviador&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Há cinqüenta anos a força aérea manda a vera:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;“Abaixou a cabeça, já era.” – então diz:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Essa onda que tu tira, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Essa marra que tu tem, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Tirar onda com ninguém, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Qual é, novinho, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Então vem: devagar no miudinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Então vem: chega devagar, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;no&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;sapatinho&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Antigo que sou eu não vou vacilar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Eu sou o que sou e ninguém vai me mudar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Porque eu tenho o escudo contra vacilão:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Papel e caneta e identidade na minha mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E é isso o que é preciso: coragem e humildade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;A atitude certa na hora da verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;O que você precisa para evoluir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Me diz o que você precisa pra sair daí?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Corneta é o som, a Força é o lugar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Incomodados que se mudem, eu estou aqui pra incomodar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;De que lado você trampa? Você trampa de que lado?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Na hora que o bicho pega é melhor estar preparado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E lembrando de Chico comecei a pensar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;“Que eu me organizando posso desorganizar”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Então diz:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Essa onda que tu tira, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Essa marra que tu tem, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Tirar onda com ninguém, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Qual é, novinho, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Saca aí:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Andar como anda um reco, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;brother&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Falar como fala um reco, brother&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Escamar como escama um reco, brother&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;...usar sempre o &lt;a style="mso-comment-reference:A_1; mso-comment-date:20091010T2332"&gt;cumprimento reco&lt;/a&gt;&lt;span class="MsoCommentReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt"&gt;&lt;a class="msocomanchor" id="_anchor_1" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')" href="file:///D:/F%C3%A9riasOut09.docx#_msocom_1" language="JavaScript" name="_msoanchor_1"&gt;[A1]&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-special-character:comment"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, brother&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Quantas vezes já cheguei no fim da festa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Quantas vezes o bagaço do quartel é o que resta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Não me dou por vencido, vejo a luz no fim do túnel&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;A corrente está serrada,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Não os meus punhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Vai dizer que você é um perdedor,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Daqueles que quando sua Unidade precisa ‘cê dá no pé?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Vai dizer que você prefere o ódio ao amor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Então me diz, novinho, qual é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:comment-list"&gt;  &lt;hr class="msocomoff" align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:comment"&gt;  &lt;div id="_com_1" class="msocomtxt" language="JavaScript" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')"&gt;&lt;span style="mso-comment-author: Admin"&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoCommentText"&gt;&lt;span class="MsoCommentReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8.0pt"&gt;&lt;span style="mso-special-character:comment"&gt; &lt;a href="file:///D:/F%C3%A9riasOut09.docx#_msoanchor_1" class="msocomoff"&gt;[A1]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Recruta é o elemento que mais faz uso da continência.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2838030592269568627?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2838030592269568627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/criptocronia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2838030592269568627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2838030592269568627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/criptocronia.html' title='Criptocronia'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-1572695788759761416</id><published>2009-10-01T21:27:00.001-07:00</published><updated>2009-10-01T21:27:43.028-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;SRE&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Eu detestava a idéia de receber, dentre as notas vermelhas, o temido SRE. Sem Rendimento Evidenciado significaria, com todas minhas presenças, nada haver aprendido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;As matérias eram diversificadas. Dentre elas, havia Práticas Integradas do Lar. Pode conferir: está em algum de meus insolentes boletins, que eram apresentados insistentemente ao final de ano aos únicos seres humanos aos quais devia total obediência: meus pais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Havia também outras duas matérias de ensino obrigatório: Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira. Na época, dava pouca atenção a essas matérias para beneficiar duas potenciais deficiências futuras: matemática e português. Aliás, Comunicação e Expressão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Apresentar-se sem rendimento evidenciado constituía fato inaceitável. Na condição de militar, meu genitor dificilmente poderia alocar-me às escolas particulares. Em conseqüência, mais de 70 por cento de meu conhecimento advinha de programas do governo. O restante era complementado pelos inúmeros livros e revistas que nos fosse possível comprar. Essa foi a sorte de nossa família, durante a década de 80 e 90.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;O tempo não espera por ninguém. Dizem ainda que somos exatamente o que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;decidimos&lt;/i&gt; ser. Observava com curiosidade a aviação e, em dado momento, corroborei com as possibilidades de continuar a contribuição de meu genitor. Tornei-me Especialista em Comunicações. As características de trabalho foram aperfeiçoadas ao longo do tempo, e mesmo não desejando discorrer no assunto, sinto-me compelido a afirmar: da substituição de posições operacionais de telegrafia aos novos sistemas digitais de transmissão de informação, a inteligibilidade humana ainda é insuperável. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Acreditando que os setores administrativos e técnicos estatais estivessem sob controle, voluntariei-me a participar de um setor operacional isolado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Vários anos depois, um acidente. As rotinas de meus companheiros de trabalho modificaram-se acentuadamente, assim como suas situações financeiras e familiares. Identifiquei aumento considerável nos casos de separação conjugal, endividamentos sem soluções, dentre séries de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;idiossincrasias&lt;/i&gt; que tornavam de tal modo complexo o desempenho de nossas funções, que fizeram tímidos os esforços de recuperação da qualidade de vida. Cada indivíduo que hoje participa de atividades associadas à defesa do Estado aguarda soluções de profissionais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Isso já foi comentado até mesmo em nossas cerimônias de início de expediente. Lembro-me bem da frase, nos seguintes termos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“-Ok, pessoal, agora estamos procurando os profissionais!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;- Nós também... – lembro-me ter pensado no momento. A idéia de “profissionais” é muito vaga no imaginário de quem &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;não os conhece&lt;/i&gt;. Profissional costuma ser alguém que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;professa &lt;/i&gt;sua &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;fé&lt;/i&gt;. Mesmo que no trabalho. Profissional também costuma ser associado à idéia de alguém que realiza sua função com correição e precisão. Além de atender incontinenti determinações de seus chefes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Também continuo procurando-os. Por enquanto pode-se contar com gente que além de realizar o trabalho profissional – desgastante sacerdócio – ainda acresce sua experiência profissional em diversos setores. Profissionais que além de suas atribuições empregam também conhecimentos das áreas de economia, mecânica, eletrônica, gerenciamento de recursos humanos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Ou seja: por enquanto, só pode-se contar com o que já possuímos de melhor dentre os profissionais. Só podemos contar com Especialistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Um dia, vi-me cercado de pessoas pesquisando melhoria na condição financeira de sua família. Gente de sorte: ainda não haviam perdido as suas. Mas estavam Sem Rendimento Evidenciado em suas finanças. Preocupavam-se. Queriam soluções que permitissem continuar realizando suas tarefas de uma fé que anda em paralelo com sua religião. Fé na missão elevada das Forças Armadas. Não poderia jamais permitir-me, enquanto especialista em comunicações, deixar de ajudar no que fosse necessário a essas e outras incontáveis pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Tudo o que dispomos é de especialistas, até onde se sabe.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;E &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;somos&lt;/i&gt; mais do que suficientes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-1572695788759761416?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/1572695788759761416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/sre-eu-detestava-ideia-de-receber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1572695788759761416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/1572695788759761416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/sre-eu-detestava-ideia-de-receber.html' title=''/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-2935488855835758087</id><published>2009-10-01T19:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T19:38:53.640-07:00</updated><title type='text'>Rascunho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Os Alterados&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Parte I – Anos de Empenho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Era um período de crise. Aquele tipo de crise em que poucos se comunicam com clareza de objetivos. Daí a falta de entendimento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Os motivos que levam cada um a compor seu papel na vida coletiva contêm muito de nossas idiossincrasias. O da maior parte dos integrantes das escalas diuturnas era claro: dar andamento às suas atribuições, suas atividades rotineiras. A idéia que movia o senso comum era ater-se às atividades. Não era questionado se quaisquer outros setores apresentavam carências ou se atolavam nos processos burocráticos típicos do Estado. Realizavam sua parcela de colaboração – a condução segura de vidas humanas. Quer no serviço de guarda ou nas noites insones de cada pernoite, observava-se com perplexidade a &lt;span style="color:red;"&gt;ineficiência&lt;/span&gt; do restante do paí&lt;span class="MsoCommentReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;"&gt;&lt;a style="mso-comment-reference: A_1;mso-comment-date:20080617T1702"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="msocomanchor" id="_anchor_1" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')" href="file:///D:/Os%20Alterados.doc#_msocom_1" language="JavaScript" name="_msoanchor_1"&gt;[A1]&lt;/a&gt;&lt;span style="display:none;mso-hide:all"&gt;&lt;span style="mso-special-character:comment"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;s. Onde passo a incluir-me, cumpríamos nossa parte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas no outro lado do sistema – que correspondia aos setores financeiros, políticos e sociais – as coisas mudavam com grande velocidade. Era fortemente perceptível a diferença entre as gerações da segunda metade do século 20 e a primeira metade do século 21. O brasileiro de antes era muito mais voltado ao coletivo, ao próximo. Num estoicismo digno de paróquias, não há exagero na afirmação de que abdicavam de suas próprias vidas para o bem estar dos outros – não influenciava negativamente na qualidade de vida pessoal. No capitalismo, socialismo, ou qualquer outro sistema de organização político-social ou financeiro que se crie, sempre haverá diferenças de pontos de vista. Contanto, claro, que haja pontos de vista. O do leitor certamente é influenciado por sua condição p&lt;span style="background:yellow;mso-highlight:yellow"&gt;essoal&lt;/span&gt;, seu papel social. Hoje, quando a visão de mundo é formada pela informação nem sempre completa oferecida por TV, internet e jornais, permanece – e até se acentua – uma imensa massa ignorante. Não é culpa de cada um conforme se apregoa por aí, considerando a difícil tarefa de selecionar tanta informação, de processar a complexa compreensão de como vários setores em nossas vidas particulares se interligam. Difícil convergir interesses de todos. Disse difícil, espera-se que não seja impossível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O interesse do brasileiro médio é ganhar tempo. Perder o mínimo desse precioso crédito diário para que se usufrua o máximo rendimento possível em suas atividades diárias. Quer para fechar negócios, quer para viajar com seus familiares, não se deseja perder tempo. Mas não se crê que para tal seja interessante ignorar a segurança. Por isso, quando algo tão comum quanto embarcar em qualquer meio de transporte o leve a presenciar cenas de horror – ou perecer nelas – existe a avaliação íntima de risco, custo e benefício.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Vários motivos mantêm pessoas em suas atividades. Alguns trabalham pelo retorno financeiro, outros por reconhecer que há nobreza em sua atividade – esses são mais raros a cada dia. Para esses últimos, ocupar cargo ou função de Estado normalmente traduz o desejo de poder decisório. De tomar para si a responsabilidade de decidir pelo mais lógico ou eficiente desenvolvimento de sua atividade. Principalmente durante e pouco após o período da ditadura militar. Era um período onde ostentar um uniforme proporcionava satisfações variadas. Bons tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Findo o período da ditadura – o que certamente causou desgaste crônico na imagem militar - as seqüelas de ações que em curto prazo pareciam lógicas são sentidas até hoje. Muitos dos que antes eram perseguidos por opinião voltaram pouco a pouco ao cenário político. E cobraram seu preço. Hoje é fácil encontrá-los, integram o próprio governo, federal ou estadual. Gente que antes cogitou a revolução armada aprendeu rápido a galgar urnas e atingir objetivos via voto. Mesmo visando fins essencialmente pessoais. Eleição é um concurso de popularidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas após 88, passado o bastão político de volta para os civis, as coisas foram mudando gradualmente.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Qualquer um que demonstrasse real preocupação com nossas fragilidades na área de segurança causava torcer de nariz generalizado. O senso social era crer que as forças armadas constituíssem um peso financeiro ao Estado. Os cortes financeiros começaram. Agravaram-se durante a era Collor e estenderam aos dias em que dei andamento à necessidade de não deixar de registrar o que pudesse no tocante ao resultado dessas decisões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E é difícil escrever. O maior dos entraves para tal empreitada é a própria lei. Tanto para militares quanto para civis, há leis que proíbem que se externem assuntos afetos ao trabalho. Entretanto, há de se extrair aprendizado dos fatos. Esse é o foco mais importante, a lição mais valiosa, herança para nossas novas gerações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um dos grandes aprendizados é que nas relações de trabalho, principalmente no que tange ao desempenhado por militares, deve haver um intenso comprometimento. Não somente por parte dos trabalhadores de ponta, cuja prova de sua capacidade foi o funcionamento regular durante anos de controle de tráfego, muitas vezes à guisa de investimento apropriado. Ao contrário do propalado pela mídia e autoridades, havia de se manter constante planejamento e empenho em dinamizar e otimizar recursos, em especial recursos humanos. Triste constatar que o interesse de muitos estivesse voltado ao benefício pessoal, relegando inclusive a profissionais terceirizados soluções complexas. O empenho de cada profissional de tráfego aéreo em transpor barreiras administrativas e técnico-operacionais na proteção de nosso objetivo – a segurança de vidas humanas – caracterizava o valor da dedicação pessoal desses homens e mulheres. Em seus variados graus de comprometimento é inegável que o produto de suas próprias vidas, privadas de noites de sono e tempo qualitativo para suas famílias tenha sido uma grande contribuição para a sociedade num todo. Tive a grata satisfação de conhecer grande variedade desses heróis. Verdadeiras autoridades na guerra diária contra a degradação da pequena parcela do Estado que foi depositada em suas mãos. Agentes administrativos militares de grande potencial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Agentes que decidiam quando era seguro ou não progredir o transporte de pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Autoridades que decidiam sobre o bem mais precioso em suas telas. A vida de seus semelhantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:comment-list"&gt;  &lt;hr class="msocomoff" align="left"  width="33%" style="font-size:78%;"&gt;    &lt;div style="mso-element:comment"&gt;  &lt;div id="_com_1" class="msocomtxt" language="JavaScript" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')"&gt;&lt;span style="mso-comment-author: Admin"&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoCommentText"&gt;&lt;span class="MsoCommentReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character:comment"&gt; &lt;a href="file:///D:/Os%20Alterados.doc#_msoanchor_1" class="msocomoff"&gt;[A1]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Redunda à frente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoCommentText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-2935488855835758087?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/2935488855835758087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/rascunho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2935488855835758087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/2935488855835758087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/10/rascunho.html' title='Rascunho'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-6479661186735603885</id><published>2009-09-20T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T17:59:54.963-07:00</updated><title type='text'>Nicorete</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assunto 1 – segunda feira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;segunda-feira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hipoglicemia. Hipo: abaixo, glicemia é a taxa de açúcar no organismo. Acho interessante a inspeção de saúde porque costuma ser prova oficial da resistência do organismo. Inclusive do cérebro em esperar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fumo à beça. Faço do cigarro o melhor motivo para deixar situações das quais não deseje participar, e vem funcionando muito bem, obrigado! Por incrível que pareça, campanhas anti-fumo e medidas restritivas quanto ambientes fortalecem a iniciativa. E nós, fumantes, agradecemos por podermos ser &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;segregados&lt;/i&gt; aos locais ventilados e externos. Fumantes acreditam que não é nada saudável enfurnar-se entre papéis, em qualquer recinto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É boa saída também para aquelas situações chatas nas quais dois amigos armados – e não fumantes – discutem, por exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vou acender um cigarro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cinco a oito minutos depois o cigarro vai para o cinzeiro, um dos amigos vai para o IML, o outro recebe o primeiro cigarro de sua vida de preso e segue seu caminho. Fossem três amigos que morassem juntos, já não haveria problemas em fumar na sala de estar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Ministério da Saúde também faz propaganda enganosa. E tenho provas: na carteira de cigarros vem uma estampa entitulada “Fumaça Tóxica”. Logo abaixo, enuncia-se: “O Ministério da Saúde adverte: Respirar a fumaça deste produto causa pneumonia e bronquite. Pare de Fumar. Disque saúde 0800 61 1997”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só de transcrever deu vontade de fumar longe do computador. Já comprei inúmeros maços e não atingi a afirmação determinada do referido Ministério. Não possuo pneumonia nem o menor traço de bronquite. Minha ex-mulher tinha crises de bronquite. Muito antes de namorarmos, casarmos &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;eu&lt;/i&gt; começar a fumar. Comemoro o divórcio fumando menos, ciente de que já há menos motivos para acender um cigarro. Já não há mais tantos eventos ou situações das quais não deseje participar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há algo de contraditório nos objetivos de cada envolvido na milenar arte do fumo. De grupos a indivíduos, há pouca coerência. Agem contra seus próprios interesses. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Logro, mesmo, é o número do Disque Saúde. Decerto é o maior motivo para pessoas desistirem de parar de fumar, além do gosto impreciso do nicorete.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-6479661186735603885?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/6479661186735603885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/nicorete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6479661186735603885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/6479661186735603885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/nicorete.html' title='Nicorete'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-8142016180652036152</id><published>2009-09-17T11:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T12:02:17.548-07:00</updated><title type='text'>Sem Rendimento Evidenciado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;SRE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Eu detestava a idéia de receber, dentre as notas vermelhas, o temido SRE. Sem Rendimento Evidenciado significaria, com todas minhas presenças, nada haver aprendido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;As matérias eram diversificadas. Dentre elas, havia Práticas Integradas do Lar. Pode conferir: está em algum de meus insolentes boletins, que eram apresentados insistentemente ao final de ano aos únicos seres humanos aos quais devia total obediência: meus pais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Havia também outras duas matérias de ensino obrigatório: Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira. Na época, dava pouca atenção a essas matérias para beneficiar duas potenciais deficiências futuras: matemática e português. Aliás, Comunicação e Expressão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Apresentar-se sem rendimento evidenciado constituía fato inaceitável. Na condição de militar, meu genitor dificilmente poderia alocar-me às escolas particulares. Em conseqüência, mais de 70 por cento de meu conhecimento advinha de programas do governo. O restante era complementado pelos inúmeros livros e revistas que nos fosse possível comprar. Essa foi a sorte de nossa família, durante a década de 80 e 90.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;O tempo não espera por ninguém. Dizem ainda que somos exatamente o que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;decidimos&lt;/i&gt; ser. Observava com curiosidade a aviação e, em dado momento, corroborei com as possibilidades de continuar a contribuição de meu genitor. Tornei-me Especialista em Comunicações. As características de trabalho foram aperfeiçoadas ao longo do tempo, e mesmo não desejando discorrer no assunto, sinto-me compelido a afirmar: da substituição de posições operacionais de telegrafia aos novos sistemas digitais de transmissão de informação, a inteligibilidade humana ainda é insuperável. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Acreditando que os setores administrativos e técnicos estatais estivessem sob controle, voluntariei-me a participar de um setor operacional isolado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Vários anos depois, um acidente. As rotinas de meus companheiros de trabalho modificaram-se acentuadamente, assim como suas situações financeiras e familiares. Identifiquei aumento considerável nos casos de separação conjugal, endividamentos sem soluções, dentre séries de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;idiossincrasias&lt;/i&gt; que tornavam de tal modo complexo o desempenho de nossas funções, que fizeram tímidos os esforços de recuperação da qualidade de vida. Cada indivíduo que hoje participa de atividades associadas à defesa do Estado aguarda soluções de profissionais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Isso já foi comentado até mesmo em nossas cerimônias de início de expediente. Lembro-me bem da frase, nos seguintes termos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“-Ok, pessoal, agora estamos procurando os profissionais!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;- Nós também... – lembro-me ter pensado no momento. A idéia de “profissionais” é muito vaga no imaginário de quem &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;não os conhece&lt;/i&gt;. Profissional costuma ser alguém que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;professa &lt;/i&gt;sua &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;fé&lt;/i&gt;. Mesmo que no trabalho. Profissional também costuma ser associado à idéia de alguém que realiza sua função com correição e precisão. Além de atender incontinenti determinações de seus chefes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Também continuo procurando-os. Por enquanto pode-se contar com gente que além de realizar o trabalho profissional – desgastante sacerdócio – ainda acresce sua experiência profissional em diversos setores. Profissionais que além de suas atribuições empregam também conhecimentos das áreas de economia, mecânica, eletrônica, gerenciamento de recursos humanos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Ou seja: por enquanto, só pode-se contar com o que já possuímos de melhor dentre os profissionais. Só podemos contar com Especialistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Um dia, vi-me cercado de pessoas pesquisando melhoria na condição financeira de sua família. Gente de sorte: ainda não haviam perdido as suas. Mas estavam Sem Rendimento Evidenciado em suas finanças. Preocupavam-se. Queriam soluções que permitissem continuar realizando suas tarefas de uma fé que anda em paralelo com sua religião. Fé na missão elevada das Forças Armadas. Não poderia jamais permitir-me, enquanto especialista em comunicações, deixar de ajudar no que fosse necessário a essas e outras incontáveis pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Tudo o que dispomos é de especialistas, até onde se sabe.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;E &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;somos&lt;/i&gt; mais do que suficientes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-8142016180652036152?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/8142016180652036152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/sem-rendimento-evidenciado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8142016180652036152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/8142016180652036152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/sem-rendimento-evidenciado.html' title='Sem Rendimento Evidenciado'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6549735109850818098.post-401560078528652645</id><published>2009-09-17T11:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T11:37:24.813-07:00</updated><title type='text'>Hakän Hedberg</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Louis Heron escreveu no “The Time” uma série de artigos, em fins de 1968 e princípios de 1969, sobre o segredo em que trabalha o Governo Britânico, independentemente de nele estarem sentados os trabalhistas ou os conservadores: “A escuridão contraria o esforço produtivo, separa o governo do povo e fortalece a perigosa concepção ‘nós e eles’. Desconfio, também, de que o sigilo governamental tanto serve para esconder como é a causa de muitas decisões erradas. O segredo não mantém apenas os repórteres curiosos à distância. Ficam de fora também muitas informações, idéias e experiências. A tomada de decisões tornou-se uma função restrita, dependente – e muito – de informações públicas, de conselhos e pontos e vista públicos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;O sentimento de “nós e eles” existe. Claro, em todos os países, na Inglaterra, na Suécia – e no Japão. A diferença está em que o japonês toma conhecimento, mais depressa e com maiores detalhes, de como “eles” decidem e agem, enquanto os ocidentais têm de ficar à espera que qualquer jornalista mais afortunado se “infiltre” e volte com as revelações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DO BANCO CENTRAL&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os chefes dos bancos centrais do Ocidente são, por tradição muito reservados. Acham que só devem falar livremente a portas fechadas, com as reservas em ouro no cofre-forte. Ou, talvez com o Ministro da Fazenda e com o conselho de administração do próprio Banco Central. Entrevista coletiva, possivelmente uma vez por ano no momento mais agudo de uma crise. Mas só a idéia o horroriza: uma pequena confusão semântica, um pigarro no momento errado, e lá cai todo o sistema monetário mundial como um castelo de cartas. É por isso que o homem da rua não sabe se FMI é um sistema tático de futebol ou termo técnico de basquete. No Japão, ao contrário, o chefe do Banco Central dá uma entrevista coletiva uma vez por semana, fala abertamente sobre a política de juros no Japão e no mundo, sobre problemas de câmbio e sobre direitos de saque. Quando o chefe do Banco Central se zanga com o Ministro da Fazenda, não discute o problema apenas em particular – convoca os jornalistas e diz de sua justiça. Se a zanga é com os bancos comerciais – como aconteceu, por exemplo, em junho de 1969, quando os bancos elevaram seus empréstimos acima de 60 por cento – todos os esclarecimentos são dados por ele ao público em geral e ao comércio e à indústria em particular, via imprensa. Se regressa de uma reunião crítica realizada na Europa, é recebido no aeroporto por uma legião de várias dezenas de repórteres a quem tenta explicar, tão aberta e pedagogicamente quanto possível, tudo o que aconteceu e o que pode acontecer. É assim que o chefe do Banco Central do Japão tem agido, anos e anos, sem que o sistema monetário mundial se tenha desfeito em pedaços. Conseqüências: o japonês está mais bem informado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;DOS MINISTÉRIOS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos os ministérios recebem uma cobertura intensiva, todos os dias, a todas as horas, por parte de no mínimo cinqüenta jornalistas. Quase todos os papéis, incluindo simples anotações ou estimativas preliminares, e quase todas as idéias são consideradas como de interesse público. A tinta mal chega a secar, já o documento ou a anotação passam aos jornalistas. Além disso, todos os anos cada um dos ministérios publica um “livro branco” que chega às mãos dos jornalistas antes dos restantes membros do governo tomarem conhecimento de seu conteúdo. Esses “livros brancos” normalmente são publicados nos jornais da manhã do dia em que o Gabinete se reúne para, oficialmente, aprovar as considerações do ministério em causa. Se qualquer funcionário japonês tentasse copiar a “técnica obscurantista” usada, às vezes, pelos colegas ocidentais – “sob inquérito” ou “debate interno”, “correspondência interna” – talvez não demorasse um minuto e já ele voaria, direto do sétimo andar para a rua. Isto não quer dizer que o jornalista japonês seja especialmente violento na sua maneira de atuar ou menos instruído. Ao contrário, no Japão, 99 por cento dos jornalistas tem curso universitário, em flagrante contraste com o que acontece até nos países de melhor nível educacional no Ocidente. Na realidade, existem mãos fortes no esquema burocrático que dirige o Japão, mas os jornalistas japoneses são ainda mais duros e persistentes na procura das informações: na prática, não há nem uma única gaveta sacrossanta em todos os ministérios em Tóquio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Tudo acaba por se saber. Além do mais, os trens correm cheios, com três vezes a capacidade normal, de modo que há ouvidos por toda parte.”, - diz-nos a rir um funcionário do Ministério da Fazenda. Ele gosta do sistema: todas as manhãs, no jornal, pode ler o que aconteceu nos outros ministérios – e no seu próprio ministério! – no dia anterior. É que cada um dos ministérios é uma espécie de formigueiro: só o Ministério da Indústria tem cerca de 15.000 funcionários que se sentam quase uns em cima dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;DAS EMPRESAS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No Ocidente, se uma empresa confessa qual é a sua participação no mercado consumidor, sua atitude repercute como uma bomba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No Japão, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;todas&lt;/i&gt; as empresas confessam continuamente qual é sua participação no mercado. Em certos casos, como no setor de cosméticos, as estatísticas são suspeitas, mas da única coisa que se pode duvidar é do esquema de amostragem. Porque a boa vontade em dizer qual é, exatamente, a sua participação no mercado, essa, nunca falta. Claro que a distribuição parcelada do mercado e as suas modificações são publicadas na imprensa e assim, levadas ao conhecimento de todo o comércio, da indústria e da comunidade em geral. As informações assim obtidas dão margem para considerações mais justas e decisões mais certas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No Ocidente muitas vezes acontece o mercado interno pertencer exclusivamente a três empresas. Cada uma das quais sabe exatamente qual é a participação no mercado das outras duas, assim como conhece todas as alterações nessa distribuição. No entanto, se algum jornalista especializado em economia pergunta ao diretor de uma delas qual a parcela que domina, em 100 casos, 99 respostas serão do tipo: “Isso nós não podemos revelar, por causa da concorrência!” Eis um caso típico: - Em princípios de 1969, chegou ao Japão o representante de uma empresa sueca, muito bem sucedida no mercado japonês. Telefonei, pedi uma entrevista. “Venha, por favor, ao meu hotel”, respondeu. Quando o encontrei, compreendi que meu interlocutor estava quarenta anos atrasado em relação ao seu tempo. Não queria contar a quanto montavam as vendas de sua empresa no Japão e quando lhe perguntei qual era a proporção do mercado que a empresa detinha, foi como se tivesse enfiado nele uma faca. Nada poderia dizer antes de consultar o diretor executivo. “Mas nós somos os maiores fornecedores do mercado!” “Isso, em alguns casos, pode significar apenas cinco por cento” – respondi eu – “Qual a percentagem?” não quis responder, porque era apenas diretor de mercado. Essa foi sua justificativa final.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já passou o tempo, acho, em que os redatores econômicos se contentavam com o fraseado diplomático do tipo “Foi um aumento razoável”. Que a participação da citada empresa no mercado japonês era de 40 por cento eu já sabia há muito tempo, antes de me apresentar para a dita entrevista. E a dos concorrentes, também. Caso interessem, tais informações são fáceis de conseguir em meia hora, no Japão. E claro que os japoneses riem na cara de tais “obscurantistas” reacionários, vindos do Ocidente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;DAS LIGAÇÕES COM EMPRESAS ESTRANGEIRAS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nada de “obscurantismo”, todos os detalhes em cima da mesa. Eis outro exemplo típico: - quando a empresa sueca AB Mecman entrou no Japão, em novembro de 1968, veio uma notícia muito vaga na imprensa sueca dizendo que, em conjunto com uma firma japonesa, tinha-se criado uma nova “empresa para serviço e colocação no mercado japonês dos produtos Mecman”. O associado japonês deu ao Nikkan Kogyo, jornal da indústria japonesa, uma informação muito mais exata: capital em ações, distribuição das ações uma estimativa para os cinco primeiros anos da empresa, a proporção da Mecman no mercado sueco e, além disso, revelava-se que os japoneses tinham inclusive adquirido o direito de exportar os produtos Mecman fabricados no Japão. Por que é que as classes produtoras do Japão recebem informações mais pormenorizadas do que as da Suécia? Porque é que não foi revelado o direito da nova empresa à exportação? Infelizmente, é esta a regra: por cada negócio nipo-ocidental que se fecha, as classes produtoras no Japão aumentam seus conhecimentos; as do Ocidente permanecem a zero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para os redatores econômicos do Ocidente é como se fosse para tirar um dente de cada vez que fazem uma pergunta importante. Para os japoneses, é como se tivessem de desempenhar o papel de parteiras: fazem uma pergunta, esperam gêmeos e vêm quíntuplos. O problema é mais de escapar ao volume de informações do que pressionar para saírem dados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nenhuma pessoa, nenhuma empresa é uma ilha. E na ilha chamada Japão, diante de milhares de observadores estrangeiros, os homens que construíram o milagre tomaram conscientemente o caminho da informação máxima. Todos ganham, ninguém perde. Numa comunidade rica em informações, as diretrizes são definidas com mais base, com mais bom-senso, do que nas comunidades pobres em informações. Esta é uma política que, até agora, tem dado ótimos resultados e que, a cada ano que passa, oferece dividendos cada vez mais elevados. Entrementes, no Ocidente, tanto os diretores como os funcionários, cada vez mais distantes uns dos outros e do público, continuam tateando na obscuridade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A obtenção de informações e sua análise está facilitada, mais ainda, pela existência de uma série de meios de comunicação, e em especial os jornais, com melhores condições de transmitir esses dados que seus colegas em qualquer outro país.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A COMUNIDADE CAOLHA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao mesmo tempo que se tornava campeã mundial em aumentode exportações, o Japão transformou-se também – com o maior desplante – em campeão mundial do protecionismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desde a conferência da GATT, em Tóquio de 1959, que os governos ocidentais, incluindo os dos países em desenvolvimento, têm escutado promessas japonesas, umas a seguir das outras. Todos esses compromissos foram esquecidos, ao mesmo tempo em que o Japão avançava na lista das principais nações exportadoras do mundo, passando do nono lugar em 1959 para quinto, em 1968.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O ritmo de aumento das exportações japonesas acelerou-se, a uma média anual de 14 por cento entre 1958 e 1963 e de 20 por cento entre 1963 e 1968. O ritmo de aumento das importações, porém, foi refreado de 19 para 13 por cento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O ritmo de promessas japonesas também se acelerou, mas são compromissos a que falta cobertura. Em princípios de 1964, o Japão filiou-se tanto ao FMI como à OCDE, comprometendo-se daí a não usar mais a balança de pagamentos como motivo para impor restrições à importação e a dar aos outros membros da OCDE o direito de se estabelecerem no Japão, em regime de reciprocidade. Em 1964, o Japão tinha um saldo positivo na sua balança de comércio equivalente a meio bilhão de dólares. Em 1968, o saldo era cinco vezes maior, mas a “cortina de ferro” que o Japão opôs à concorrência estrangeira, no mercado interno, continuava tão impenetrável em fins de 1969 como em 1964, altura em que, perante os dois mil delegados à reunião do FMI, os japoneses prometeram uma “nova era”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto o milagre alemão – e o saldo exportador da Alemanha Ocidental – se desenvolveram à medida que aos países importadores se dava uma oportunidade de concorrer no mercado alemão, o milagre japonês teve o privilégio de crescer dentro de uma estufa protecionista. Em todos os setores industriais, começou-se por estabelecer uma quota de importação reduzidíssima de tal modo que a concorrência estrangeira só podia ser mínima. Depois, formalmente “liberalizou-se” a importação, mas os direitos alfandegários eram tão elevados que a presença estrangeira continuou sendo mínima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Onde estava o Brasil durante esse processo fenomenal de crescimento?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6549735109850818098-401560078528652645?l=utimec.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utimec.blogspot.com/feeds/401560078528652645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/hakan-hedberg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/401560078528652645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6549735109850818098/posts/default/401560078528652645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utimec.blogspot.com/2009/09/hakan-hedberg.html' title='Hakän Hedberg'/><author><name>S1 BCO F.Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12744116613890243084</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_HH62wCFCiCw/S8D7Vxf8y5I/AAAAAAAAABA/wv8eKD0cIgA/S220/Picture+0004.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
